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Unidas lança pesquisa que traça um panorama dos custos de saúde

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

Nos últimos cinco anos (de 2013 para 2017), o índice de aumento do custo médico hospitalar foi de 89,4%. O valor da cobertura médica hospitalar saltou de R$ 3.107,58 (per capita ano) para R$ 5.855,78. De 2016 para 2017, a variação foi de 13,3%, segundo dados da Pesquisa UNIDAS 2018, divulgada nesta quarta-feira.

Das internações, o maior gasto é com materiais. Representa mais de 23% do todo. Seguido por medicamentos (17,2%), diárias (14,9%) e honorários (12,8%). Transformando isso em números absolutos observamos que somente o segmento de autogestões movimenta recursos com as despesas assistenciais (sem custo administrativo) no montante aproximado de R$ 15 bilhões. O mercado de saúde suplementar como um todo compreende mais de R$ 130 bilhões por ano, valor esse superior ao sistema público (SUS), segundo a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde.

Além do aumento dos custos, a carteira está bastante envelhecida. A Pesquisa UNIDAS 2018 aponta que o índice de envelhecimento (proporção idosos X jovens até 14 anos) é de 191,9%, resultado bem superior aos demais segmentos do mercado, vez que as autogestões concentram historicamente o maior número de idosos e, como essa carteira não se renova, esse índice tem aumentado ano a ano.

Atualmente 25,9% dos beneficiários tem 60 anos de idade ou mais, enquanto o mercado de saúde com fins lucrativos apresenta cerca de 12%. Portanto, as autogestões já trabalham com um perfil etário e epidemiológico com o qual o Brasil só deverá conviver efetivamente em 2030. São hoje 1.027.233 idosos (eram 850 mil no último levantamento de 2016), sendo 1.588 centenários. Embora o percentual tenha reduzido um pouco com relação à última pesquisa (2016 – 28,2%), o número de centenários cresceu 10% (1.429, 83% mulheres).

A taxa de internação da última faixa da ANS (Agência Nacional de Saúde), considerada de 59 anos ou mais, é atualmente de 19,9%. Isso representa mais que o dobro da taxa em beneficiários com até 18 anos (8,6%). Também é um índice muito superior ao das outras faixas de beneficiários que seguem uma variação média de 1% a cada mudança de perfil etário.

A Pesquisa UNIDAS é feita anualmente desde o ano 2000 e visa conhecer o perfil das instituições de autogestão em saúde. A publicação se consagrou como um importante referencial para identificar tendências e orientar a tomada de decisões das autogestões, sendo utilizada por diversas entidades do segmento privado da saúde, inclusive pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A pesquisa traz dados desde inflação médica até ranking das causas mais comuns em internações. Este ano, contou com 44 filiadas participantes, contabilizando quase 4 milhões de beneficiários. Os dados foram coletados em 2016 e primeiro semestre de 2017.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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