Saiba mais sobre o seguro rural

wady curyFonte: BB e Mapfre

Os impactos financeiros causados por eventos climáticos são uma das principais preocupações do produtor, que investe boa parte de seus recursos financeiros e limite de crédito em insumos, mão de obra, terra e maquinário sem saber se terá bom faturamento com a safra.

Para minimizar os riscos de eventuais perdas, uma alternativa aos seguros agrícolas tradicionais é a modalidade “faturamento”, que protege a lavoura de adversidades climáticas e, ainda, assegura alguma renda ao produtor, mesmo em caso de queda de preços na colheita.

O grupo BB e Mapfre oferece o produto “BB Seguro Agrícola Faturamento” às culturas de soja, milho e café. O seguro indeniza o produtor nos casos de perdas provocadas exclusivamente por chuva excessiva, tromba d’água ou granizo que venham a causar a morte das plantas, e também nos casos em que ocorre a queda no preço da cultura segurada no mercado, segundo média da bolsa de mercadorias e futuros.

“O objetivo é deixar o produtor tranquilo para investir na produção porque, se o clima causar perda de produtividade ou houver queda de preço de mercado da cultura no momento da colheita, o faturamento obtido pelo produtor será menor, mas a seguradora garantirá parte do valor esperado pela venda da safra”, explica Wady Cury, diretor geral de Riscos Rurais da BB e Mapfre.

Como funciona na prática

Considerando uma plantação de 50 hectares em um município onde a produtividade média esperada é de 50 sacas por hectare e o preço esperado da cultura segurada na época da colheita em data de execução pré-fixada na apólice segundo referencial da BM&FBovespa seja R$ 40 por saca, por exemplo, o faturamento esperado será de R$ 100.000,00.

Adquirindo o BB Seguro Agrícola, em caso de perdas por chuva excessiva, tromba d’água ou granizo, o produtor poderá garantir um percentual entre 60 e 85% do valor esperado pela venda da safra, conforme a cultura e município. Supondo que o produtor contrate um nível de cobertura de 70%, o Faturamento Garantido pela apólice será se R$ 70.000,00.

Ainda seguindo o exemplo, supondo que o produtor tivesse perdido produtividade em decorrência de uma seca e a seguradora tivesse apurado que a produtividade média obtida na área segurada era de 30 sacas por hectare, com preço do produto físico a R$ 35 por saca no mercado físico na data de execução estipulada na apólice. Nessa situação, o Faturamento Obtido seria de R$ 52.500,00, considerando variação cambial, uma vez que o preço é referenciado em dólar. Ou seja, a seguradora indenizaria a diferença entre o Faturamento Obtido e Faturamento Garantido na apólice, que no exemplo sugerido acima seria de R$ 17.500,00.

“Caso sofra redução de produtividade em razão de algum evento climático garantido pela apólice, o produtor deverá comunicar a ocorrência à seguradora, que enviará um perito para apurar as perdas. A redução de preço da cultura não precisa ser comunicada, pois esta variável é analisada automaticamente pela seguradora e indenizada quando for o caso, mesmo que não tenha sido comunicado o sinistro”, explica Cury.

Critério para contratar

Para a contratação do “BB Seguro Agrícola Faturamento” é necessária a apresentação do croqui da área segurada com pontos georeferenciados que estabeleçam sua localização e limites, além da assinatura da Proposta de Adesão e do Termo de Responsabilidade.

É condição essencial para a indenização que o acidente à cultura segurada tenha ocorrido em área maior ou igual à área mínima da cobertura de replantio, estipulado na apólice de seguro.

Outra condição é que o replantio seja realizado dentro do período e das condições estabelecidas pelo Zoneamento Agrícola (ZOAGRO). O limite máximo de indenização será o tamanho da área segurada em hectares multiplicada pelo valor segurado por hectare.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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