“Como será o seguro do carro autônomo?

“Como será o seguro do carro autônomo? ” Essa é aquela pergunta no estilo que a resposta vale “hum milhão de dólares” no mundo dos executivos de seguros. Há muita especulação sobre o tema, mas quem definirá mesmo o cenário será o consumidor. Paulo Ribas, Head para soluções de mobilidade, seguros e previdência na Cedro Technologies, comenta um pouco sobre o assunto:

A Uber iniciou recentemente um programa de testes com veículos autônomos. A experiência está acontecendo em Pittsburgh, no estado da Pensilvânia nos EUA e utiliza uma pequena frota de Ford Fusion hibrido que circulam sem intervenção de um condutor. De acordo com a legislação americana, existe a obrigatoriedade de um ser humano ficar ao volante e assumir o controle do veículo caso ocorra alguma falha no sistema eletrônico, no caso um engenheiro da Uber.

Google, Apple, Tesla, BMW e outras montadoras também realizam testes em diferentes estágios para lançarem seus modelos autônomos e dentro de alguns poucos anos dirigir um carro será totalmente opcional.

De outro lado temos a notícia que a GM lançou um programa de compartilhamento de veículos em São Francisco chamado Maven. No Brasil já está funcionando para os funcionários da montadora, que através de um aplicativo instalado no celular fazem a reserva, travam e destravam as portas do carro.

Diante de mudanças tão expressivas na forma como iremos nos deslocar em veículos, aparecem naturalmente vários questionamentos: como ficará a venda de seguros de carros se ele é autônomo e, teoricamente, não se envolve em acidentes?

Por que contratar o seguro que protege o proprietário e terceiros em caso de colisão? E no caso do carro compartilhado, o seguro já estará incluído no preço do aluguel?

Uma pesquisa conduzida pela Autonomous Research sugere que os prêmios de seguros de veículos serão reduzidos em 63% até 2060. Atualmente, 42% das receitas de seguros no mundo são provenientes dos seguros de autos.

Todas essas transformações ocorrerão de forma muito gradual e até que a frota de veículos global seja na maioria composta de carros autônomos, o seguro de veículos continuará a ser o carro chefe da indústria de seguros, mas considerando que 90% dos acidentes de trânsito são causados pelos motoristas, como ficará a equação se eles não estiverem no volante? Temos ai uma boa discussão por um longo periodo.

No link abaixo mais um pouco sobre o tema:

http://www.businessinsider.com/driverless-cars-impact-insurers-2016-5/#-1

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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