Terra Brasis entra na Colômbia com produtos diferenciados

No próximo dia 24 de novembro tem festa brasileira na Embaixada do Brasil em Bogotá, Colômbia. Trata-se do lançamento oficial do escritório da resseguradora brasileira Terra Brasis. Saiba mais sobre os planos da Terra Brasis nesta entrevista concedida pelo diretor Rodrigo Botti, ao blog Sonho Seguro.

Quais as expectativas com a atuação da Terra Brasis na Colômbia?

Esperamos apresentar uma nova opção de parceria ao mercado segurador Colômbia. Além dos mercados tradicionais de resseguros, o mercado colombiano pode agora também contar com um ressegurador brasileiro para compartilhar seu riscos.

Qual o tamanho do mercado local? Quanto movimenta em resseguro?

O mercado segurador colombiano é cerca de 10% do mercado brasileiro. Já o mercado ressegurador colombiano é cerca de 25% do mercado brasileiro, em grande parte dado a alta exposição a catástrofes naturais da Colômbia.

Quantas resseguradoras atuam na Colômbia?

Não existem resseguradoras locais na Colômbia. Todos operam através de resseguradoras baseadas fora do País, com autorização para operar na Colômbia. Doze resseguradoras, incluindo a Terra Brasis, tem escritórios de representação na Colômbia, sendo que a Terra Brasis foi o primeiro ressegurador brasileiro a abrir um escritório de representação no país.

Em quais nichos de negócios a Terra Brasis vai atuar?

Atuaremos em todas as linhas de negócio, inclusive em linha de negócio ainda inexistentes no Brasil. Por exemplo, na Colômbia existe um grande mercado de apólices cobrindo Acidentes no Trabalho (workmen’s compensation), um produto ainda inexistente no Brasil. Por sinal, esperamos que entre outros, nossa experiência internacional fomente tecnologias e relacionamentos que nos deem condições de auxiliar as companhias brasileiras no desenvolvimento de novos produtos para o mercado brasileiro.

A atuação será apenas local ou da Colômbia a Terra Brasis poderá atuar em outros países aceitando e repassando riscos?

A atuação na Colômbia não será local. Aceitaremos risco através da resseguradora sediada no Brasil, trazendo para nosso país prêmios e consequentemente recursos para investimentos. Do escritório na Colômbia faremos a representação comercial para toda a América Latina, exceto Brasil.

Como vê o mercado brasileiro diante da preocupação o que o último relatório da AMBest sobre o setor esboçou?

Acho as preocupações levantadas pela A.M. Best bastante pertinentes. Atualmente o mercado brasileiro é bastante desafiador, seja para as resseguradoras locais, seja para as resseguradoras localizadas no exterior que operam no Brasil, sejam para as seguradoras brasileiras que operam em linhas corporativas. A atual abundancia de capacidade gera um ambiente de alta competitividade, levando muitas vezes a um relaxamento na qualidade técnica de subscrição que invariavelmente pressiona resultados. Apesar do potencial de médio prazo do Brasil continuar a ser excepcional, os próximos anos serão sem dúvida desafiadores.

É sabido que procuram um sócio. Quais os pontos positivos destacados aos possíveis novos parceiros?

Tendo estabelecido ao longo dos últimos cinco anos uma forte presença no Brasil e tendo sucesso inicial em nossa expansão regional, acreditamos ser hora de aumentar o capital. Não temos pressa neste processo, sendo mais importante a escolha de parceiros que estejam alinhados com o projeto que estamos desenvolvendo junto com os acionistas atuais o Banco Brasil Plural e o Banco Mundial/IFC.

Quais os desafios para o resseguros em 2017?

Melhorar os serviços prestados pelas resseguradoras. Para isto queremos desmistificar o resseguro, continuar treinando funcionários de cedentes (já foram mais de 400), conversar mais com seguradoras e corretores, melhorar o ambiente de negócios, mostrar como podemos trabalhar juntos para o crescimento do mercado de seguros e para benefício do segurado, que o objetivo maior.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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