“O relaxamento das regras de cessão de resseguro ao exterior só tendem a afetar de forma determinante a dinâmica do mercado local a partir de Janeiro de 2019, Até lá prevemos uma transição paulatina, sem muitos percalços ou oportunidades extraordinárias”, afirma Maurício Masferrer, diretor executivo de riscos patrimoniais, infraestrutura, entretenimento e fusões e aquisições da AON.
Segundo ele, a mudança na dinâmica pode até não se concretizar tendo em vista a atual solidez e competitividade do mercado de resseguros local, que só deve ser reforçada nos próximos anos. “Atualmente o mercado local é mais atrativo que o mercado internacional na maioria das situações”, disse ele em entrevista ao blog Sonho Seguro.
Masferrer acredita que um possível impacto no curto prazo é a diminuição, ou simplesmente a interrupção total, da entrada de novos players no mercado brasileiro como resseguradores locais tendo em vista que o retorno deste investimento será depreciado anualmente a partir de janeiro de 2017, quando as novas regras começam a vigorar. Ele explica que atualmente o mercado local possui capacidade suficiente para absorver 95% das demandas dos consumidores brasileiros, porém a falta de perspectiva do aumento da concorrência pode pressionar um pouco os custos de transferência. “A transferência de riscos para o mercado de resseguros é uma atividade dinâmica e a estruturação de uma estratégia de colocação adequada a sua principal matéria-prima para a obtenção do melhor resultado para o consumidor final, a regulamentação do mercado pode influenciar, porém apenas de forma acessória.”
Ele afirma que o mercado de resseguros global está experimentando um dos seus ciclos “soft” mais longos e não temos previsão de endurecimento no curto prazo, principalmente considerando aspectos pontuais da indústria.


















