Capitalização cresce 8,8% e movimenta R$ 28,67 bilhões até outubro 

Desempenho reforça a solidez do setor, a devolução de recursos à sociedade e a relevância do produto para diferentes perfis de público

A Capitalização movimentou R$ 28,67 bilhões entre janeiro e outubro de 2025, crescimento de 8,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), mostram um setor em expansão e cada vez mais relevante para os brasileiros, sustentado pela solidez de um produto que combina segurança, formação de reserva e a possibilidade de participação em sorteios, dentro de um ambiente regulado e supervisionado.
 

No período, os resgates alcançaram R$ 21,55 bilhões e os sorteios pagos em dinheiro somaram R$ 1,70 bilhão, totalizando R$ 23,25 bilhões devolvidos à sociedade. As reservas técnicas da Capitalização chegaram a R$ 44,11 bilhões, reforçando a segurança para clientes e empresas que utilizam os Títulos como instrumento de planejamento financeiro.
 

Nesse cenário, as modalidades Tradicional, Filantropia Premiável e Incentivo apresentaram evolução em todas as variáveis analisadas – arrecadação, resgates e sorteios -, consolidando o papel dos Títulos como uma alternativa acessível, segura e confiável para a formação de reservas e a organização financeira de diferentes perfis de público. 
 

A modalidade Tradicional registrou arrecadação de R$ 20,60 bilhões, alta de 7%. A Filantropia Premiável totalizou R$ 3,49 bilhões, um aumento de 6,3%. A confiança dos clientes nessa modalidade permitiu o repasse de R$ 1,73 bilhão a entidades filantrópicas. Desta forma, a Capitalização representa um aliado essencial para a sustentabilidade financeira dessas instituições e apoio a pessoas em vulnerabilidade social.
 

Em relação à modalidade de Incentivo, foram registrados R$ 280 milhões de sorteios, alta de 51,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A arrecadação do produto teve um crescimento de 27,9%. Muito procurada por quem deseja participar de múltiplos sorteios, a modalidade Popular registrou receita de R$ 240 milhões. 

“O desempenho até outubro confirma a solidez do setor e a confiança dos brasileiros em um produto que alia formação de reserva, possibilidade de resgate e sorteios, sempre dentro de um ambiente regulado e supervisionado. Os números mostram que a Capitalização cumpre um papel relevante na organização financeira das famílias e na devolução de recursos à sociedade”, destaca Denis Morais, presidente da FenaCap.
 

A Capitalização tem ampliado seu alcance ao atender diversos objetivos financeiros, desde a organização do orçamento familiar até estratégias empresariais de incentivo, promoção e apoio a causas sociais. Além disso, os Títulos também são utilizados como instrumento de garantia em contratos e obras públicas, contribuindo para a execução de projetos de infraestrutura e para a segurança das relações comerciais. Essa versatilidade, aliada à supervisão regulatória e à solidez do setor, reforça o papel da Capitalização como um produto democrático, capaz de se adaptar às demandas da economia e contribuir para o desenvolvimento econômico e social.
 

“Com quase cem anos de história no país, o setor segue evoluindo, investindo em inovação e em títulos cada vez mais flexíveis e digitais, sem abrir mão da segurança e da supervisão. É um produto que atende a todos os públicos, incentiva a educação financeira e contribui para o desenvolvimento econômico em diferentes contextos”, completa Denis.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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