Títulos de capitalização: sorteios crescem, resgates diminuem

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Com um aumento de 4,9% no valor de prêmios distribuídos em sorteios entre janeiro e julho, em comparação ao mesmo período do ano passado, o segmento de títulos de capitalização entregou cerca de R$ 641 milhões de prêmios em dinheiro a clientes sorteados de todo o país, informa a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). Isso equivale ao pagamento de R$ 4,3 milhões por dia útil, no período.

Os números revelam que o segmento registrou, pela segunda vez consecutiva, uma redução de 7,6% nos resgates, em comparação a igual intervalo de 2017, sinalizando que as pessoas estão cautelosas, deixando o dinheiro guardado por mais tempo. Esse movimento se reflete no volume das reservas técnicas, recursos dos clientes com títulos ativos, que alcançaram R$ 28,5 bilhões . O pequeno recuo nessas provisões, de 3,9%, se deveu ao movimento de resgates finais e antecipados e também a uma retração de 2,8% no faturamento global do setor, que atingiu R$ 11,5 bilhões. “Esse resultado já era previsto, em razão do desempenho da economia e da retração da renda”, diz o presidente da FenaCap, Marco Barros. Entretanto, segundo ele, o mercado já começa a reagir, especialmente pela melhoria de alguns indicadores, com destaque para a queda no índice de desemprego, inflação e juros baixos.

Na análise de desempenho por modalidade, o título de capitalização de Incentivo, voltado para pessoas jurídicas interessadas em realizar ações promocionais de vendas, arrecadou R$1,2 bi, o que representa um crescimento de 49% em relação ao mesmo período do ano anterior. “É uma solução para alavancar vendas, que ajuda a girar estoques e tem tido enorme aceitação no mercado varejista, especialmente em momentos de incerteza econômica e queda do consumo,” assinala Marco Barros, ao analisar o ritmo diferenciado de crescimento apresentado pela modalidade.

O título de capitalização Tradicional, carro-chefe do setor, registrou arrecadação de R$ 9,6 bilhões, sendo responsável por 83,8% resultado global do segmento. Dentro dessa mesma modalidade, o título de capitalização para garantia locatícia, que substitui o fiador nas transações de alugueis de imóveis residenciais e comerciais, também se destacou, com crescimento de 82,3%, quando comparado com ano anterior, resultando em R$ 819,3 milhões de receitas. O produto Popular, cujas regras de desenvolvimento e comercialização estão sendo revistas pela Susep, arrecadou R$ 629,9 milhões, representando 5,48% do faturamento.

A Federação Nacional de Capitalização foi fundada em 7 de fevereiro de 2007, com o objetivo de representar política e institucionalmente as empresas do setor. A entidade reúne as 17 empresas autorizadas a operar no mercado.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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