Apagão cibernético será um teste significativo para o mercado de re/seguros, avalia Guy Carpenter

O incidente é um momento crítico para o mercado de resseguros, com potenciais implicações além do risco cibernético tradicional

Especialistas da Guy Carpenter, braço de corretagem de resseguros da Marsh McLennan (MMC), afirmam que a recente interrupção global de TI causada por uma atualização de software da CrowdStrike pode impactar diversas linhas de seguro além do risco cibernético. O evento, que resultou da falha do produto Falcon Sensor, será um teste significativo para o mercado de seguros e resseguros cibernéticos.

A análise da Guy Carpenter destaca a importância de avaliar dependências da cadeia de fornecimento e recalibrar as tolerâncias ao risco. A cobertura cibernética, que abrange interrupções de negócios resultantes de falhas de rede, deve considerar o período de espera das políticas, geralmente entre 4 e 12 horas.

A corretora alerta para o risco de agregação inesperada de perdas em tecnologias amplamente utilizadas, que podem levar a eventos sistêmicos com múltiplos sinistros. A renovação de resseguros cibernéticos tem se focado em coberturas de catástrofes direcionadas, refletindo mudanças no comportamento de compra.

O evento pode afetar também as linhas de produtos D&O e P&C. Ações de empresas afetadas podem cair, incentivando ações coletivas, enquanto dificuldades para restaurar operações podem resultar em ações judiciais por violação do dever fiduciário.

No resseguro de P&C, a integração contínua de TI pode levar a consequências físicas de falhas tecnológicas. Apólices que não excluem explicitamente riscos cibernéticos podem ficar expostas a lesões corporais ou danos materiais devido a falhas de sistema.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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