Leonardo Paixão prevê preços reduzidos de resseguro por até três anos

valor seminarioFonte: portal da CNseg

Os preços médios dos planos de resseguros no Brasil devem continuar abaixo das cotações internacionais ainda por mais dois ou três anos, em virtude da acirrada disputa travada entre os mais de 100 players atuantes no País e do excesso de oferta de capacidade do mercado global.

A previsão foi feita pelo presidente do IRB Brasil RE, Leonardo Paixão, em palestra no seminário “O futuro do mercado de previdência, de seguros e de resseguros”, realizado pelo jornal Valor Econômico, na sede do BNDES, nesta quarta-feira, 28, e patrocinado pela CNseg, IRB Brasil RE, Abrapp, Instituto San Tiago Dantas de Direito e Economia.

No mundo, as cotações estão baixas porque, além das resseguradoras, existe um crescente número de investidores interessados em aplicar em títulos de catástrofe (os cat bonds), dada sua taxa de retorno mais elevada que os fundos de renda fixa ou renda variável, embora haja também riscos maiores de os recursos virarem pó, tendo em vista possibilidade de catástrofes. Acredita-se que os cat bonds respondam por 15% das coberturas dos riscos globais.

Para Leonardo Paixão, enquanto as taxas de juros mundiais continuarem baixa, os investidores globais vão permanecer atuantes no mercado de coberturas para catástrofes, de olho na alta rentabilidade, quando não há sinistros vultosos. Semelhantes às operações no mercado de opções, estes recursos captados entre investidores globais afetam os preços finais do resseguro, barateando-o em todo mundo.

Na sua opinião, esta temporada de mercado soft de resseguro beneficia as seguradoras, que podem assumir mais riscos e reparti-los com as resseguradoras, e torna-se uma alternativa viável para os riscos de longevidade, problema que começará a preocupar os fundos de pensão e operadoras de saúde, em virtude da perspectiva de gastos maiores.

Sem dar detalhes, Leonardo Paíxão informou que já encaminhou à Susep a nota técnica de um plano de resseguro que poderá atender aos fundos de pensão, tendo como objetivo os riscos da longevidade. Tanto que, aproveitou o encontro no BNDES, para exortar os gestores de fundos de pensão a conhecerem as soluções que o IRB Brasil Re planeja oferecer no mercado brasileiro logo.

Leonardo Paixão lembrou que a abertura de resseguro, se produziu queda nas taxas dos prêmios, ainda está devendo em termos de inovação dos produtos. O mercado ainda está tímido nesse capítulo, reconheceu.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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