Lucro líquido da Mapfre cresce 5% em 2025, para 268 milhões de euros no Brasil

Grupo supera 1 bilhão de euros de lucro pela primeira vez no mundo

A operação brasileira da Mapfre, companhia global de seguros e serviços financeiros, encerrou 2025 com lucro líquido de 268 milhões de euros, alta de 5,1% em relação ao ano anterior e o maior resultado já registrado pela empresa no país. O desempenho mantém o Brasil entre os principais polos de rentabilidade do grupo segurador espanhol. Com cerca de 15% dos prêmios globais, o Brasil respondeu por quase 25% de todo o lucro mundial da Mapfre em 2025.
 

O índice combinado de Não Vida, indicador que mede a relação entre despesas e sinistros sobre os prêmios arrecadados, fechou o ano em 72%, com leve melhora de 0,7 ponto percentual frente a 2024 e em patamar considerado de excelência no setor. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 27,6%, impulsionado pela disciplina de subscrição, pela diversificação de portfólio e pelo resultado financeiro.
 

No recorte por linhas de negócio, o ramo de Seguros Gerais registrou índice combinado de 63,3%, um dos melhores níveis históricos da operação, enquanto Vida Risco manteve rentabilidade consistente, com indicador de 82,4%. O segmento de Automóveis permaneceu próximo ao ponto de equilíbrio, em 101,6%, refletindo ajustes tarifários implementados ao longo do ano e da eficiência da carteira. 
 

Segundo Felipe Nascimento, CEO da Mapfre no Brasil, o desempenho confirma a maturidade e a relevância da operação local dentro do grupo. “Concluímos 2025 com o melhor resultado da nossa história no país, preservando margens e ampliando eficiência mesmo em um cenário macroeconômico mais desafiador.  O resultado reflete a parceria estratégica com o Banco do Brasil e demais distribuidores junto à combinação entre diversificação de portfólio, foco em eficiência operacional e proximidade com o cliente, que nos permitem crescer de forma sustentável e com rentabilidade. Para este ano, seguiremos investindo em inovação, distribuição e qualidade de serviço para ampliar nossa participação de mercado”, afirma o executivo.
 

O volume de prêmios no Brasil somou 4,32 bilhões de euros em 2025, retração de 10% frente ao ano anterior, impactada principalmente pela depreciação do real diante do euro e pela desaceleração de linhas mais dependentes de crédito, como Agro e Vida Risco. Em moeda local, a queda foi mais moderada. Já os ramos de Seguros Gerais, tanto no segmento corporativo quanto no varejo, avançaram ao longo do ano e ajudaram a sustentar a margem operacional, compensando parcialmente os efeitos cambiais.
 

“Nosso objetivo em 2026 é crescer acima do mercado em todas as frentes, apoiados em uma estratégia multiproduto e multicanal. Esse movimento traduz um posicionamento mais próximo, simples e integrado, alinhado à evolução da nossa identidade de marca, apresentada globalmente neste início de ano, e à transformação que a companhia vem construindo nos últimos anos”, explica Nascimento.
 

Desempenho global
 

Considerando todos os países em que a companhia atua, a Mapfre registrou lucro líquido de 1,079 bilhão de euros em 2025, alta de 19,6% na comparação anual e a primeira vez em que o grupo supera a marca de 1 bilhão de euros de resultado.
 

O volume global de prêmios atingiu 29,1 bilhões de euros, avanço de 3,6% em euros. O índice combinado não vida consolidado recuou para 92,2%, o melhor nível histórico da companhia, enquanto o retorno sobre o patrimônio líquido alcançou 12,4%. 
 

Entre as regiões, a Ibéria, que reúne Espanha e Portugal, reportou lucro de 450 milhões de euros, crescimento de 22,7%. A América do Norte registrou resultado recorde de 139 milhões de euros, avanço de 41,8%. Já a Mapfre RE, unidade de resseguros e riscos globais, alcançou lucro histórico de 381 milhões de euros, favorecida pela ausência de grandes eventos catastróficos no quarto trimestre e pelo desempenho financeiro da carteira de investimentos.


Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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