Otimização do resseguro requer ciência e arte, diz Paulo Botti

botti_pqMatéria extraída do portal da CNseg (www.cnseg.org.br)

Na visão de Paulo Botti, presidente da Terra Brasis Resseguros, o mercado de seguros e resseguros vem se aprimorando, inclusive, no aspecto atuarial. Caso da taxação de seguro de automóvel com base no perfil do motorista, fórmula que começou a ser usada há apenas 20 anos. Na manhã desta quarta-feira, 2 de outubro, ele participou do segundo e último dia do “3º Encontro Nacional de Atuários – Novos Desafios Atuariais – Em busca de Serviços e Soluções”, realizado pela CNseg, em parceria com a Escola Nacional de Seguros, em São Paulo.

Para falar sobre o tema “Otimização de Resseguro e Limite de Retenção”, Botti disse que recorreu à sua experiência, não de atuário, mas de profissional do mercado. Como tal, ele fez questão de ressaltar que a otimização do resseguro tem muito de ciência e de arte. “Muita gente acha que só é ciência, que o resseguro é algo sofisticado, cheio de cálculos. Mas é arte e, também, é simples. Basta usar um pouco bom senso, as condições de mercado e contar com a ajuda de um atuário para o trabalho técnico”, definiu.

Antes de apresentar outros detalhes sobre o tema, ele fez questão de esclarecer “o que não é otimização de resseguro”. Na avaliação de Botti, o resseguro não serve para melhorar a sinistralidade da seguradora; não é uma operação que visa o lucro ou tampouco livrar a seguradora dos riscos ruins. “Uma operação de resseguro tem o objetivo de gerar maior competitividade comercial para a seguradora, por meio da oferta de capacidade. Outro objetivo é evitar a volatilidade, conferindo mais previsibilidade de resultados”.

Na prática, segundo Botti, o primeiro passo para a otimização do seguro é o cumprimento da lei. No caso do resseguro, as regras brasileiras de solvência definem qual deve ser a relação de patrimônio liquido sobre premio retido, que, atualmente, não podem ultrapassar 20%. Significa que o prêmio deve ser equivalente a cinco vezes o patrimônio líquido. “É uma relação muito mais alta que a media mundial”, disse.

Também contam na otimização do resseguro a retenção anual de prêmio. Neste ponto, Botti comentou que a proposta original de regulamentação do resseguro estabelecia que as resseguradoras, apenas, deveriam reter no mínimo 50% dos prêmios. Entretanto, pouco antes da publicação das regras foi incluído um novo parágrafo, que também determinava às seguradoras a mesma obrigação.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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