Ajuste tributário pode adiar o lançamento do seguro Universal Life

Fonte: VTN Comunicação

Aguardado com expectativa pelo setor de seguros, o seguro Universal Life poderá demorar um pouco mais para chegar às prateleiras das seguradoras. O produto, que combina plano de acumulação (nos moldes do VGBL/PGBL) com o seguro de vida tradicional, além de dispor de flexibilidade para a customização de coberturas e de prêmios, foi aprovado pela Resolução CNSP nº 344, em dezembro do ano passado. Agora, depende de regulamentação pela Susep – que colocou a minuta de circular em consulta pública até o dia 23 de junho – e da definição do ajuste tributário pela Receita Federal.

O presidente da Federação Nacional de Previdência e Vida (FenaPrevi), Edson Franco, comentou em sua palestra durante almoço do CVG-SP, realizado nesta segunda-feira (19/06), que, no momento, o mercado está retomando o contato com a Receita por meio da Susep. Segundo Franco, as tratativas com a Receita estavam adiantadas, mas foram interrompidas com a substituição, ocorrida em maio, da diretora de Supervisão de Conduta da Susep, Helena Venceslau, pelo novo diretor Carlos Alberto de Paula.

Agora, com a retomada das conversas com a Susep, o presidente da FenaPrevi espera definir com a Receita uma tributação mais adequada possível para o produto. “O Universal Life nasceu sem tipificação tributária. Mas, não podemos correr o risco de tributá-lo como se fosse um produto puro de previdência”, disse. Ele acrescentou que também está em discussão a necessidade ou não de uma instrução normativa da Receita Federal.

A FenaPrevi também está compilando sugestões sobre a minuta de circular do Universal Life para enviá-las à Susep. Segundo Franco, um dos pontos que a entidade discorda se refere à limitação de carregamento, que na proposta da Susep consta como 5% para a parcela do prêmio destinada a compor o saldo da PMBaC (Provisão Matemática de Benefícios a Conceder) e 10% para a parcela correspondente ao prêmio de risco. “Esperamos que esse produto ajude a diversificar os canais de distribuição. Mas, se colocar limitação de carregamento, acaba com essa possibilidade”, disse.

Com a limitação de carregamento, segundo Franco, apenas o canal bancário seria capaz de vender o Universal Life. “Mas esse canal não poderá distribuir um produto dessa complexidade. Mataríamos o produto”, disse. Porém, ele adiantou que o novo diretor da Susep já compreendeu e concordou com os argumentos da FenaPrevi. “O diálogo está aberto”, afirmou.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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