HDI Global traz cinco passos para fortalecer a resiliência cibernética das empresas

As ameaças cibernéticas estão entre os riscos mais críticos para as empresas. O volume de incidentes segue em alta, gerando perdas sem precedentes e colocando em risco infraestruturas essenciais e a estabilidade econômica. Estudos recentes apontam que os ataques estão se tornando mais difíceis de detectar e conter, à medida que criminosos passam a usar inteligência artificial generativa para atingir um número cada vez maior de setores.

David Bartolini, chefe de Engenharia de Riscos Cibernéticos da HDI Global, destaca cinco áreas prioritárias para fortalecer a resiliência das empresas diante dessas ameaças.

Segundo o relatório mais recente da Agência Europeia de Cibersegurança (ENISA), que analisou cerca de 4,9 mil incidentes entre julho de 2024 e junho de 2025, os principais vetores de ataque são o phishing, o ransomware e as ofensivas de negação de serviço distribuída (DDoS). Diante desse cenário, a resiliência cibernética precisa ser tratada como prioridade estratégica. A seguir, as cinco recomendações centrais.

1. Treinamento contínuo de conscientização dos colaboradores

O erro humano continua sendo um dos principais riscos: de acordo com a ENISA, cerca de 60% dos incidentes têm origem em falhas humanas. Os invasores exploram sobretudo e-mails e técnicas de engenharia social. Por isso, é essencial que as empresas realizem treinamentos regulares de conscientização, com simulações de ataques de phishing. Programas mais eficazes incluem exercícios práticos e Readiness Workshops, muitas vezes oferecidos em apólices de seguro cibernético. O desafio é manter o aprendizado ativo: a atenção tende a crescer apenas após um incidente, o que reforça a necessidade de educação permanente.

2. Atualização de softwares e fechamento de brechas de segurança

Sistemas desatualizados são portas de entrada ideais para os criminosos. A gestão consistente de atualizações e correções reduz significativamente o risco de invasões. O uso de práticas de engenharia de risco direcionadas e revisões periódicas da infraestrutura crítica é não apenas eficaz, mas indispensável para mitigar vulnerabilidades conhecidas.

3. Segmentação de redes e segurança técnica

O avanço do trabalho remoto ampliou a superfície digital das empresas, criando novas oportunidades para ciberataques – inclusive com aumento expressivo das ofensivas DDoS. Medidas técnicas como segmentação de rede, detecção e resposta em endpoints (EDR), gestão de eventos e informações de segurança (SIEM) e a criação de centros de operações de segurança (SOC) permitem detectar e isolar rapidamente sistemas comprometidos. Aplicar o princípio do acesso mínimo necessário também ajuda a limitar os danos.

4. Gestão de riscos de terceiros e da cadeia de suprimentos

Parceiros externos representam outra fonte de vulnerabilidade. Após um ataque, muitas empresas reforçam seus controles e passam a auditar com mais rigor seus fornecedores. A ENISA estima que mais de 10% das ameaças documentadas envolvem a cadeia de suprimentos. Casos de repositórios de software comprometidos e falhas em prestadores de serviços que geraram incidentes em larga escala na Europa reforçam a urgência do tema. As medidas de mitigação incluem cláusulas contratuais de cibersegurança, comprovação de padrões mínimos e testes conjuntos de infraestrutura.

5. Preparação para emergências: backups e simulações de crise

A prevenção total é impossível. O tempo médio de paralisação após um ataque cibernético é de 4,2 dias, chegando a 5,5 dias em pequenas empresas. Backups regulares e planos de recuperação testados são essenciais para reduzir o tempo de inatividade e a perda de dados.

Análise de risco ampla aumenta a resiliência

Investir em prevenção e proteção holística traz retorno: empresas com altos níveis de segurança retomam suas operações cerca de 36 horas mais rápido e têm custos 10% menores por incidente. Líderes do mercado de seguros, como a HDI Global, atuam como parceiros estratégicos de transformação digital, oferecendo consultoria especializada e soluções que fortalecem a resiliência e a segurabilidade das organizações.

Por meio de um portfólio abrangente e de suporte técnico direcionado, essas iniciativas ajudam empresas de todos os portes a avançar com mais segurança na jornada digital.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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