Apenas 14,5% das residências têm seguro, revela estudo da FenSeg

A crise econômica e a alta no desemprego têm sido os principais motivos citados pelos especialistas em segurança para justificar o aumento de roubo e furto em residências. Já os acidentes em residências tem os eventos da natureza, com chuvas e ventos, e também incêndio por explosão de botijões de gás, entre os motivos mais corriqueiros que trazem prejuízo aos proprietários de imóveis.

O conselho é evitar gerar situações de vulnerabilidades, como não dar “sopa” na porta de casa, e investir na manutenção dos equipamentos como botijões de gás nesse momento de crise aguda. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, é importante observar os locais onde se circula, se há outras pessoas. Evitar áreas que potencializem situações de crime.

Esse cenário de risco tem estimulado a compra de seguro residencial. Nos últimos anos, as seguradoras mudaram os produtos, tornando os contratos mais simples, com coberturas mais próximas da realidade de risco dos consumidores. Além, é claro, de conseguirem, com a ajuda da tecnologia, ofertar produtos e serviços aos consumidores com custos mais acessíveis. Isso facilitou a vida dos corretores de seguros, que têm em mãos um produto com mais apelo de venda. O resultado desse empenho se mostra no crescimento das vendas e a proteção das famílias, que conseguem manter a casa de pé mesmo diante de imprevistos.

Dados da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg) revelam que o Índice de Penetração do seguro residencial passou de 13,3% em 2015, para 14,5% em 2016. Esse aumento representou um incremento em torno de 800 mil novas apólices do produto. De acordo com o estudo, no ano passado foram comercializadas 9,9 milhões de apólices, enquanto que no período anterior foram 9,1 milhões. O total de domicílios, nos dois períodos, permaneceu em 68 milhões de unidades.

O total arrecadado com o seguro residencial, em 2016, chegou a R$ 2,4 bilhões e a região Sudeste foi a que apresentou maior participação no período, com 61,3% e prêmio total de R$ 1,5 bilhão. De acordo com o levantamento, a região possui 30 milhões de domicílios e desse total, 6,1 milhões estão cobertos pelo seguro residencial, o que resulta num Índice de Penetração Regional de 20,5%.

A segunda região com maior participação na comercialização do seguro residencial foi o Sul do país, com 22,8% e prêmio total de R$ 568 milhões. Esse resultado representou um incremento de 4,1 pontos percentuais em relação ao ano anterior, com os prêmios aumentando de R$ 426 milhões em 2015, para R$ 568 milhões em 2016. O valor dos prêmios médios, na comparação com 2015, também aumentou em todo o país, passando de R$ 250,00 para R$ 325,00.

Os seis estados que apresentaram as maiores arrecadações em 2016 foram, por ordem decrescente, São Paulo (R$ 1 bilhão), Rio de Janeiro (R$ 300 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 250 milhões), Paraná (R$ 191 milhões), Minas Gerais (R$ 168 milhões) e Santa Catarina (R$ 126 milhões). Somente Rio de Janeiro e São Paulo representaram 53,79% do total de prêmios arrecadados e a região Sudeste teve uma participação de 84,27% no total geral.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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