PMEs estão mais otimistas, segundo pesquisa da Zurich Seguros

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A pesquisa da Zurich Seguros ouviu empresas e cenários de 12 países e destaca os desafios e aspirações das PMEs que estão se adaptando para atingir novos grupos de clientes e expansão para novos mercados. O empresariado brasileiro supera a média global de investimentos no capital humano, ao mesmo tempo em que assume que os riscos com incêndios tiram o seu sono.

São Paulo/SP, 17 de fevereiro de 2014 – A forte concorrência, aliada à baixa demanda do consumidor são os dois riscos mais significativos que pequenas e médias empresas têm enfrentado na contemporaneidade, aponta a pesquisa realizada pelo Grupo Zurich, que ouviu empresas de 12 países, no segundo semestre de 2013. Para sair dessa, as PMEs estudam o mercado, focam em novos clientes e nichos, dão as mãos com a tecnologia e ainda pensam em expandir atuação para o mercado internacional.

Ao todo, a pesquisa da multinacional suíça, que tem mais de 140 anos de atuação, entrevistou 3.293 empresas da Alemanha, Austrália, Brasil, Emirados Árabes, Espanha, Indonésia, Irlanda, Itália, México, Portugal, Reino Unido e Suíça, para analisar os desafios, riscos e traçar oportunidades deste segmento de mercado.

O Brasil surpreendeu com a afirmativa de que investiu em 20% na mão-de-obra e sua qualificação, e ficou acima da média dos 12 países da pesquisa, que alcançaram 14%. Para os empresários brasileiros, investir na especialização de sua mão-de-obra é a chave para o crescimento orgânico das empresas.

A pesquisa revelou ainda que 84% das PMEs consideram ser fortemente resistentes, que aptas a enfrentar as turbulências econômicas e ainda que estão otimistas em relação ao desenvolvimento do seu próprio negócio. Além do resultado positivo da pesquisa, a Grupo Zurich, que atende a clientes em mais de 190 países do mundo, aposta em sua expertise global e a capacidade de lidar com os desafios macroeconômicos enfrentados tanto pelas PMEs, como pelas grandes empresas, para dar suporte a este mercado. “Temos um longo histórico de atuação nos mais diversificados mercados, seja para produtos mais tradicionais, como roubo, incêndio, automóveis e residenciais, como para os mais recentes para suprimento da cadeia de fornecimento, de responsabilidade civil profissional, grandes riscos, ou vulnerabilidade tecnológica, e ainda cyber-risks”, pontua Hyung Mo Sung, CEO Seguros Gerais da Zurich Seguros para o Brasil.

“Na Zurich, toda a América Latina, mas o Brasil especialmente, é reconhecido por seu potencial e vive um momento de destaque. Diante deste cenário e, aproveitando a situação econômica favorável no país, iniciamos as operações de Vida & Previdência em 2010 e, desde então, investimos na modelagem e na revisão de nossos produtos, no time de profissionais e nas ferramentas operacionais. Estes e outros fatores influenciaram o Grupo Zurich a incluir, pela primeira vez, o Brasil em seus estudos” , destaca Richard Vinhosa, CEO de Vida & Previdência da Zurich Seguros.

Expansão nos mercados interno e novos mercados – Atrair novos clientes é considerado vital para a maioria das PMEs que visaram o mercado interno (em 23% dos casos), enquanto que 13% miraram o mercado externo, nos últimos 12 meses, percentual que deve crescer em 2014 para 33% e 14%, respectivamente. As empresas se ancoram na estratégia de trazer novas soluções e diversificar os produtos e serviços como solução certeira para atingir o sucesso e crescimento.

Nos Emirados Árabes, 26% das PMEs locais conseguiram expandir negócios no exterior com a criação de operações de exportação. Já na Suíça, Espanha, Irlanda, Austrália e México, esse crescimento foi de 15%.

Abordagem variada de preços aumento dos rendimentos – No ambiente econômico atual, as espanholas, portuguesas, italianas e irlandesas foram as PMEs que mais reduziram os custos (25%, 20%, 24% e 15%, respectivamente), enquanto que, ao mesmo tempo, estiveram defasadas em relação ao aumento da remuneração de seus empregados, com 4%, 6%, 4% e 3%, um reflexo dos desafios econômicos que estes membros da Zona do Euro estão enfrentando atualmente.

Enquanto isso, PMEs de outros países europeus têm melhor desempenho quanto ao crescimento dos salários: 24% na Suíça, 14% na Alemanha e 20% no Reino Unido, enquanto lutam pela redução dos custos. A tendência de aumentar salários e arrochar os gastos também foi observada em mercados emergentes: 41% vs 15% no Brasil, 16% vs 5% na Indonésia e 17% vs 12% no México.

Concorrência, estagnação do consumo, roubos, incêndios e riscos cibernéticos ainda assustam – Mais de um terço (36%) dos líderes das PMEs entrevistadas, identificaram a concorrência e “dumping” como um grande risco para seus negócios, o que é agravado pela falta de demanda do cliente para 24% dos ouvidos. Isto foi um problema particularmente ressaltado na Espanha (43%), Itália (35%), Portugal (32%) e no Reino Unido (34%) e menos na Indonésia (11%), Alemanha e Emirados Árabes Unidos (ambos com 14%).

O risco de furto foi apontado como mais preocupante em todas as regiões (19%), enquanto que o risco de incêndio tirou o sono de 20% das PMEs brasileiras. Essa mesma preocupação atingiu apenas a 7% das demais empresas dos 12 países ouvidos pela pesquisa.

Mesmo em tempos de um mundo cada vez mais virtual, fraudes online, invasão de bancos de dados e outros crimes cibernéticos, surpreendentemente, não foram listados como os principais riscos pela maioria dos entrevistados. O Reino Unido foi o que mais ressaltou a preocupação com esse tipo de crime, com 8,5%.

Contudo, a tendência é que este cenário mude em poucos meses, uma vez que as empresas estão atentas às novas possibilidades que o mundo cibernético proporciona, como a abertura de canais de venda online, por telefones e smartphones, além de plataformas para tablets.

Mão-de-obra qualificada é a chave para o crescimento – Enquanto 26% das empresas pretendem investir em eficiência operacional, melhorando aspectos como precificação, o empresariado brasileiro surpreende e diz que investiu 20% em capital humano, frente à média de 14% dos demais países ouvidos pela pesquisa. Investir em pessoal é essencial para 27% das empresas Suíças, 22% das Mexicanas e 20% das Portuguesas.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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