CNseg: redução nas tarifas de energia pode não ser suficiente para compensar riscos altistas e choques adversos nos preços

Boletim Focus desta segunda-feira, 14, aponta aumento na expectativa para o IPCA e a Selic em 2022, 2023 e 2024

Dois efeitos, o da guerra na Ucrânia sobre os preços das commodities e o da divulgação do PIB 2021, continuam a influenciar os movimentos das expectativas econômicas no boletim Focus desta segunda-feira, 14. A mediana das estimativas para o IPCA avançou pela nona semana consecutiva, de 5,65% para 6,45%. O aumento do preço internacional do barril de petróleo fez com que a Petrobras anunciasse, na semana passada, reajustes dos preços, nas refinarias, de 18,7% na gasolina e de 24,9% no diesel. 

Com isso, a projeção do mercado para a inflação deste ano está cada vez mais fora da meta do Banco Central, que é de 3,5% com tolerância de 1,5 ponto percentual. A projeção para a Selic também aumentou, de 12,25% para 12,75% ao final deste ano e de 8,25% para 8,75% ao final do ano que vem.

“É interessante notar que as projeções para este ano continuaram a aumentar mesmo com a projeção mensal para maio ser, pela primeira vez, de deflação, contemplando a possibilidade de redução da bandeira tarifária de energia elétrica para o que temos sinalizado desde o fim do ano passado. Isso mostra que, para analistas do mercado, mesmo esse choque positivo pode não ser suficiente para compensar os demais riscos altistas e choques adversos nos preços”, comenta Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg.

Na agenda da semana, destaque para a decisão do Copom, na quarta (16/03) e para o IBC-Br de janeiro, na quinta-feira (17/03).

Leia o boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas desta semana no portal da CNseg.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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