A Thinkseg encerra 2021 com um grande avanço na estratégia traçada pelo CEO Andre Gregori. Fechou contrato de resseguro com a Swiss Re, algo dificil por explorar um ramo com riscos ainda desconhecidos. Virou a fornecedora do seguro de carro Pay per use (PPU), ou pague pelo uso) com a seguradora espanhola Mapfre, que tem exclusividade sobre o produto. Fez parceria com a corretora de seguros Qualicorp para ofertar aos clientes da corretora os seguros diversos que visa lançar. Fez acordo com a plataforma de distribuição de seguros Kakau, onde garante todos os seguros digitais ofertados pela insurtech. E foi uma das escolhidas para a primeira edição do Sandbox da Superintendência de Seguros Privados (Susep). “Tivemos a consolidação de importantes parcerias e contratos para a Thinkseg. Em 2022 teremos também muitas novidades”, comenta Gregori em entrevista ao blog Sonho Seguro.
O contrato com a Swiss Re inova ao trazer uma resseguradora mundial a um novo tipo de risco, intrínseco de produtos inovadores e totalmente digitais. O executivo explica que a resseguradora aceitou indenizar os danos, na medida que aconteçam, calculados por algoritmo e inteligência artificial, de todos os produtos da seguradora digital Thinkseg, dentro do projeto Sandbox. Dessa forma, haverá o acesso da Thinkseg ao capital da Swiss Re para crescimento, escalabilidade e know how mundial.
No Brasil, Gregori afirma que é a primeira cobertura da Swiss Re para um produto 100% digital, com aplicação de inteligência artificial. “Isso impõem novos riscos e uma cobertura atrelada ao novo formato. Na Ásia, a Swiss Re fechou parceria com a Baidu, o Google chinês, para oferta de seguros a carros inteligentes. No Brasil, é uma solução de seguro diferenciada que a Swiss Re topou aceitar junto a Thinkseg”.
“Não é qualquer insurtech que consegue “comprar” resseguro, pois não é produto de balcão. Tanto que outras Insurtechs tentaram e não conseguiram. Isso está pautado em experiência e credibilidade, coisa que empresas novas de tecnologia precisam provar que tem”, ressalta.
O resseguro é uma das 3 vias de capitalização de uma insurtech. O mais tradicional, usado por diversas unicórnios, é através de investidores em rodadas de investimento e crescimento de clientes. Esse modelo infla o valuation das empresas, mas não visa lucro operacional. O segundo mais comum é através de geração de caixa pura e agora começa a crescer a capitalização também por resseguro, algo comum no mundo das seguradoras tradicionais. Esse modelo cresce bem menos e tem valuation menor, pois não tem a referência de investidores e rodadas. A diferença fundamental entre eles é a análise de risco. “Seguro é basicamente um contrato que será acionado no futuro caso o cliente venha a ter algum tipo de problema. Para isso vc tem que fazer prêmio e provisionamento para fazer frente ao risco assumido. Ora, o reflexo disso é o preço do seguro : quanto mais conservador é a análise de risco, em tese maior é o preço do seguro. E vice versa. Em contra partida, mais sólido é o o portfólio. Obviamente, fica mais difícil de vender, uma vez que seguro é vendido por preço, principalmente”.
A parceria da Thinkseg com a Qualicorp representa o início da distribuição digital do seguro PPU em um marketplace que reúne seguros e serviços financeiros. “Esse modelo de plataforma tem sintonia com a nossa estratégia de crescimento de escalabilidade nas vendas, avalia o CEO da Thinkseg. Para o CEO da Qualicorp, Bruno Blatt, a presença do seguro intermitente de auto no marketplace representa o esforço da Qualicorp em levar aos clientes um produto diferenciado, com facilidade de contratação. A expectativa é de que o seguro auto seja visualizado por mais de 2 milhões de clientes da Qualicorp.
Gregori faz questão de ressaltar que são parcerias personalizadas, em que a Thinkseg adapta sua tecnologia, rapidamente, às necessidades do parceiro. “Enquanto as instruções e orientação de códigos da API da Thinkseg estão descritas em 5 páginas online, empresas tradicionais apresentam um manual de 100 páginas em PDF para a integração e, assim, o processo delas ultrapassa um ano”, explica. Segundo Gregori, o apetite dos investidores por insurtechs brasileiras está aguçado. “Somos procurados quase todos os dias”, finaliza.



















Bom dia,
A idéia é muito boa , porém o meu marido esta com um sinistro e não resolvem nada…ja passou um mês.