RIMS 2023: Melhores dados para entender as exposições de risco

Fonte: Business Insurance

Os dados devem ser vistos como um ativo que pode ajudar as organizações a entender melhor suas exposições, tanto agora quanto no futuro, de acordo com Andreas Berger, CEO da Swiss Re Corporate Solutions, com sede em Zurique, parte da Reinsurer Swiss Re Ltd.

Devido a sistemas herdados e dados isolados acumulados por meio de uma miríade de fusões e aquisições, no entanto, “dados e tecnologia são provavelmente um dos maiores problemas que temos no setor de seguros”, disse Berger durante uma sessão na segunda-feira no Riskworld, o Risk & Insurance Reunião anual da Management Society Inc. em Atlanta.

Berger citou como exemplo as tempestades, que, embora não sejam tão intensas e severas quanto os furacões, podem causar danos substanciais. Ele observou que apenas no primeiro trimestre deste ano nos EUA, “já tivemos US$ 7 bilhões em perdas” devido a tempestades.

Esses perigos secundários representam um “ponto cego” das exposições porque não foram amplamente modelados, disse ele. Dados de rastreamento, como expansão populacional, também podem levar a insights sobre exposições, acrescentou.

Por exemplo, a população que vive na pegada terrestre do furacão Ian, a tempestade de categoria 5 do outono de 2022 que atingiu os EUA, aumentou 600% desde 1970. Esse acúmulo de valor impulsiona o crescimento das perdas, comentou Berger.

Olhando para o futuro, Berger disse que a mudança climática pode trazer consigo novas exposições que exigirão novos dados para entender e mitigar.

Ondas de calor e seca podem se juntar a tempestades e granizo como perigos que devem ser mitigados e, portanto, exigirão coleta e análise de dados. “A mudança climática exige planejamento futuro”, finalizou Berger.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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