Setor tem potencial de crescer na América Latina em 2016

icones seguroFonte: Agência EFE

Os seguros aumentarão sua presença na América Latina em 2016 graças à expansão da economia da região, apontou o relatório “Tendências de crescimento dos mercados da América Latina para 2016” elaborado pela Mapfre, a maior seguradora da Espanha.

Este estudo, apresentado nesta terça-feira no seminário “O mercado de seguros latino-americano”, compilou a evolução do setor na última década e as perspectivas de futuro baseadas nos dados publicados pelas entidades supervisoras de seguros de cada país e a informação proporcionada pelos funcionários de Mapfre.

A avaliação é de que “os mercados estão aprofundando, avançando, de um ponto de vista não só quantitativo, mas também estrutural”, afirmou o diretor-geral do Serviço de Estudos da Mapfre, Manuel Aguilera.

A presidente da Federação Interamericana de Empresas de Seguros (Fides) e de Unespa, a patronal espanhola de seguros, Pilar González, disse que “as previsões para estes mercados não poderiam ser mais otimistas, apesar da diversidade que existe entre eles”.

Os números recolhidos pelos organismos internacionais apontam para crescimento na maioria dos países da América Latina, e por isso acreditam que o setor de seguros avançará nessa mesma direção. De fato, nos últimos dez anos, o Índice de Evolução do Mercado calculado pela Mapfre aumentou 51,3%, o que demonstra a consolidação das seguradoras na América Latina.

Nos últimos anos, os seguros ganharam importância nas economias latino-americanas, e registraram receita de US$ 138,7 bilhões em 2015, 2,86% do PIB regional, embora seu potencial seja de US$ 400 bilhões. O país que contribuiu para a maior parte deste valor foi o Brasil, com US$ 55,2 bilhões, seguido pelo México, com US$ 54,4 bilhões, informou Aguilera durante a apresentação.

O estudo também analisou a lacuna de proteção do seguro, que mede a diferença entre a cobertura seguradora ótima e a cobertura seguradora real. Na última década esta diferença diminuiu em termos relativos na maioria dos países analisados, embora em termos absolutos tenha passado de US$ 183,5 bilhões para US$ 259,4 bilhões entre 2005 e 2015.

Por enquanto, a lacuna está concentrada nos seguros de vida, mas é neste ramo que se espera uma grande melhora nos próximos anos. Por países, todos reduziram a lacuna em seguros de vida, com exceção de Argentina e Panamá, este último influenciado pela construção do Canal.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Ouça nosso podcast

ARTIGOS RELACIONADOS