A Porto Seguro registrou, no terceiro trimestre de 2015, crescimento de 5% das receitas totais e de 10% no 9M15. O desempenho operacional e financeiro do trimestre foi menor em comparação ao mesmo período do ano anterior. O resultado operacional foi impactado principalmente pelo aumento das despesas de tributos de seguros, enquanto o resultado financeiro foi prejudicado pela alta volatilidade do mercado no período. Entretanto, no acumulado do ano a Companhia continua com uma rentabilidade superior (vs. 9M14).
Na operação de seguros, os prêmios auferidos cresceram 4% e 9% no 9M15, impulsionados pelo crescimento do número de itens segurados (ex: +6% na frota de automóveis segurada). No Automóvel, principal carteira da empresa, o aumento de prêmios do trimestre desacelerou em relação ao primeiro semestre (3% vs. 9%), influenciado pela retração na economia e pelo ambiente competitivo, com maior pressão nos preços. No entanto, o crescimento da companhia superou a média de mercado (evolução menor que 1%), e a frota segurada atingiu R$ 5,2 milhões. Também, foram introduzidos ajustes na marca Azul para recuperar produção e proteger renovações, preservando as margens. Além disso, houve crescimento de 2 dígitos do segmento Patrimonial (marca Porto Seguro) e dos produtos de Vida e Odontológico.
No trimestre, o desempenho operacional de seguros foi menor, sendo que o índice combinado atingiu 96,3% (+1 p.p.), associado principalmente ao retorno do pagamento do imposto Cofins em 2015. Porém, no acumulado do ano, o desempenho operacional permaneceu melhor (vs. 9M14) em 0,3 p.p..
Nos negócios financeiros e de serviços, as receitas cresceram respectivamente 11% e 18% no 3º trimestre de 2015 e 9M15, intensificadas pela expansão da carteira das operações de crédito (Cartão de Crédito e Financiamento) e pela evolução do produto Consórcio.
O resultado financeiro manteve-se ligeiramente menor no trimestre. Os movimentos adversos de mercado impactaram os investimentos em títulos pré-fixados e ações, gerando uma performance abaixo do índice de referência. A rentabilidade trimestral da carteira foi de 2,06% (60% do CDI) e de 8,31% (87% do CDI) no ano, excluindo-se os recursos previdenciários.
Finalmente, o lucro líquido no trimestre foi de R$ 209 milhões (-11%) e de R$ 715 milhões (+18%) no acumulado do ano. O ROAE trimestral foi de 15,0% e o acumulado atingiu 17,6%. Entretanto, nesse trimestre a Porto Seguro obteve crédito tributário referente ao ativo diferido gerado pelo aumento da CSLL no valor de R$ 51 milhões, que foi parcialmente compensado pelo incremento da provisão de devedores duvidosos nas operações de crédito no valor líquido de R$ 23 milhões, decorrente de uma política mais conservadora. Assim, o lucro líquido trimestral recorrente foi de R$ 181 milhões.
Principais destaques
· Crescimento das receitas totais de 5% no 3T15 e de 10% no 9M15 em comparação ao mesmo período do ano anterior;
· Aumento de 4% nos prêmios auferidos de seguros no trimestre e de 9% no acumulado do ano (2015 x 2014);
· Lucro líquido no 3T15 de R$ 209 milhões (-11%) e de R$ 715 milhões no 9M15 (+18%). O ROAE atingiu 15,0% (-3,5 p.p.) no trimestre e 17,6% (+1,9 p.p.) no acumulado do ano – sem business combination;
· Lucro líquido recorrente no 3T15 de R$ 181 milhões (-23%) e de R$ 687 milhões no 9M15 (+13%). O ROAE atingiu 13,1% (- 5,4 p.p.) no trimestre e 16,9% (+1,2 p.p.) no acumulado do ano – sem business combination;
· Índice combinado de seguros alcançou 96,3% em ambos períodos com uma variação de +1 p.p. no trimestre e de -0,3 p.p. no ano – o índice combinado ampliado foi de 90,2% (+0,5 p.p.) no 3T15 e de 89,6% (-1,0 p.p.) no 9M15;
· Resultado financeiro de R$ 210 milhões no 3T15 (-1% vs. 3T14) e de R$ 764 milhões no 9M15 (+18% vs. 9M14). No trimestre, a rentabilidade total atingiu 1,85% (54% do CDI) e a rentabilidade (ex. previdência) foi de 2,06% (60% do CDI). No acumulado do ano, a rentabilidade total foi de 8,18% (86% do CDI) e de 8,31% (87% do CDI), sem considerar os recursos de previdência;
· Ajustando (pró-forma) os resultados para uma performance financeira neutra (100% do CDI), o lucro líquido alcançaria R$ 254 milhões (+5%) no trimestre e R$ 751 milhões (+24%) no acumulado do ano e o ROAE atingiria 18,2% (-0,8 p.p.) no 3T15 e 18,4% (+2,7 p.p.) no 9M15.



















