“Esperamos, com otimismo, um 2020 também desafiador”, diz CEO da Crawford Brasil

Leonardo Semenovitch vê uma exigência cada vez maior dos clientes e dos corretores por uma experiência melhor no processo de regulação e liquidação de sinistros

Em 2019, muitos executivos mudaram de emprego, abraçando novos desafios. Um deles foi Leonardo Semenovitch, que presidia a Travelers no Brasil. Por decisão da matriz, a unidade brasileira foi fechada e o executivo se recolocou na prestadora de serviços Crawford, depois e 23 anos trabalhando em seguradoras. “Espero que nossa equipe possa contribuir para a evolução e o crescimento desse mercado tão rico em oportunidades e desafios”, disse o CEO da Crawford Brasil ao blog Sonho Seguro.

“Vejo uma exigência cada vez maior dos clientes e corretores por uma experiência melhor no processo de regulação e liquidação de sinistros. O número de interações, solicitações de documentos e prazo para indenização ou encerramento precisam diminuir. Agora na Crawford, conhecendo as necessidades das seguradoras, tenho a oportunidade de oferecer serviços customizados e adequados para cada tipo de operação.”

Semenovitch avalia que em 2019 o mercado segurador brasileiro teve um desempenho um pouco aquém do esperado. “Não temos os números finais, contudo, um certo grau de incerteza política, além de reformas e crescimento mais lentos foram determinantes. Esperamos, com otimismo, um 2020 também desafiador”, diz.

Segundo ele, em um cenário de desaceleração global da economia, a competitividade e a concorrência serão cada vez mais intensas. Taxas de juros baixas demandando maior eficiência das seguradoras, que se dará, principalmente, através de automação e transformação digital. “A tecnologia está revolucionando o setor, melhorando processos, simplificando e facilitando o acesso a seguros para as novas gerações. Inovação não é só fundamental, é uma questão de sobrevivência. Além disso, exigências ambientais e sociais fazem com que as empresas sejam mais responsáveis e proativas na gestão de riscos, o que exige especialização”.

Especificamente no Brasil, acrescenta o executivo, o aumento previsto dos investimentos em infraestrutura, novos produtos, canais de distribuição e até mudanças regulatórias vão estimular um crescimento significativo do mercado. Seguro garantia, riscos de engenharia, transportes e linhas de produtos de pessoa física têm tudo para crescer substancialmente, avalia. O produto para riscos cibernéticos deve ter uma evolução acelerada também, apesar de ainda ter pouca penetração.  

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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