Mais um incêndio. Dessa vez tem seguro. Segundo reportagem publicada pelo Valor, O Memorial da América Latina tem seguro patrimonial, que cobre perdas com incêndio, no valor de R$ 18 milhões da Marítima Seguros. De acordo com o Corpo de Bombeiros, 27 equipes foram ao local para conter as chamas. A seguradora informou que ainda não há como analisar se houve extensão de danos à estrutura, uma vez que ainda há foco de incêndio. Mas avaliações preliminares da Marítima indicam que o prejuízo deve ultrapassar os R$ 10 milhões, uma vez que o prédio é considerado de alto padrão. O memorial foi projetado por Darcy Ribeiro com desenho do arquiteto Oscar Niemeyer.
A Marítima enviou técnicos para o local assim que o incêndio começou. Os profissionais estão acompanhando o trabalho dos bombeiros e dando suporte para a administração do memorial, segundo Denisia Moraes, gerente de sinistros da Marítima. O seguro patrimonial não cobre as obras de artes do local, o que exigiria um seguro específico. A apólice indeniza danos causados ao prédio e suas instalações (mobiliário, por exemplo), informa o Valor.
Segundo o portal G-1, o prédio estava com a vistoria “ok” do Corpo de Bombeiros. Por volta de 23h, os bombeiros ainda combatiam pequenos focos de incêndio, enquanto o trabalho de rescaldo era realizado no restante do local atingido. De acordo com o coronel Agassi, não há mais risco de propagação. Ao todo, 109 bombeiros e 64 carros foram deslocados para o combate às chamas no Auditório Simón Bolívar. Os bombeiros que precisaram de atendimento médico foram levados ao Hospital das Clínicas (HC), de acordo com o hospital. Quatorze dele tiveram ferimentos leves.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, esteve no Memorial e destacou o trabalho dos bombeiros. “Queria destacar a bravura dos bombeiros, o trabalho deles. Não temos nenhum civil ferido. Lamentavelmente, temos bombeiros em recuperação. Mas dois estamos acompanhando pessoalmente, saindo daqui passarei no Hospital das Clínicas”, disse.
Não havia informações sobre as causas do incêndio, de acordo com os bombeiros. Segundo a assessoria do Memorial, há suspeita de que um curto-circuito em uma lâmpada tenha sido a causa do incêndio. O presidente da Fundação Memorial da América Latina, João Batista de Andrade, disse que o incêndio pode estar relacionado a uma queda de energia registrada momentos antes de o fogo começar. “Houve uma queda de energia. Foi alguma coisa ligada à queda de energia e ao gerador”, afirmou Andrade.
Andrade disse que toda a programação do auditório está suspensa até a reforma do espaço, que tem capacidade para 1,6 mil pessoas. Segundo ele, é preciso um laudo técnico para avaliar o prejuízo causado pelas chamas. O auditório está no seguro. Segundo ele, o Memorial tem a vistoria do Corpo de Bombeiros. “Está tudo em dia.” Por volta das 21h45, os bombeiros ainda combatiam as chamas dentro do auditório. O trabalho foi dificultado pela grande presença de material inflamável, como madeira, carpete e espuma, e pelos poucos pontos de ventilação no prédio.
Segundo o Memorial da América Latina, havia funcionários no auditório quando o incêndio começou, mas eles foram retirados rapidamente e não sofreram nenhum ferimento. O auditório tem um palco central e a plateia dividida em duas metades. De acordo com a assessoria do Memorial, o forro da plateia B do auditório foi bastante danificado pelo incêndio. O espaço tem uma tapeçaria de 620 metros quadrados feita pela artista Tomie Ohtake.


















