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Accenture divulga dois estudos sobre seguradoras no CIAB Febraban

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

A Accenture aproveita o CIAB Febraban, que acontece nos dias 12, 13 e 14, para divulgar dois estudos para o mercado segurador. Um deles mostra que com a crescente importância dos dados para as seguradoras, a maioria das empresas tem identificado espaço para melhorias na validação e no combate à manipulação dessas informações por agentes externos, afirma o relatório Technology Vision for Insurance 2018. O material baseia-se na análise de dados coletados junto a conselhos, acadêmicos e especialistas do setor de tecnologia, além de entrevistas com mais de 600 executivos do setor de seguros.

Apesar de 82% dos entrevistados acreditarem que suas empresas precisam inovar em um ritmo crescente para manter a margem competitiva, uma das principais conclusões é que, atualmente, apenas 26% das seguradoras realizam algum tipo de validação das informações, enquanto outros 19% tentam validá-los, mas não têm certeza da qualidade.

Outro estudo é sobre a  pesquisa “Força de Trabalho do Futuro – Seguros: Obtendo Todo o Valor da IA”, que conclui que as seguradoras que investem em IA e na colaboração entre pessoas e máquinas no mesmo ritmo de empresas de alto desempenho poderiam, nos próximos cinco anos, ver um aumento médio de 17% nas receitas e de 7% nos níveis de contratação.

Segundo o estudo, baseado em duas pesquisas, uma realizada com 100 executivos de alto escalão da área de seguros e outra com mais de 900 funcionários não-executivos do setor, apenas um em cada quatro de seus funcionários esteja pronto para trabalhar com a IA, e mais de quatro em cada dez (43%) citam um aumento na lacuna de capacidades como principal fator para estratégias envolvendo a força de trabalho. Apesar da grande necessidade de treinamento, apenas 4% das seguradoras planejam um aumento significativo de investimentos em programas de recapacitação nos próximos três anos.

A maioria (61%) dos executivos entrevistados espera que a força de trabalho do futuro seja uma mistura entre pessoas e máquinas. Diferentemente da crença popular de que a IA irá reduzir o número de empregos, dois terços (67%) dos executivos do setor de seguros espera que a IA traga um aumento líquido de empregos dentro das empresas ao longo dos próximos três anos.

 

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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