Porto leva estratégia Regenera à COP30 e destaca força colaborativa do setor financeiro e de seguros

Com o Brasil no centro das discussões climáticas globais ao sediar a COP30, a Porto chega a Belém com uma mensagem de cooperação e pragmatismo. A companhia será uma das dez empoderadoras da Casa do Seguro, espaço liderado pela CNseg para reunir o mercado em torno da agenda de sustentabilidade e riscos climáticos, e promover a interlocução com outros setores estratégicos da economia, como Febraban, Anfavea, Abdib e CNI entre outros.

“É uma agenda de construção coletiva. A CNseg tem cumprido um papel essencial ao articular o setor e mostrar que sustentabilidade e transição ecológica são desafios comuns a todos os segmentos — do seguro ao sistema financeiro, da indústria ao agronegócio, afirma Patrícia Coimbra, diretora de Gente, Cultura e Sustentabilidade da Porto.

Viviane Pereira, gerente de sustentabilidade da Porto, conta que durante o evento, a Porto promoverá três painéis na Casa do Seguro, abordando desde a metodologia de mensuração de emissões até os desafios da circularidade no setor automotivo. No dia 17, Patrícia Coimbra participará do painel técnico sobre bases de cálculo de emissões e pegada de carbono em seguros, apresentando o case Regenera — a estratégia de sustentabilidade lançada pela companhia em 2024. O debate contará com representantes da UNEP FI, da WayCarbon, consultoria especializada em mudanças climáticas, e da consultoria Carbon, e será mediado por Cláudia Prates.

O diferencial está no pioneirismo da Porto em adotar uma metodologia global de cálculo da pegada de carbono dos seguros. Queremos compartilhar as lições aprendidas, especialmente sobre o uso de dados e de métricas de impacto”, explica Patrícia.

O segundo painel, com foco no papel do setor financeiro e segurador na transição ecológica, reunirá Patrícia Chacon, da Porto Seguro, e Luciana Nicola, diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade do Itaú Unibanco, com mediação da consultora Denise Hills. A discussão abordará como bancos e seguradoras podem atuar conjuntamente no financiamento de uma economia de baixo carbono, alinhando capital, risco e impacto social.

Já o terceiro painel trará um olhar sobre economia circular e descarbonização da cadeia automotiva, reunindo Daniel Monroni, gerente executivo da Renova Ecopeças, e representantes da Anfavea e do programa Mover, do governo federal. O debate discutirá soluções para o reaproveitamento sustentável de salvados automotivos e os desafios de dar destino adequado aos veículos em fim de vida útil.

Além dos painéis na Casa do Seguro, a Porto também participará da Casa do Pacto Global, onde Patrícia Chacon abordará o tema das tempestades e eventos climáticos extremos, em painel que ainda está em construção.

A participação na COP30 reforça a consolidação da estratégia Regenera, lançada pela Porto em 2024 sob o mote “Cuidar do presente para regenerar o futuro”. A iniciativa estabelece metas públicas e mensuráveis em quatro pilares: Valorização do Capital Humano e Impacto Social, Estratégia Climática e Circularidade, Produtos e Soluções Sustentáveis e Engajamento da Cadeia de Valor.

Entre os compromissos assumidos pela companhia estão a redução de 40% das emissões absolutas de gases de efeito estufa até 2030, o abastecimento 100% renovável de suas operações diretas, a reciclagem dobrada de veículos e R$ 13 bilhões em produtos com atributos sustentáveis. O Regenera é um convite à ação coletiva. Sair da lógica de mitigação e avançar para a regeneração — de relações, de territórios e de economias. A COP30 será um ponto de inflexão nessa jornada, afirma Patrícia Coimbra.

A estratégia também prevê R$ 40 milhões em investimentos sociais, 50% de mulheres e 30% de pessoas negras em cargos de liderança, e a ampliação da inclusão securitária, com foco em produtos mais acessíveis e financeiros integrados — como o Porto Bairro, plano de saúde voltado a pequenos empreendedores a partir de três vidas.

No campo ambiental, a companhia atua em frentes como o Renova Porto, projeto de reciclagem automotiva alinhado à política pública de economia circular, e na parceria com a WayCarbon para o plano de descarbonização.

Com 100% das emissões operacionais já compensadas e energia renovável em todas as suas unidades principais, a Porto chega à COP30 com uma trajetória consistente e a expectativa de que o encontro fortaleça pontes entre seguradoras, bancos, governo e indústria. “Estamos em um momento em que o mercado precisa agir em bloco. O seguro tem um papel essencial na precificação de riscos e no financiamento da transição ecológica — mas só avançaremos com colaboração e diálogo, conclui Patrícia Coimbra.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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