Preocupação com a continuidade dos estudos faz seguro educacional crescer 46% na Icatu Seguros 

Seguro contratado pelas instituições de ensino protege alunos, responsáveis financeiros e funcionários diante de imprevistos

A educação é um dos principais investimentos das famílias brasileiras. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), a rede privada de ensino conta com mais de 9,2 milhões de alunos matriculados. Mas, um levantamento da Linx e Sponte revela que o índice de inadimplência nas instituições de ensino chega a 20,3%. Diante desse contexto, instituições de ensino buscam soluções para evitar que imprevistos financeiros interrompam a trajetória escolar dos estudantes ou impactem a qualidade dos serviços oferecidos. Entre as soluções que vêm ganhando espaço está o seguro educacional.

Na Icatu Seguros o produto cresceu 46% em 2025, na comparação com o ano anterior. “Garantir a continuidade dos estudos na rede privada exige um planejamento de longo prazo, que pode ser impactado por situações inesperadas. Além de desafios como a inadimplência e a evasão escolar, as instituições de ensino precisam se preparar para imprevistos envolvendo alunos, responsáveis financeiros e funcionários. O Seguro Nota 10, seguro educacional da Icatu e da Veritas, surgiu em 2019, justamente para oferecer essa rede de proteção a toda a comunidade escolar, trazendo mais segurança para as famílias, funcionários e instituições de ensino”, explica Luciana Bastos, diretora de Produtos de Vida da Icatu Seguros.

Como funciona

O Seguro Nota 10 é contratado pelas próprias instituições de ensino e oferece proteção a alunos, responsáveis financeiros e funcionários. Ele foi desenvolvido a partir de um modelo de seguro prestamista adaptado ao contexto educacional. Para os estudantes, as coberturas podem incluir despesas médico-hospitalares em caso de acidentes, além de indenização por invalidez ou morte acidental. Já em situações como perda de renda, invalidez ou morte do responsável financeiro, o seguro garante o pagamento das mensalidades, contribuindo para a continuidade dos estudos. Os funcionários das instituições também contam com coberturas para morte acidental, invalidez por acidente e despesas médicas.

O produto tem ticket médio mensal de R$ 4 por vida nas apólices de acidentes pessoais. Já nas coberturas voltadas à proteção financeira, o custo varia entre 1% e 3% do valor da mensalidade da instituição. “Oferecer essa proteção demonstra cuidado com toda a comunidade escolar e fortalece a relação com as famílias, o que se torna um diferencial para a instituição”, explica Luciana. 

Conhecimento ainda é desafio

O avanço observado em 2025 reforça uma tendência. Nos últimos cinco anos, o Seguro Nota 10 acumulou crescimento de 58% nas contratações. Atualmente, mais de 612 mil vidas estão protegidas por mais de 550 apólices ativas, que abrangem desde pequenas escolas de educação básica até grandes instituições de ensino superior. Apesar do crescimento, ampliar o conhecimento das instituições sobre esse tipo de proteção ainda é um dos desafios para expandir seu alcance.

Nesse processo, a atuação dos corretores é fundamental. “É o corretor que leva orientação e informação às instituições de ensino e ajuda a identificar as necessidades de proteção para cada escola. Essa proximidade contribui para ampliar a cultura de proteção financeira e fazer com que cada vez mais instituições compreendam como o seguro pode ser um aliado em situações adversas”, conclui Luciana Bastos.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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