A Bradesco Seguros quer ser referência em longevidade. O que já vem sendo nos últimos 12 anos, quando apostou em ações que visam levar à sociedade a consciência de que pequenas atitudes podem mudar a qualidade de vida de cada um. Desde então, apostou em projetos que fazem a diferença, como o Porteiro Amigo, o Circuito de Longevidade e a Ciclofaixa Bradesco, só para citar alguns. Agora, para consolidar todas essas ações além de outras que surgem constantemente, o grupo colocou no ar uma plataforma chamada “Viva a Longevidade”, conta Alexandre Nogueira, diretor do grupo Bradesco Seguros.
“De todos os sites temáticos que o grupo tem, o de longevidade é o que tem maior visitação dado o interesse pelo tema”, conta ela. Atualmente o portal registra 150 mil usuários únicos por mês e a expectativa agora é que a plataforma supere 400 mil acessos. “A partir de agora vamos trabalhar juntamente com a Bradesco Vida e Previdência e com a Bradesco Saúde, pois ambas são parte integrante do conceito de qualidade de vida na longevidade”, explica Nogueira.
Se considerarmos os princípios básicos da qualidade de vida – comer bem, praticar esportes, ser feliz e se planejar financeiramente –, realmente as empresas do grupo se completam: “O Brasil já tem mais de 30 mil centenários, o que faz a longevidade ser um tema relevante para o Brasil e nos alerta que vamos viver mais, sem dúvida. O que está em pauta agora é como podemos mudar hábitos para viver melhor essa vida longeva”, afirma Jorge Nasser, presidente d Bradesco Vida e Previdência.
Nasser, assim como economistas, especialistas e seus pares que atuam em previdência, afirma que a questão da reforma da previdência é necessária, independentemente se ela vai acontecer como promete o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em novembro, segundo vem divulgando a grande mídia. “Temos de discutir a reforma. Essa que está em discussão para ser votada será a possível e não a ideal”, diz Nasser.
Mas com o passar do tempo, acredita o executivo, a discussão vai evoluir para a necessária. “Precisamos investir na cultura do planejamento de longo prazo. Muitos ainda confundem curto médio e longo prazo. A carteira de investimento da previdência deve ter imóveis, investimentos financeiros e um espaço importante que deve ser preenchido com planos de previdência”, reforça. “A reforma perfeita ainda não foi feita por nenhum país, mas boa parte deles já deu alguns passos para a adaptação do sistema diante da longevidade e novo cenário mundial”.
Manoel Peres, diretor da Saúde Bradesco, afirma que o auto cuidado é o principal alimento para se manter saudável e manter o custo de planos de saúde, ao quer questionado se há algum estudo do setor em ajudar a reduzir o custo dos planos para o idoso. Segundo ele, o grupo tem várias ações que visam ajudar os clientes a investir em qualidade de vida, desde a detecção precoce de doenças que podem se complicar e tirar a qualidade de vida das pessoas, até o estimulo de atividades físicas. “O custo da assistência durante a vida não é o grande drama e sim o custo no último ano de vida, quando uma doença chega e se instala. Esse debate realmente merece uma discussão mais profunda na sociedade”, diz. Ele afirma que não tem como meta operar em planos individuais, como optou a Amil ao divulgar nesta semana. “Nosso foco são as empresas de grande, médio e pequeno porte”, frisou.
A ideia do grupo é sintetizada por Alexandre Kalache, consultor do Grupo Bradesco Seguros para assuntos relacionados à longevidade. “Queremos contribuir para criar um mundo melhor para todos, onde as tecnologias possam responder às necessidades das pessoas de todas as idades, além de proporcionar qualidade de vida. Afinal, a Quarta Revolução Industrial deve estar a serviço do homem, que atualmente vive muito mais”, afirma o gerontólogo.
Alexandre Nogueira tem o desejo de inspirar outras empresas a pensar mais neste assunto. “Temos problemas simples como as placas de ruas, por exemplo. São temas que quanto mais se aprofunda, mais se tem a agregar nesta discussão. Tivemos uma vivência maravilhosa nesses 12 anos que o fórum vem sendo realizado e sabemos que podemos agregar cada vez mais. A plataforma é um espaço que buscamos para mudar as pessoas a pararem para pensar e agir. Sabemos o que precisamos fazer para ter mais qualidade de vida, como comer menos, caminhar o dobro e rir o triplo, mas isso não é fácil.Somos entusiastas de todas as iniciativas de qualidade de vida para o futuro”, finaliza.
O economista Paulo Tafner, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), falou sobre o desafio de equilibrar as contas numa vida longeva. “A aprovação da reforma da Previdência com apenas a mudança da idade mínima para a aposentadoria vai gerar impacto fiscal “razoável”, mas “insuficiente” para melhorar as contas públicas brasileiras”, disse. “Temos de ter coragem para enfrentar esse tema. A proposta de reforma da Previdência que está sendo formulada pelo governo federal tem de excluir privilégios ou o sistema de aposentadorias no Brasil quebra”, cita.
O portal Viva a Longevidade ampara todas as iniciativas por meio de embaixadores, que escreverão matérias sobre o tema, interagir sobre o tema e responder perguntas. São eles Mara Luquet, Alexandre Kalache e Robson Caetano. A apresentadora e jornalista Astrid perguntou aos palestrantes se é possível a saúde custar menos. Infelizmente a resposta é não, mas da para tornar o custo mais eficiente, diz Tafner. Já Mara Luquet afirma que o investimento em saúde e desprezado pelas pessoas. “As pessoas fumam, não se exercitam, comem demais. Há uma série de pequenas atitudes que podem garantir mais qualidade de vida a todos”, defende.
Também participaram dos painéis e debates os seguintes especialistas: Anita Liberalesso Neri, da Unicamp; Gil Sant’Anna, do Instituto D’Or, Brasil; Gabrielle Kelly, Resilience and Wellbeing Centre, Austrália do Sul; Claudia Hofheinz Giacomoni, da UFRGS; Ted Feder, da Associação Latino-americana de Psicologia Positiva; Gill Windle, da Dementia Services Development Centre (DSDC), Bangor University, País de Gales; Daniel Prieto Sancho, da Universidad Complutense, Madrid/Espanha; Ricardo Iacub, da Universidade de Buenos Aires, Argentina; Silvia Gascón, da iSalud, Argentina; Volker Deville, da Universidade de Bayreuth e Berlin Demography Forum Advisory Board; Ligia Py, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG); Marília Louvison, da Escola de Saúde Pública, USP; e Ali Naghieh, da Universidade de Oxford, Reino Unido.


















