ARTIGO: Tecnologia reduz índices de falha humana no setor de transportes

Por Cleber de Castro, diretor geral do Grupo Vista

Grande parte dos sinistros em seguros de transportes não são identificados a tempo, por excessiva dependência de intervenção humana, mas esta realidade pode mudar com a aplicação de soluções modernas e criadas por quem vive o setor.

Atuo há 25 anos nas áreas de Tecnologia e Seguros de Transportes, com foco no atendimento a Transportadores e Embarcadores. A experiência adquirida ao longo dos anos e o desejo de resolver problemas dos clientes para ver minha empresa e o seguro transporte no Brasil crescer me faz buscar soluções inovadoras.

O maior assalto a um aeroporto brasileiro, como o ocorrido na quinta-feira passada (25), quando os bandidos levaram 720 quilos de ouro do terminal de carga do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), foi muito bem planejado pelos bandidos e impensável de acontecer pelos segurados. Pouco se sabe ainda, mas certamente o uso mais intenso de tecnologia pode ajudar a inibir roubo de cargas como esse.

Toda empresa que opera com transportes de cargas precisa contratar uma apólice de seguro de transportes para viabilizar o negócio. Vejo que o desafio da atuação neste segmento começa quando passamos a depender da intervenção humana.

Além da apólice de seguros, para a segurança do transporte de mercadorias, a transportadora precisa contratar um conjunto básico de tecnologias: rastreadores, com todos seus sensores e atuadores; empresas de monitoramento; e, ainda, softwares de consulta e cadastro de veículos e de profissionais. Tais tecnologias liberam profissionais para se preocuparem com check-list de sensores e atuadores, transferência de sinal, macro do início da viagem, liberação para início da viagem entre outras ações.

E como certificar-se de que todas as ações preventivas e reativas serão tomadas adequadamente pelas pessoas? O excesso de intervenção humana é um dos causadores de grande parte das falhas operacionais identificadas nos sinistros, sejam elas ainda no início das viagens, com sensores e atuadores comprometidos e não identificados no check list, ou no momento real de uma ocorrência, quando o contingente de pessoas envolvidas na operação acaba não identificando a não conformidade, resultando no descumprimento das regras das apólices, e por consequência, na perda do direito à indenização.

Se formos além do básico e buscarmos a implantação de tecnologias modernas e inovadoras, desenvolvidas por quem vive o mercado de seguros de transportes, esse risco pode ser minimizado. O software Cargo Viewer permite que empresas contratem apólice de seguro de transportes (seguro de cargas) substituindo os tradicionais métodos de gerenciamento de riscos por tecnologia, potencializando assertividade, escalabilidade e economia. Junto com as cias seguradoras parceiras, estamos inovando a forma de contratação de apólices, e já estamos mudando a realidade de várias empresas.

Quem imaginou um modelo de negócio em que os segurados estão livres do tradicional cadastro de motoristas, ajudantes, proprietários e veículos; da administração de tabelas de sublimites com várias mercadorias; da obrigatoriedade de contratar gerenciadora de riscos, além da redução dos investimentos em sensores e atuadores? O PGI (Plano de Gestão Inteligente) Cargo Viewer torna isso possível. Sua tecnologia escalável simplifica os processos sem comprometer a segurança da operação. 

Pessoas devem gerenciar sistemas, os quais, cada vez mais assumirão as atividades repetitivas e aprenderão graças a tecnologia de machine learning, traduzindo-se em maior assertividade no controle de detalhes dos procedimentos, tão importantes para o negócio de transportes. É comprovadamente mais garantido.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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