Manifestações provocam o aumento de risco do Brasil no 11º Mapa Anual de Terrorismo e Violência Política

aon_logo_red_smallO Brasil foi o único país latino-americano a ter elevação de classificação de risco de médio a grave, devido à generalizada e violenta onda de protestos contra o governo ao longo de 2013 e que se mantém no início de 2014, segundo o 11º Mapa Anual de Terrorismo e Violência Política, produzido anualmente pela AON em parceria com a Risk Advisory.

O mapa avalia os riscos para os negócios por região, mensurando a violência política e terrorismo em 200 países. De acordo com os dados, 34 países tiveram redução na classificação de risco país e quatro atingiram aumento na classificação: Brasil, Japão, Moçambique e Bangladesh. Em contraste com outras regiões, a Europa viu melhoria notável com 11 países tendo a pontuação de risco de comoção civil removidos.

A análise indica que as comoções sociais provavelmente vão continuar em 2014, particularmente antes da Copa do Mundo e durante as eleições de outubro. No geral, apesar de algumas melhorias nas classificações de riscos, o estudo traz oito reduções de riscos e apenas um aumento entre os países analisados, sendo 22 com classificação de risco graves.

O Oriente Médio é a região mais atingida pelo terrorismo no mundo, com uma quota de 28% de todos os ataques terroristas registrados em 2013. Ao olhar para os ataques a empresas por setor, os setores de varejo e transporte foram afetados significativamente em 2013, com 33% dos ataques terroristas que afetam o setor de varejo, e 18% dos ataques que ocorrem no setor de transportes. O setor de varejo inclui locais como mercados públicos, que permanecem vulneráveis a ataques, como visto no ano passado, no Quênia.

O terrorismo continua a ser uma ameaça variável na região da Eurásia, com a Rússia e a Turquia entre os mais afetados pela ameaça até 2013. Além disso, os Jogos Olímpicos de Inverno na Rússia, que envolvem movimentos de transporte de massa significativas, é visto como um potencial alvo terrorista.

Além disso, o Japão, Moçambique e Bangladesh também têm visto um aumento na agitação civil, com mais de 70 dias de greves e protestos contra os baixos salários e más condições de trabalho na indústria de roupas, somando-se os problemas que afetam o setor de varejo.

A classificação de risco país para a região Ásia-Pacífico e Oceania manteve-se globalmente estável, com apenas quatro mudanças: Coréia do Sul, Malásia e Samoa tiveram o rating reduzido em relação ao risco, enquanto o aumento dos gastos militares e as tensões geopolíticas no Japão ajudou a elevar o rating do país.

O mapa está disponível no link http://www.aon.com/terrorismmap/2014-Terrorism-Map.pdf

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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