Tornar a Colemont Re líder em referência de qualidade de atendimento é o foco da nova CEO

Maria Eduarda BomfimMaria Eduarda Bomfim acaba de assumir a presidência da Colemont Corretora de Resseguros. A Colemont é uma das mais importantes empresas especializadas em Gestão de Riscos, Consultoria de Benefícios e Corretagem de Seguros e Resseguros de todo o mundo. Em abril de 2010, o grupo Colemont se uniu a AmWINS Group Inc, dando origem a uma das maiores distribuidoras de seguros do mundo, com prêmios anuais de mais US$ 5,7 bilhões, 2 mil funcionários e com operações no Brasil e em mais outros 17 países.

Conheça abaixo um pouco mais desta carioca, de 30 anos, que tem como principal objetivo tornar a corretora uma líder em resseguros e referência em atendimento ao cliente.

Como ingressou em seguros? Conte um pouco da sua carreira.

Comecei minha carreira trabalhando como broker e bastante focada primeiramente na colocação de grandes riscos e atendimento do IRB Brasil Re, que naquela época era o único cliente no mercado fechado. Com a abertura do mercado, passei a dar ênfase maior para a área de contratos. Foram oito anos como broker. Mais recentemente, na SwissRe, assumi o cargo de senior client manager, com foco no atendimento das seguradoras e brokers no Brasil e Cone Sul. Foi uma experiencia fantástica poder olhar sob uma ótica diferente, mas sempre com foco na excelência de serviços prestados aos clientes.

Quais os maiores desafios ja enfrentados profissionalmente?

A Colemont conseguiu ocupar posição de destaque entre as corretoras de resseguro do país desde a regulação da atividade em 2008. Nestes últimos 5 anos, a Colemont RE cresceu no mundo inteiro, especialmente em Londres. Meu objetivo é liderar a corretora de resseguros no Brasil, nos tornando referência em qualidade técnica e satisfação de nossos clientes.

Como vê o mercado de seguros mundial atualmente? E o brasileiro?

No mercado de resseguros mundial as taxas começam a subir e os players estão cada dia mais sofisticados. No Brasil, o excesso de “entrantes” continua derrubando as taxas. Em alguns ramos de forma exagerada.

O que os acionistas da Colemont Catalyst Re Corretora de Resseguros esperam de você?

A continuidade do trabalho que o Luiz Nagamine começou e ampliação comercial de nossa atuação. A corretora vai continuar crescendo sem perder a qualidade pela qual somos reconhecidos.

Quais as principais áreas que pretende desenvolver?

As áreas de aviação, marítimo e energia continuarão a ser lideradas por Mario Faria Jr. e João Barbará, que têm longa experiência e sucesso. Acredito que há espaço para colocação facultativa de riscos complexos e de grande exposição. Estes são notadamente riscos que ficam fora dos contratos automáticos das seguradoras. Nos contratos, acho que a questão em voga, é a prestação de serviços.

Como superar a concorrência?

Estamos preparados tecnicamente para concorrer com os grandes corretores do mercado, mas buscaremos superá-los na prestação de nossos serviços. Permaneceremos próximos aos nossos clientes e atentos às suas necessidades.

Como vê o mercado de corretores de resseguros atualmente, com tantos contratos de co-seguro?

Não podemos ignorar que em algumas situações o mercado brasileiro está mais barato do que o mercado estrangeiro, forçando o segurado a optar pelo co-seguro. Nosso papel neste caso é tentar trazer o mercado internacional para o “pricing” brasileiro.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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