Mídia repercute mudanças nas famílias de produtos VGBL e PGBL

A grande mídia brasileira repercute as mudanças nos produtos VGBL e PGBL anunciadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) na última sexta-feira. A principal das mudanças é a definição do proponente qualificado, baseado na figura do investidor qualificado da instrução 554 da Comissão de Valores Mobiliário (CVM). A autarquia define o qualificado como pessoas físicas ou jurídicas com aplicações financeiras que superem R$ 1 milhão. Esse participante poderá comprar fundos que invistam até 100% em ações.

Antes, o máximo percentual de exposição da risco era de 49%. Sem essa definição, as seguradoras hesitavam em desenhar produtos voltados a esse público. “Essa mudança dá maior flexibilidade para a criação de produtos especialmente neste ambiente de taxa de juros mais baixa, em que o investidor vai ter que buscar ganho maior”, afirma Edson Franco, presidente da Fenaprevi, em entrevistas publicadas em diversos jornais.

Segundo o superintendente da Susep, Joaquim Ataídes, disse ao Valor Econômico, as mudanças propostas “facilitam a possibilidade de usar os produtos como complementação de renda e atraem novos segurados”. Em relação a criação do investidor qualificado para determinados fundos, o xerife do mercado afirmou que “isso incentiva companhias de porte médio, que podem fazer planos diferentes e forçar uma competitividade. Hoje, como está, é tudo muito engessado, não há diferencial. Quem se beneficia com isso é o segurado, que terá uma oferta maior de produtos”, afirma Ataídes.

Houve mudança também na contratação de benefício, com famílias de produtos chamadas PGBL Programado e VGBL Programado. O cliente poderá mudar a forma de recebimento dos recursos ao longo do período de acumulação, afirma Franco. “São produtos que dão mais flexibilidade para os clientes na contratação de aposentadorias. Hoje, quando contrata, o cliente fica engessado. Será possível contratar renda vitalícia tradicional e fazer ajustes no meio do caminho, diminuindo ou aumentando o valor da aposentadoria”, ressalta o presidente da Fenaprevi aos jornais.

Outra mudança é a atualização da tábua biométrica para AT-2000M. Isso significa que o cálculo para a expectativa de vida dos participantes subiu. No entanto, essa prática pode reduzir o retorno dos participantes, já que as seguradoras calculam a renda que será paga na hora de resgatar o investimento considerando a estimativa de quantos anos o o participante irá viver -quanto maior a expectativa de vida, menor o valor do benefício. Isso ainda pode ser mais impactado pelo chamado “improvement”, que permite que a projeção cresça considerando o aumento da expectativa de vida.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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