Saúde é o assunto em debate em Brasília nesta 5a. feira

O 5◦ Fórum da FenaSaúde, o primeiro realizado em Brasília, irá aprofundar o debate sobre os rumos da saúde no Brasil, pois o sistema de saúde – em todo o mundo – enfrenta o grande desafio da sustentabilidade. Seja qual for o modelo adotado – público, privado ou misto –, todos os países precisam lidar com o mesmo descompasso. De um lado, os custos crescentes da saúde, de outro, as limitações de orçamento e renda.

O impacto da longevidade nos planos de saúde é grande. As principais causas o envelhecimento populacional, a ampliação da incidência de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão, e o surgimento de novas e dispendiosas tecnologias de tratamento estão entre os principais temas do evento organizado pela FenaSaúde, que apresentará sugestões para viabilizar mais acesso e qualidade no atendimento à população e, ao mesmo tempo, a favorecer a sustentabilidade do sistema.

Com o tema “Novos Rumos da Saúde Suplementar”, o fórum propõe o debate de propostas de mudanças para garantir que mais brasileiros tenham acesso aos planos de saúde e que o setor alcance a sustentabilidade. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fará a abertura do evento com a palestra magna “O desafio da saúde suplementar na ampliação do acesso da população aos serviços de saúde”.

A mediação será feita por André Médici, economista sênior em Saúde do Banco Mundial, em Washington, que participou do planejamento, desenvolvimento e implementação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. O evento também reunirá palestrantes com diferentes perspectivas sobre o tema, como Rogério Marinho, secretário especial da Previdência Social do Ministério da Economia e ex-relator do PL 7.419/06, e Armínio Fraga, fundador do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e ex-presidente do Banco Central, entre outros nomes.

Para Vera Valente, diretor executiva da FenaSaúde, o diagnóstico sobre os problemas da saúde no Brasil é praticamente consensual entre operadoras, prestadores de serviço, contratantes, reguladores e legisladores. “Sabemos o que é preciso mudar para que mais brasileiros tenham acesso à saúde de qualidade e a agenda das operadoras inclui, por exemplo, a volta da oferta dos planos individuais, maior segmentação de coberturas e o incentivo à atenção primária”, destaca Vera.

A diretora executiva da FenaSaúde explica que o fórum será centrado na discussão da legislação que regulamenta o setor, a Lei 9656/98, que completou 20 anos de vigência. “Dividimos o fórum em dois momentos. O primeiro irá avaliar essa legislação após duas décadas, o que trouxe de benefícios e o que precisa ser aprimorado e modernizado. No segundo momento, apresentaremos as sugestões para manter a sustentabilidade da saúde suplementar e atrair novos beneficiários, garantindo não apenas o crescimento do setor, mas também o desafogamento do SUS”, diz.

“As sugestões de mudanças são boas para o Estado, para as empresas e, principalmente para a população, que percebe no setor um atendimento de qualidade”, relata a executiva. “Temos muitas coisas para fazermos juntos e nós da FenaSaúde queremos incentivar um grande debate em torno desses aperfeiçoamentos, envolvendo toda a sociedade brasileira. Por isso, convido a todos para que venham debater conosco os novos rumos da saúde suplementar no Brasil”, conclui.

A FenaSaúde representa 15 grupos de operadoras de saúde responsáveis pelo atendimento a mais de 26 milhões de brasileiros, 36% do total de beneficiários de planos de saúde no País.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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