Receita de capitalização atinge R$ 24 bi em 2019

Com a taxa de juros baixa, títulos de capitalização ganham ainda mais atratividade como uma opção segura e acessível a pessoas com vários perfis de consumo e renda

Fonte: FenaCap

O setor de Títulos de Capitalização – produtos que conjugam soluções de negócios com sorteios – cresceu 13,8% em 2019, acumulando uma receita global de R$ 23,9 bilhões. Os dados, divulgados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), mostram, ainda, um aumento de 4,7% nas reservas técnicas –  correspondente a recursos de clientes com títulos de capitalização ativos, resgatados ao fim da vigência ou antecipadamente – que somaram R$ 30,7 bilhões.

“Os títulos de capitalização têm se consolidado como uma alternativa para ajudar as pessoas a formar reservas, para emergências ou não – e a contar com a perspectiva de antecipar planos de vida por meio dos sorteios”, assinala Marcelo Farinha, presidente da FenaCap.

Os títulos de capitalização da modalidade Tradicional continuam sendo o carro-chefe do setor, mas merece destaque, no período, o desempenho das duas modalidades criadas pelo novo Marco Regulatório da Capitalização, cuja comercialização começou em abril do ano passado. Juntos, os títulos de Capitalização Instrumento de Garantia e Filantropia Premiável passaram a responder por 12% da arrecadação. “As novas regras trouxeram mais segurança jurídica para as empresas e mais transparência às relações de consumo, melhorando o ambiente de negócios. A recuperação gradual da economia também contribuiu para incrementar vendas”, avalia Farinha.
Ao longo de 2019, as empresas de Capitalização distribuíram R$ 1,1 bilhão em sorteios a clientes de todo o país. Já o montante relativo aos resgates atingiu R$18,9 bilhões. “Os títulos podem ser adquiridos de maneira segura e sem burocracia. Permitem acumular recursos e oferecem  dezenas, centenas de chances de sorteio, dependendo da modalidade”, completa o presidente da FenaCap.

Títulos de capitalização: soluções para vários perfis de clientes

Instrumento de Garantia – O título de capitalização substitui a figura do fiador nas transações de aluguel de imóveis e serve de garantia para empréstimos e qualquer outro tipo de contrato. Nessa modalidade, o cliente do título de capitalização também concorre a sorteios e resgata 100% do valor pago ao fim da vigência, atualizado pela TR.

Filantropia Premiável – O consumidor cede o direito de resgate da sua reserva para uma instituição filantrópica previamente credenciada pelas empresas de capitalização e concorre aos sorteios previstos no contrato.

Popular – Permite que o consumidor adquira um título de valor acessível, em torno de R$ 10, e participe de sorteios de prêmios em dinheiro, com direito ao resgate de até 50% do valor pago.

Tradicional – O objetivo dessa modalidade é a formação de uma reserva, de maneira programada, por um prazo previamente conhecido e valor pré-determinado. Dá direito à participação em sorteios ao longo de toda a vigência e ao resgate de 100% do que foi pago, atualizado pela TR, ao fim do prazo de contrato. É uma solução para as pessoas que não têm disciplina para guardar dinheiro.

Incentivo – Nessa modalidade, uma empresa de varejo, por exemplo, adquire uma série exclusiva de títulos e cede aos seus clientes o direito a participar de sorteios. É uma forma de alavancar vendas, ampliar mercado, girar estoque e estreitar o relacionamento com os consumidores.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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