Nelson Barbosa está aberto para a ideia de o Brasil ser um hub de resseguros na AL com sede no Brasil

davosEm entrevista ao Valor, o presidente do conselho do Lloyd’s, maior mercado de seguros e resseguros do mundo, John Nelson, disse que a ambição do governo brasileiro, de criar um “hub” de serviços financeiros para a América do Sul, vai requerer a derrubada de restrições na participação estrangeira no setor de seguros, afirmou ele ao jornalista Assis Moreira, ao sair da reunião com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, em Davos, Suíça, onde acontece o Fórum Economico Mundial. John Nelson afirmou que Barbosa tem ideias de liberar mais o setor do que o antecessor Joaquim Levy.

Vale lembrar que o ministro da Fazenda é um dos principais interlocutores do governo quanto ao IPO do IRB, suspenso no final do ano passado, mas que pode ser retomado a qualquer melhora do mercado financeiro. Levy fez alguns movimentos de flexibilização, o que ajudou os bancos a buscarem interessados no IPO, prejudicado pela piora do cenário político e econômico do Brasil.

Ainda na reportagem do Valor, John Nelson disse que considera que o Brasil está “numa situação extremamente difícil, com incertezas e, claramente, com outros fatores com impacto na economia”, e espera que o governo assuma uma “política econômica prudente”. Ele insistiu que medidas precisam ser efetivamente tomadas “com determinação” para permitir uma retomada da estabilidade, mas afirmou que, apesar das dificuldades, no médio e longo prazo é otimista em relação à economia brasileira.

Quanto aos desafios do setor de seguros em 2016, ele reiterou que o principal no curto prazo são as condições de mercado. As seguradoras conseguem retorno pequeno com o capital investido, em meio a taxas de juros extremamente baixas. Outro desafio é manter o setor de seguros relevante, num cenário de mudança de modelo de negócios com a anunciada quarta revolução industrial, com novas tecnologias.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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