O setor de saúde está em ebulição no mundo todo. Nesta semana, duas notícias importantes. A CVS Health, maior rede de farmácias dos EUA, fechou acordo para a compra da seguradora de saúde Aetna por cerca de US$ 68 bilhões. O negócio cria um novo gigante na indústria de medicamentos sob prescrição e pode desencadear um processo de consolidação no setor. No Brasil, a CVS é dona da rede de farmácias Onofre.
O fato foi visto pelo setor como “o rabo abana o cachorro”, evidenciando que fornecedores passam a ser protagonistas no setor de saúde diante da crise vivenciada nos EUA, com Donald Trump querendo por fim ao Obamacare. No Brasil, a crise vem de uma regulação que precisa ser urgentemente revista para acomodar interesses do governo, empresas privadas, fornecedores, prestadores e o consumidor. Isso feito, a tendência é de uma grande onda de fusões e aquisições, bem como a entrada de novas empresas partindo do zero.
Entre as mais interessadas em atuar em saúde no Brasil estão AXA e Mapfre. A própria Aetna, que já atuou no Brasil numa parceria com a SulAmérica no passado, reavaliava seu retorno ao Brasil e estava em conversas com grandes players locais, citam fontes. Agora, com a venda para a CVS, as negociações devem ser revistas.
Outra notícia da semana veio da UnitedHealth, gigante americana do setor de planos de saúde e controladora da Amil no Brasil, que anunciou um acordo para a compra da DaVita, provedora de tratamento renal e um dois maiores grupos de médicos dos EUA, por cerca de US$ 4,9 bilhões em dinheiro. O acordo vem na mesma semana em que a rede de farmácias CVS Health fechou uma transação no valor de US$ 69 bilhões para adquirir a Aetna, que também atua na área de planos de saúde. A DaVita dispõe de cerca de 280 clínicas, além de 35 centros de tratamento urgente e seis centros de cirurgia. A empresa opera em vários Estados americanos, incluindo Califórnia, Washington e Flórida, e emprega cerca de 2.200 profissionais de saúde.


















