HSBC divulga nova edição da pesquisa sobre aposentadoria

Saiu a pesquisa mundial do HSBC sobre o tema. O jornal Estado de São Paulo antecipou os dados do estudo. Segundo reportagem publicada na edição do dia 10 de setembro, a nova pesquisa revela que os pais brasileiros são os que menos poupam para a educação dos filhos. O levantamento global do banco HSBC realizado em 15 países apontou que apenas 42% dos entrevistados do Brasil economizam dinheiro para os estudos dos filhos. O resultado brasileiro ficou bem abaixo da média global, que é de 64%.

Veja abaixo a íntegra da reportagem divulgada no jornal O Estado de S. Paulo.

Os pais brasileiros são os que menos poupam para a educação dos filhos. Um levantamento global do banco HSBC realizado em 15 países apontou que apenas 42% dos entrevistados do Brasil economizam dinheiro para os estudos dos filhos. O resultado brasileiro ficou bem abaixo da média global, que é de 64%. Em países asiáticos, onde a cultura da poupança é maior, a economia para a educação dos filhos chega a 85% na Malásia, 81% na China, 81% em Hong Kong e 80% em Cingapura.

O grande fator que explica a baixa poupança dos brasileiros para a educação é a falta da cultura do planejamento de investimentos para o longo prazo. Por muito tempo, a economia brasileira viveu a cultura do juro real (descontado a inflação) elevado, o que mantinha o investidor na zona de conforto e não estimulava a diversificação nos investimentos. A taxa de juros brasileira ainda é alta comparada ao resto do mundo, mas está num patamar mais baixo para o histórico da economia brasileira.

“O custo de oportunidade (com a alta de taxa de juros) atrapalhava a diversificação”, afirma Augusto Miranda, diretor de Gestão de Patrimônio do HSBC. “Um segundo ponto que também pesava era a falta de conhecimento dos produtos. Existiam alguns mitos no cenário de investimento brasileiro. Um dos exemplos é que não se deve aplicar em produtos sem liquidez. A gente ainda tem essa ideia no País, mas cada vez menos”, afirma Miranda. Sem uma poupança expressiva, a maioria dos pais (71%) afirma ter a renda atual como principal fonte para pagar os estudos.

O fato de o brasileiro poupar pouco para a educação dos filhos não significa que ele não dê importância ao ensino. No Brasil, de acordo com o levantamento do HSBC, 83% acreditam no investimento para todas as áreas da educação (fundamental, médio e graduação/pós-graduação). O País só ficou atrás da Índia (90%), Estados Unidos (89%), China (87%) e Indonésia (86%).

Como consequência da baixa poupança, os pais brasileiros são os que mais lamentam não terem guardado dinheiro para a educação dos filhos. Pelo levantamento, 39% dos entrevistados no País lamentam não terem guardado recursos suficientes. Na sequência, apareceram a Índia (34%) e a China (30%). A média global para esse indicador foi de 22%. “Muitas vezes, no dia a dia, as pessoas vão pagando com a renda. Esperam receber o salário e aí fazem o pagamento, e todo mundo fica com o sentimento de que gostaria de ter planejado melhor”, diz Miranda.

A pesquisa também apurou que apenas 7% dos brasileiros acreditam que os filhos podem ajudar a custear os estudos. O resultado brasileiro ficou abaixo da média global (8%) e foi muito inferior ao apurado em outros países, como Taiwan (28%), Estados Unidos (25%) e Reino Unido (19%). “Como o brasileiro enxerga que o filho pode ajudar menos a custear os estudos, os pais deveriam começar a se planejar mais cedo”, diz o diretor do HSBC. A pesquisa foi realizada com 4.592 pessoas. As entrevistas online foram realizadas em dezembro de 2013 e janeiro de 2014 ,com pais que têm pelo menos um filho com menos de 23 anos de idade.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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