ARTIGO: A vida é feita de escolhas

por  Walter Malieni, presidente da Brasilprev

Escolher é priorizar, é oferecer maior significado e vinculação com nossos propósitos. Escolhemos aquilo que precisamos ou queremos, tanto agora como no futuro. Do ponto de vista financeiro, as escolhas que fizer hoje refletirão na vida que você terá daqui a uns anos. E aí, se estamos falando do dinheiro que quer ter para utilizar lá na frente – obrigatoriamente vamos ter que citar a previdência privada. Porque simplesmente não há produto melhor em longo prazo. 

E já que estamos falando de escolhas, existem algumas importantes neste contexto. A primeira é conhecer expressões que podem parecer uma confusa sopa de letrinhas no início, mas que na verdade são mais simples do que parecem. 

Vamos lá, primeira etapa, você fará um PGBL ou VGBL? Isso depende muito de sua renda mensal. Sabe o Imposto de Renda (IR) que todo ano temos que acertar com o Leão? Como você declara? Se faz na Completa, o melhor produto é o PGBL, ponto. Nele é possível descontar até 12% da renda bruta anual. Sabe quando você abate aquela visita ao médico, ou o colégio das crianças? É igual. Agora, se você não declara ou faz na Simplificada, a melhor escolha é o VGBL.

O próximo passo é o regime de tributação: será pela Tabela Regressiva ou Progressiva do IR? Essa resposta tem relação direta com o seu perfil e planejamento de renda. Na tabela Progressiva o participante (pessoas que possuem previdência), no momento de utilização do dinheiro, terá retenção de 15% de imposto na fonte e compensação na declaração anual do IR com base na tabela em vigor. Mas caso seu planejamento seja de longo prazo, ou possui um plano PGBL (em que o IR vai ser aplicado a todo dinheiro lá na frente), a melhor escolha é a tabela Regressiva, pois ela inicia em 35%, mas depois de 10 anos cai para 10%. Ou seja, você ganha um benefício enorme se mantiver o dinheiro focado no seu futuro.

Em seguida, decidirá o fundo no qual seu plano será alocado: renda fixa, multimercado ou uma carteira diversificada? Aqui há um pouco mais de complexidade, mas você pode solicitar a rentabilidade histórica dos fundos e compará-los em prazo sempre superior a um ano, de preferência verificando períodos de 36, 48, ou 60 meses. Ponto de atenção: é muito importante conhecer os papéis e os riscos atribuídos a cada um dos fundos, por isso, procure se informar em relação às empresas que estão por trás da sua aplicação.

Agora, uma vantagem da previdência que não podíamos deixar passar é que você pode guardar valores que cabem no bolso mensalmente, e este pequeno mecanismo faz uma baita diferença, pois estimula a disciplina e transforma pequenas quantias em grandes projetos.

Pronto, falamos de disciplina, que unida à máxima “tempo é dinheiro” faz muito sentido quando mencionamos a previdência. E a razão é: quanto mais tempo os valores ficarem rendendo, devido a estas contribuições mensais, e com o somatório dos rendimentos ao longo destes anos, melhor será, porque mais o dinheiro trabalhará para você. 

Depois de toda essa gama de detalhes e possíveis escolhas, consultoria especializada e transparência são peças-chave nesse processo. E não apenas na hora da compra do plano, mas também durante os muitos anos de acumulação e no momento de utilização do dinheiro. Afinal, estamos falando de escolhas, e elas podem mudar com o tempo, com sua fase de vida, com suas aspirações e projetos. Nossa jornada é dinâmica, e a beleza da vida está justamente aí. 

E vale lembrar: são décadas de relacionamento entre você e a empresa que escolher, que precisa ser especialista e muito confiável. Afinal, sem confiança não há negócio. Seja forte e não se deixe levar por rumores. O que não falta são empresas oferecendo milagres. É do jogo. Mas eu prefiro acreditar que você tem bom senso para separar o joio do trigo. Aliás, para mim, o que essas empresas fazem é se aproveitar da carência de conhecimento financeiro no nosso país.  

Mas vamos às boas notícias, hoje, 13 milhões de brasileiros já deram o primeiro passo rumo a um futuro financeiro de sucesso. São pessoas que fazem parte do mercado de previdência privada aberta e que, juntas, somam mais de R$ 890 bilhões em patrimônio. Como abordei aqui, elas ainda têm muitas outras escolhas no caminho, assim como quem ainda não entrou nesse mercado. Mas acredite: seguindo o caminho certo e contando com a orientação adequada, afirmo com segurança que o sorriso de quem tiver um plano de previdência privada bem gerido será tão largo no futuro quanto a minha convicção de que não há melhor produto financeiro para objetivos de longo prazo.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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