A.M.Best coloca mercado de resseguro do Brasil em perspectiva negativa

Fonte: Reinsurance News

 

O mercado de resseguros do Brasil recebeu uma visão negativa agência de classificação A.M Best, que cita persistente incerteza macroeconômica e política; um ambiente de taxa de juros em declínio, o que levou a menores receitas de investimento; flutuações cambiais; e evolução das condições do mercado de resseguro. O relatório pode ser acessado por assinantes no portal da agência.

A Agência acredita que, apesar das perspectivas negativas, há uma forte probabilidade de que o pior tenha passado e que as condições no Brasil estejam tendendo na direção certa, embora de forma um tanto lenta. O Brasil continua sendo a nona maior economia do mundo, embora prevaleça entre os piores do ranking em termos de facilidade de fazer negócios.

O mercado de resseguros do país não é exceção e tem barreiras substanciais à entrada, além de significativa volatilidade, destacam as agências de notícias que tiveram acesso ao estudo. Quando comparado com a maioria das economias de tamanho similar, o Brasil tem uma penetração de seguro relativamente baixa, que vem com um nível correspondentemente baixo de penetração de resseguro e significativo potencial de crescimento.

No entanto, de acordo com o relatório, o potencial de crescimento nem sempre se traduz em seleção prudente de risco ou rentabilidade de subscrição. A renda de investimentos tem sido um dos principais impulsionadores da lucratividade da indústria de resseguros no Brasil nos últimos anos. As taxas de juros estão agora na faixa de 6% a 7%, com inflação na faixa de 4% a 5%, então no futuro, a A.M Best acredita que a rentabilidade não pode mais depender de fortes receitas financeiras – a subscrição precisará compensar a diferença.

Embora as perspectivas da A.M Best para a indústria de resseguros no Brasil sejam negativas, a agência acredita que existem vários fatores que podem estabilizar o mercado de resseguros. O mais citado seria a implementação de reformas econômicas significativas, como reformas fiscais e de previdência, que poderiam ajudar a facilitar o crescimento de longo prazo e aumentar a confiança no país e no exterior.

O outro fator importante é a lucratividade impulsionada pela subscrição. A capacidade de gerar lucros gerais fortes, impulsionados pela subscrição, seria um grande passo para a criação de um segmento de resseguro sustentável e próspero no Brasil.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Ouça nosso podcast

ARTIGOS RELACIONADOS