Depois de encerrar o primeiro semestre do ano acima das metas estimadas, o vice-presidente Comercial e Técnico da EZZE, Gabriel Bugallo, está ainda mais otimista para encerrar o ano dentro do previsto no orçamento de 2023. “Tivemos um bom desempenho mesmo num período desafiador como foi o primeiro semestre e por isso mantemos nossas energias para duplicar o lucro líquido em 2023”, comenta.
O lucro líquido saltou de R$ 6,2 milhões em 2021 para R$ 22,6 milhões em 2022. As vendas também avançam com margem (prêmio ganho menos sinistros e comissões) considerada acima da média, de quase 34%. Em 2020, as receitas com vendas somaram R$ 153 milhões; em 2021, R$ 427 milhões, e no ano passado ultrapassaram R$ 743 milhões. Neste primeiro semestre a receita chegou a R$ 472 milhões em prêmios emitidos, avanço de 43% em relação ao mesmo período do ano passado e o que é mais significativo ainda que em prêmios emitidos líquidos de resseguros o avanço é de quase 70%, de acordo com Bugallo. “Acreditamos no que fazemos, em nossa política de subscrição e a retenção seguirá a tendência crescente”.
O bom desempenho, segundo o executivo, está fundamentado na estratégia multiproduto/multicanal. “Dentro de cada canal de vendas há uma boa diversificação de produtos, todos com tendência positiva na rentabilidade, como vida, garantia, linhas financeiras, entre outros”, cita. Em maio, a seguradora estreou no seguro frota com distribuição por meio de corretores especializados e parceiros no segmento. “Estamos muito confortáveis com o desempenho do portfólio nos primeiros meses”.
Um desafio para este segundo semestre está no seguro transporte, que tem uma nova regulamentação que instiga mais debates para que se possa levar uma proposta de valor aos clientes, tanto os transportadores como os embarcadores. “Aguardamos um posicionamento da Susep (Superintendência de Seguros Privados), o que devolverá ao segmento o crescimento com propostas diferenciadas dentro da Lei 14.599, que alterou a forma de comercialização dos seguros de transporte rodoviário de cargas e criou obrigações adicionais, impactando os setores de transporte e seguros.
Bugallo destaca a contratação de novos e experientes profissionais na linha comercial que contribuirão no reforço do atendimento do canal corretor, com foco em corporativo e no Estado de São Paulo. “O segundo semestre costuma ser mais intenso do que o primeiro, o que alimenta a expectativa de resultados mais expressivos no encerramento do ano”.


















