O volume do mercado brasileiro de resseguro (bruto de comissão) continua a crescer em ritmo acelerado. Para os 12 meses findos em abril, o volume ficou em R$ 8,53 bilhões frente a R$ 6,80 bilhões do mesmo período do ano anterior, um crescimento de 25,4%, informa o mais recente estudo da Terra Brasis. Para os 12 meses findos em abril de 2014, o volume de resseguro (bruto de comissão) emitido por Resseguradoras Locais foi de R$ 5,74 bilhões, aumento de 30,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O IRB Brasil Re detém uma participação de mercado de 32% e as demais Resseguradoras Locais 36%, ficando as Resseguradoras Estrangeiras com uma fatia de 32%. “Esta é a primeira vez, desde a abertura do mercado à competição privada, que a participação das novas resseguradoras locais é maior que a do IRB e das resseguradoras estrangeiras”, comenta Rodrigo Botti, diretor da Terra Brasis e um dos idealizadores do estudo.
Em termos de resultado, o ano de 2013 terminou de maneira negative. O lucro líquido do mercado ressegurador local, que em 2012 foi de R$ 504 milhões, caiu para R$ 271 milhões no ano de 2013, com lucro de R$ 349 milhões para o IRB e prejuízo de R$ 78 milhões para as demais Resseguradoras Locais. O estudo, disponível no portal da resseguradora, revela que os dados de abril de 2014 mostraram um princípio de recuperação nos resultados das Resseguradoras Locais, porém consideramos cedo para quaisquer conclusões. No acumulado de 12 meses findos em abril, a sinistralidade caiu para 77% e Combined Ratio para 100%.
“Ao tentar inferir conclusões sobre os dados coletados, notamos que a análise do mercado está se tornando mais complexa. Em nossas análises, temos por prática dividir as resseguradoras que operam no país entre: “Resseguradoras Estrangeiras” (que operam no país com licença de Resseguradora Eventual ou de Resseguradora Admitida), IRB e “outras Resseguradoras Locais”. Entretanto o grupo de “outras Resseguradoras Locais” apresenta cada vez menos homogeneidade.”, comenta Botti.
As “outras Resseguradoras Locais” mais antigas, com início de operação entre 2008 e 2011, parecem ter entrado em regime, com produção estável ou até mesmo em declínio. Paralelamente, novos entrantes, com início de operação entre 2012 e 2013, aportaram capital e apresentaram uma estratégia de crescimento de prêmio em escala bastante superior ao grupo mais antigo. “Se o aumento de diversidade é sinal de desenvolvimento, temos motivo para contentamento. De toda maneira, o mercado de resseguros continua longe de ser monótono”, afirma.
Em 2014, e principalmente em abril, os dados sinalizam recuperação. Considerando o acumulado de 12 meses, a sinistralidade do mercado ressegurador local caiu para 77% frente a 88% do final de 2013. O índice de retrocessão aumenta, retornando a patamares mais próximos de um comportamento normal de mercado. O Combined Ratio retornou para 100%, após trabalhar acima deste patamar pelos últimos dois anos. Entretanto, acreditamos ser cedo para quaisquer conclusões mais fortes. Mesmo porque, o cenário global para o mercado de resseguros permanece desafiador no curto prazo.
O estudo apresenta uma breve análise do desenvolvimento do mercado segurador brasileiro, apesar desse não ser o foco do Terra Report.


















