Depois de se tornar protagonista nas discussões da COP30, CNseg agora impulsiona parcerias entre o público e o privado

Na abertura do evento Pré-COP, da CNseg, líderes destacam o papel estratégico do seguro na adaptação às mudanças climáticas e na atração de investimentos sustentáveis

O setor de seguros assumiu papel de protagonista na agenda climática brasileira. Na abertura do Pré-COP da CNseg, realizado em Brasília, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, afirmou que a indústria seguradora está na linha de frente da resposta às mudanças do clima — tanto como gestora de riscos quanto como investidora institucional.

“Em 2024, os prejuízos globais com desastres naturais somaram US$ 368 bilhões, dos quais US$ 145 bilhões foram cobertos por seguros. É um setor diretamente afetado, mas também parte essencial da solução, oferecendo produtos e serviços inovadores para diferentes segmentos da economia e apoiando políticas de mitigação de riscos. O seguro não pode se acanhar — precisa ocupar seu papel de relevância”, declarou.

Entre as iniciativas preparatórias para a COP30, em Belém, Oliveira anunciou a criação do Hub de Riscos Climáticos, plataforma voltada à troca de informações e desenvolvimento de produtos voltados à adaptação, além da Casa do Seguro, espaço que reunirá, durante a conferência, empresas, governo e sociedade para debater parcerias e políticas de resiliência. “Não será um evento isolado, mas um canal permanente de interação com a sociedade”, disse.

O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, destacou o ineditismo do engajamento do setor no evento. “Será a primeira COP com tamanha participação da indústria seguradora. Colocamos o seguro entre os temas centrais porque ele é instrumento essencial para mensurar e reduzir riscos. Num mundo em transformação, o seguro se reinventa para proteger economias e atrair investimentos sustentáveis”, afirmou. Segundo ele, ferramentas como a inteligência artificial e os green bonds terão papel determinante na transição verde brasileira.

O presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Lucas Vergilio, anunciou uma das principais contribuições acadêmicas do setor para a conferência: a criação do Observatório de Desastres Climáticos, lançada em agosto no âmbito do Grupo de Trabalho em Inovação e Seguros da ENS. “O Observatório vai coletar, analisar e disseminar informações sobre os impactos das mudanças climáticas na indústria de seguros, sendo um catalisador de soluções e dados para mitigação de riscos, precificação eficiente e disseminação de conhecimento para o mercado e a sociedade”, explicou.

Vergilio ressaltou que a iniciativa reforça o papel da Academia como parceira técnica da indústria na construção de políticas sustentáveis. “O seguro é proteção, é tranquilidade, é continuidade. É um amigo invisível que ampara a sociedade nos momentos em que somos surpreendidos pelos mais diversos infortúnios”, concluiu.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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