Seguro aéreo deve ficar mais caro nas próximas renovações

aviao quebradoFonte: Reuters

Seguradoras em todo o mundo terão que pagar até o valor recorde de US$ 800 milhões para cobrir os danos causados por ataques a aviões em 2014, elevando os preços e também a competição no mercado. Essa conta supera em US$ 60 milhões a US$ 90 milhões o que as seguradoras ganharam em 2013 para cobrir os sinistros, como a derrubada do jato de passageiros Malaysia Airlines na Ucrânia, e poderia significar que algumas empresas terão que deixar o mercado se os aumentos de preços não forem suficientes para manter a rentabilidade.

Novas empresas ávidas por desfrutar dos preços mais elevados, mas sem a obrigação de pagar pelos sinistros passados, podem ser as grandes vencedoras nas próximas semanas, à medida que grandes companhias aéreas e seguradoras começam a renegociar os contratos anuais de seguro. “Dependendo do que acontecer nessas renovações, as pessoas poderiam reconsiderar a sua posição (no mercado)”, disse o presidente da Atrium Underwriting, Richard Harries, à Reuters. “Sabemos o preço que queremos. Se atingir esse preço, entramos, se não acontecer, ficamos fora”, disse, acrescentando que espera que a Atrium, que hoje é líder nos seguros para ataques a aviões, se mantenha neste mercado.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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