Hackers roubaram cerca de US$ 1 bilhão de cem bancos por todo o mundo

No Brasil, apenas a XL vende o seguro para riscos cibernéticos. A AIG, pioneira na venda de proteção para ataques de harckers, teve de fazer algumas adequações regulatórias à pedido da Susep e assim que autorizada voltará a vender. No mundo, poucas companhias atuam nesse segmento, que ainda gera muitas discussões sobre coberturas.

Fonte: EFE

Um grupo de hackers roubou cerca de US$ 1 bilhão de cem bancos por todo o mundo, denunciou a companhia russa de segurança na internet Kaspersky em comunicado divulgado em seu site.

Segundo a empresa, que junto com Interpol e Europol se encarregou de investigar o que considerou uma “operação sem precedentes”, os hackers russos, ucranianos, chineses e de vários países europeus já tinham operado há dois anos sem causar suspeitas.

Ao contrário de outros hackers, o grupo, chamado “Carbanak”, não roubava as contas dos clientes dos bancos, e sim as das próprias instituições financeiras, fingindo que eram procedimentos feitos pelos funcionários.

Segundo os especialistas da Kaspersky, os criminosos demoravam entre dois e quatro meses para obter todos os dados necessários de um banco para fazer transações fraudulentas, com as quais levavam até US$ 10 milhões de uma entidade.

Esse era o tempo necessário desde que o primeiro computador na rede interna do banco era infectado através da técnica “phishing”, que emula um software legal de uma entidade para pedir senhas do usuário, até a coleta do dinheiro de caixas automáticos.

Após acessar a rede, Carbanak localizava os computadores que administravam os sistemas de videovigilância, através dos quais aprendeu a imitar as atividades virtuais dos empregados do banco.

“Os hackers nem sequer tiveram que entrar nos servidores bancários. Só invadiam a rede e se dedicavam a aprender suas atividades comuns. Trata-se de um roubo verdadeiramente profissional”, afirmou Sergei Golovanov, especialista da Kaspersky.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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