O Lloyd’s of London, mercado de seguros que conta com mais de 70 empresas para assumir riscos provenientes de todas as partes do mundo, viu seu lucro encolher em 2010 para £ 2,2 bilhões de libras (US$3,4 bilhões). A queda foi justificada pelo maior volume de catástrofes mundiais, como o terremoto do Chile, as enchentes na Austrália e o afundamento e explosão de plaformas de petroleo.
O índice combinado, que mede a eficiência operacional, encerrou o ano com 93,3%, o que para a instituição é um bom numero se comparado a outros mercados de seguros, como 101,5% para seguradoras de riscos diversos e propriedades nos EUAi; 95,4% para resseguradoras dos EUA; 90,8% para seguradoras e resseguradoras das Bermudas e 101,0% para seguradoras e resseguradoras européias.
Lorde Levene (foto), chairman do Lloyd’s informou, em comunicado, que apesar de enfrentar sinistros significativos em decorrência dos trágicos terremotos no Chile e na Nova Zelândia, inundações na Austrália e a perda da plataforma de petróleo Deepwater Horizon no Golfo do México, a instituição apresentou um lucro significativo. “As catástrofes de 2010 e 2011 mostraram o papel crucial que o seguro desempenha para ajudar as comunidades a se reconstruírem após uma crise”, comentou.
O presidente do Lloyd’s, Richard Ward, comentou que 2011 já é um ano extraordinário em termos de desastres naturais trágicos. “Estendemos nossa profunda solidariedade aos que foram afetados e estamos trabalhando duro para garantir que os sinistros sejam atendidos com presteza, para que as comunidades no Japão, Nova Zelândia e Austrália possam se reconstruir e se recuperar”.
Todos concordam que são tempos desafiadores para as seguradoras. As taxas que determinam o custo do seguro se abrandaram, há excedente de capital por toda a indústria e os retornos sobre investimento estão em queda. “Em 2011, temos que ajudar o mercado a enfrentar o ciclo, garantindo que ele subscreva para o lucro e não para o crescimento. Ao mesmo tempo, estamos posicionando o mercado para aproveitar oportunidades futuras, expandindo-se em novas economias e facilitando ainda mais fazer negócios com o Lloyd’s.”
Outro desafio em 2011, segundo os executivos do Lloyd’s, é o projeto Solvência II e estou confiante de que estamos fazendo um bom progresso. No entanto, estou cada vez mais preocupado com o custo e a complexidade desse exercício. Temos que garantir que esta regulação não cause um dano duradouro em nossa competitividade internacional – seja para o Lloyd’s ou para o setor de forma mais ampla”.

















