A Porto Seguro divulgou hoje lucro líquido, já considerando o aumento de tributos (CSLL), de R$ 175 milhões no segundo trimestre e de R$ 415 milhões no semestre, correspondendo a um decréscimo de 37% e 18% em relação aos mesmos períodos de 2015, respectivamente. O ROAE foi de 11,9% no 2T16 e de 14,3% no 1S16.No segundo trimestre e primeiro semestre do ano, as receitas totais evoluíram 7% e 6% respectivamente.
Na operação de seguros, os prêmios auferidos da empresa aumentaram 8% no 2T16 e 6% no 1S16. O seguro de auto consolidado das 3 marcas cresceu 6%, enquanto o mercado1 recuou 4% no semestre. O número de veículos segurados atingiu 5,5 milhões (+7%) e incrementamos aproximadamente 800 mil vidas no seguro de pessoas, alcançando 7,5 milhões de vidas seguradas.
O desempenho operacional de seguros piorou em ambos períodos em decorrência do aumento da sinistralidade. O índice combinado atingiu 100,1% no 2T16 e 99,5% no 1S16. No trimestre, os sinistros foram pressionados por alagamentos, chuvas de granizo e vendavais, inesperados para esse período, pelo aumento dos roubos de veículos e pela base de comparação com o trimestre anterior, quando o resultado foi melhor em relação a média histórica. Além disso, a alta elevação da frequência de utilização do seguro saúde impactou as margens. Por outro lado, o índice de despesas administrativas decresceu em 0,5 p.p., enquanto que os gastos nominais permaneceram praticamente estáveis, resultado da melhora na eficiência da operação.
As receitas das empresas financeiras e de serviços cresceram 5% no trimestre e 3% no semestre, associadas ao aumento das vendas dos produtos de telefonia móvel (Conecta) e consórcio. Entretanto, as receitas financeiras das operações de crédito decresceram significativamente, em consequência das ações de redução de risco da carteira.
O resultado financeiro apresentou um aumento de 11% no trimestre, explicado pelos investimentos em ativos atrelados a Juro Real+Inflação e a renda variável, que apresentaram uma performance acima do índice de referência e também por um CDI médio maior no período. A rentabilidade trimestral da carteira foi de 3,6% (108% do CDI) e de 7,7% (114% do CDI) no semestre, excluindo-se os recursos previdenciários.
Segundo nota divulgada, a estratégia de expansão geográfica e diversificação de produtos têm contribuído para o incremento das vendas, a despeito da crise econômica. Por outro lado, o resultado foi prejudicado principalmente em decorrência da maior incidência de sinistros.
Mais detalhes do comunicado:
Os prêmios e a frota segurada das três marcas cresceram 7% no trimestre, representando um incremento de R$ 142 milhões e de 361 mil itens respectivamente, ao passo que os prêmios do mercado de seguro auto decresceram 4% nos meses de abril e maio (dados disponíveis na Susep até maio/16).
Os seguros de auto foram impactados por uma maior incidência de sinistros, em grande parte decorrente das chuvas de granizo e alagamentos inesperados para esse período do ano, por uma maior criminalidade e pela base de comparação com o 2T15, quando o resultado foi atípico em relação a média histórica. O volume de furto e roubo aumentou nos Estados do RJ e SP, e se intensificou em algumas cidades do sul do país. Nos cinco primeiros meses do ano a sinistralidade consolidada da Companhia aumentou em linha com a média de mercado (+2,2 p.p) e a sinistralidade consolidada do 2T16 aumentou apenas 1 p.p. no comparativo com a média dos últimos 5 anos.
Os prêmios auferidos da carteira de automóvel da Porto Seguro atingiram R$ 1.139 milhões no 2T16, um aumento de 3% em relação ao 2T15, beneficiado pela expansão no número de veículos segurados (a frota segurada cresceu 2% no período). A sinistralidade aumentou 5,7 p.p. devido ao aumento das frequências de sinistros.
Os prêmios auferidos da Azul Seguros atingiram R$ 591 milhões no 2T16, crescimento de 12% em relação ao 2T15, favorecido pelo aumento no número de veículos segurados (frota segurada cresceu 16% vs. 2T15, impulsionada pela expansão geográfica). A sinistralidade aumentou 6,3 p.p., atingindo 62,7%, afetada principalmente pelas maiores frequências de sinistros e devido a reposicionamento do produto, que reduziu as margens em função desse período de crise econômica, onde a procura por preço é mais relevante. Por outro lado, a sinistralidade do produto ainda está melhor do que a média dos últimos 5 anos (cerca de 3 p.p.).
A carteira de auto da Itaú Auto e Residência atingiu R$ 506 milhões no 2T16, 9% maior que o 2T15, impulsionada por diversas ações comercias, pela ampliação de benefícios aos clientes do Banco Itaú (ex: uso de pontuação do programa “Sempre Presente”) e também pelo aumento de vendas em produtos com coberturas diferenciadas. A sinistralidade do trimestre piorou em 4,5 p.p., influenciada pelo aumento no número de colisões e roubos no período.
O total de prêmios auferidos com seguro patrimonial foi de R$ 315 milhões no 2T16, 9% acima do 2T15, devido sobretudo ao crescimento dos prêmios dos seguros empresarial e residencial da marca Porto Seguro. Além da expansão geográfica, que tem beneficiado os dois segmentos, o desempenho do produto empresarial tem sido alavancado por seguros mais personalizados, voltados para segmentos como academias, pet shops e perfumarias, enquanto as vendas do produto residência foram intensificadas pelas campanhas de vendas realizadas no período.
No seguro de residência da marca Itaú, os prêmios do 2T16 decresceram 9% em relação ao 2T15, associado a menor performance do canal bancário. De todo o modo, para o segundo semestre estão sendo programadas novas campanhas comerciais.
A sinistralidade total alcançou 32,0% no 2T16, 9,4 p.p. maior (vs. 2T15), explicado por uma maior incidência de eventos climáticos, elevando a frequência de destelhamentos e de danos elétricos no período.


















