Liberty Syndicates desembarca no Brasil com a proposta de facilitar a contratação de resseguro

images8“Deus é realmente brasileiro”, disse ontem Nick Metcalf, CEO mundial da Liberty Syndicates, durante coquetel de lançamento das operações do grupo no Brasil. “Além de todos os indicadores econômicos positivos, com projeção de crescimento de 5% do PIB – muito acima do projetado por países da Europa e Estados Unidos — uma população de quase 200 milhões de habitantes, ser um grande fornecedor da China, o país ainda foi escolhido para sediar a Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016. São razões de sobra para investirmos no Brasil”, disse a uma refinada plateia composta pelos principais executivos de seguradoras e corretores com operações no Brasil.

Segundo Metcalf, a Liberty Syndicates chega ao Brasil e na América Latina trazendo a experiência acumulada pelo Lloyd’s nos últimos três séculos de história. “Vamos agregar valor ao mercado para que as seguradoras possam ofertar apólices de seguros diferenciadas e por um custo acessível aos seus clientes”, diz o executivo, que veio ao Brasil para o lançamento da operação.

Este é o terceiro anúncio do Grupo Liberty Mutual, um dos maiores grupos seguradores dos EUA, no Brasil nos últimos 18 meses, considerando a compra da seguradora Indiana e a entrada da Liberty International Underwriters (LIU) em fevereiro deste ano. O sindicato 4472 foi criado a partir da fusão de dois sindicatos no Lloyd’s, sendo o primeiro estabelecido no mercado londrino de seguros em 1994. Em 2008, o sindicato movimentou prêmios de (libras) 950,9 milhões e obteve lucro líquido de (libras) 131 milhões.

O início da operação da resseguradora Liberty Syndicates, um dos maiores entre os 75 sindicatos de 200 países que atuam dentro do Lloyd’s of London, principal mercado de resseguros do mundo, veio agregar valor às seguradoras e corretores neste momento em que a abertura do resseguro do Brasil ainda caminha entre erros e acertos, como mostra a concentração de 80% dos negócios ainda com o IRB BRasil Re, que deteve o monopólio de resseguros por 69 anos, mesmo com a presença de quase 70 resseguradores no País desde a abertura em abril de 2008.

Segundo Florian Kummer, gerente geral para a América Latina da nova companhia, a operação tem o objetivo de facilitar o dia a dia das seguradoras e dos brokers de resseguro e ampliar a oferta de capacidade de resseguros no mercado. “Nossa atuação será independente da Liberty Seguros. Vamos atender todas as seguradoras e brokers de resseguro do mercado brasileiro e latino-americano”, diz, ressaltando a rapidez do grupo na respostas as cotações. “Não fazemos todos os riscos, mas garanto que faremos o melhor nos nossos nichos de atuação e daremos uma resposta rápida.”

Com dois escritórios no Brasil, um em São Paulo e outro dentro das dependências da sede do Lloyd’s no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, a Liberty Syndicates administrará a operação na América Latina. A presença do grupo no Brasil e na América Latina se deve ao significativo crescimento da economia da região, que vai gerar uma forte demanda das empresas para protegerem seus patrimônios dos mais diversos riscos.

“Quanto mais a economia se desenvolve, mais bens há para se proteger. E ninguém quer se arriscar a perder negócios seja por danos materiais, pelas mudanças climáticas ou por riscos financeiros em um mercado globalizado”, exemplifica o executivo.

Dentro da filosofia do Lloyd’s, de expandir a operação de Londres para outros países, com contratos nas línguas nativas, o papel da Liberty Syndicates vai além da oferta de capacidade. “Somos um parceiro participativo dos brokers de resseguros e das seguradoras. Nossa proposta é estruturar e cotar os riscos que as companhias de seguros assumem de seus clientes, agregando valor em toda a cadeia de negócios, com contratos adaptados aos riscos do País e na língua portuguesa”, diz.

Segundo Marco Castro, representante do Lloyd’s no Brasil, o escritório local do mercado londrino já conta com cinco empresas. “Isto é um case de sucesso. Para se ter uma idéia, na Ásia temos 15 sindicatos nos dez anos de atuação naquele mercado”, disse durante o coquetel. A Liberty Syndicates tem dois escritórios em Londres e está presente também em Cologne (Alemanha), Madri (Espanha), Paris (França).

A Liberty Syndicates traz ao Brasil quatro divisões de negócios e coloca a disposição das seguradoras brasileiras farta capacidade de subscrição, com diferentes valores para as diversas linhas de negócios. “Além da vantagem do capital, a nossa equipe de regulação de sinistros é uma das mais respeitadas do Lloyd’s, o que nos permite ter parcerias duradouras com nossos parceiros e de sermos classificados pelo rating do mais tradicional mercado de seguros do mundo”, afirma Kummer.

Em resseguros, a Liberty Syndicates oferece contratos de resseguros e colocações de resseguros facultativos para danos a propriedade, crédito comercial, marítimo, terrorismo e acidentes pessoais, entre outras linhas de negócios.

A divisão de Linhas Contingentes, outra frente da operação, traz uma classe de negócios especializada na proteção contra riscos incomuns e complexos, uma das características do Lloyd’s. Um exemplo da especialização proporcionada por este produto é garantir a emissão de apólices que asseguram possíveis perdas em transações financeiras internacionais por mudanças políticas ou distúrbios sociais.

A linha para riscos marítimos traz como diferencial a especialização dos profissionais do grupo espalhados nos principais países envolvidos no comercio internacional. “Nossos subscritores são especializados em seguro marítimo de frotas mundiais de navios, facilitando a atuação das empresas no comércio mundial considerando-se as especificidades de cada mercado, inclusive de riscos de terrorismo”, diz.

A oferta de resseguro facultativo de riscos patrimoniais considera a segmentação dos riscos das seguradoras. Os especialistas da Liberty Syndicates estão habilitados para mensurar o comportamento das carteiras em diferentes nichos de negócios. “Com uma análise correta dos riscos a que estão expostas é possível cobrar um preço justo e ter as coberturas que realmente são necessárias aos clientes brasileiros por um preço mais justo”, explica Fernando Paes, executivo da empresa.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui