Aon administra o seguro do FIFA Fun Festival
Por Denise Bueno em 01/07/2010
A Aon, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, é a responsável por desenhar e administrar o programa de seguros do FIFA Fun Festival, realizado nas areias da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, durante toda a Copa do Mundo. Da montagem à desmontagem, a cobertura da apólice ampara desde a infraestrutura (equipamentos) até os danos materiais e corporais sofridos por terceiros durante a realização do evento. Também estão cobertos eventuais prejuízos decorrentes do cancelamento ou não realização do mesmo, o chamado “No Show”.
Segundo informou a Aon, no espaço, que contempla uma arena com capacidade para mais de 15 mil pessoas por dia, um palco e dois telões (um deles “High Definition” de 50 m²), os torcedores acompanham a transmissão ao vivo de todos os jogos do mundial e, à noite, são realizados shows e eventos culturais. O FIFA Fun Festival, evento oficial da FIFA, é promovido simultaneamente em seis cidades: Roma, Paris, Berlim, Sydney, Cidade do México e Rio de Janeiro.
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Brasil é prioridade para a Aon Corp, diz Jorge Cale
Por Denise Bueno em 17/06/2010
*A jornalista viajou para Boston a convite da Aon Brasil
O grupo Aon acaba de comemorar 23 anos. Mas se levarmos em consideração a primeira entre as mais de 400 empresas que formam hoje o conglomerado é possível dizer que a Aon nasceu em 1680, ano em que foi fundada a Hudig Langeveldt, adquirida pela Aon em 1991. Em tão pouco tempo, o grupo se tornou líder mundial em consultoria de seguros. Fatura mais de US$ 7,6 bilhões ao ano, emprega 36 mil funcionários em 500 escritórios espalhados em 120 países.
Consolidada como um player mundial, a Aon quer conquistar mais. Não foi a toa que se tornou a patrocinadora de um dos mais famosos times de futebol do mundo, o inglês Manchester United. Em um rápido passeio pelo quartel general da Aon montado em dois andares do hotel Renaissance, para atender clientes do mundo inteiro que estiveram presentes no RIMS 2010, fica clara a estratégia do grupo. Ser referência no mundo em qualidade de serviços.
Para isso, treina seus funcionários para que eles estejam sempre atualizados de tudo o que há de mais moderno no mundo e assim possam criar soluções inovadoras para seus clientes, sejam eles os segurados ou as seguradoras. “Ajudamos nossos clientes a entender os riscos a que estão expostos e também a conhecerem os instrumentos financeiros que existem para protegê-los. Isso faz da Aon uma empresa vencedora e em franco crescimento ao redor do mundo”, diz Jorge Gonzalez Cale, diretor para a América Latina, há 15 anos no grupo Aon.
Veja a seguir trechos da entrevista concedida por Cale durante um jantar oferecido aos clientes da América Latina, no charmoso restaurante Olives, em Boston, na semana do evento RIMS 2010.
Por que apenas clientes da América Latina neste jantar?
Este jantar é especial. Tem história. Há oito anos, Jorge Luzzi, gestor de risco da Pirelli no Brasil, recebeu o prêmio de gerente de risco do ano da RIMS. Foi o primeiro brasileiro, e único até hoje, a vencer a premiação da entidade. Quando isto aconteceu, em 2002, o convidei para um jantar. Éramos menos de dez. No ano seguinte, 18. Depois 25. Olha só quanto somos hoje! Mais de 100. No final do jantar, todos os nossos clientes, e também os futuros clientes, se encontrarão em uma festa de confraternização.
A crise trouxe um desafio para todos, especialmente para os corretores. O senhor concorda?
Trouxe uma enorme oportunidade de fazermos negócios. Os riscos emergentes são um grande desafio para as corporações multinacionais, tornando o risco dos negócios muito mais complexo. E este é o grande desafio da Aon. Treinar seus executivos constantemente para que eles possam oferecer as melhores soluções para os clientes.
É uma grande aposta no relacionamento. Isso funciona em tempo de crise ou o preço conta mais?
Este é um mercado de relacionamentos. Ninguém mais no grupo se vê como um simples vendedor de seguro. O desafio é criar soluções inovadoras para as necessidades dos clientes, pois só assim se cria um relacionamento de longo prazo, sustentável, que traz benefícios para todas as partes. É uma grande mudança cultural e nos obriga a compreender realmente o negócio dos nossos clientes e os riscos que eles enfrentam neste período marcado por mudança climática, por atentados, pandemias e reformas no arcabouço regulatório de vários setores, principalmente o financeiro. E os clientes já percebem nosso diferencial, como mostra o nosso crescimento.
Com o senhor vê a América Latina?
A região tem apresentado crescimento sustentável, com indicadores macroeconômicos sólidos. Há emprego, aumento da renda. Há crédito. Isso faz a economia girar e o país crescer. Todo o mundo olha para a América Latina. Veja o Brasil. Um dos últimos países a entrar na crise e o primeiro a sair. Ainda por cima foi o escolhido para sediar a Copa em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016. Quer mais?
Pelo jeito o senhor está bem entusiasmado com o Brasil.
Como não estar. As grandes empresas estão ampliando investimentos no Brasil. E as empresas brasileiras estão se internacionalizando. Veja empresas como Vale, Odebrecht, InBev, Pirelli, Mercedez Benz. E por que essas empresas estão investindo no Brasil? Por que temos uma enorme população que começa a consumir. Se não estou enganado, são mais de 30 milhões de pessoas que deixaram a linha da pobreza para ingressar na classe média. E estas pessoas vão consumir. E por isso as fábricas vão investir na produção. Não tem um dia sem que tenhamos notícias sobre investimentos no Brasil. Isto é fantástico para o país. É um terreno fértil para empresas como a Aon, globalizada, com soluções para os programas mundiais de seguros. Temos um grande potencial de crescer junto com nossos clientes internacionais e vamos aproveitar as oportunidades que temos e também criar oportunidades.
O que a Aon espera da América Latina?
Manter os clientes que já temos e conquistar aqueles que buscam eficiência em seus programas de seguros. Já somos líderes na região, principalmente em grandes riscos. Queremos agora ampliar nossa base de clientes, principalmente no nicho de pequenas e médias empresas e também em seguros pessoais. Por isso estamos criando diferentes produtos, fazendo alianças com seguradoras para juntos termos soluções adequadas para todos os nichos de clientes.
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Crise e acidentes valorizam a profissão do gestor*
Por Denise Bueno em 17/06/2010
*a jornalista viajou a convite da Aon Brasil
“Não poderia haver um momento melhor do que este para ser gestor de risco”, disse Terry Fleming, presidente da Risk & Insurance Management Society (RIMS), na abertura do 60º Conferência Anual 2010 da que reuniu cerca de 9 mil gerentes de riscos das principais corporações do mundo em Boston, Estados Unidos, entre 25 e 29 de abril deste ano. “O mundo está assustado com tantos riscos emergentes e olha para nós a espera de um conselho”.
Com esta frase, Fleming conseguiu sintetizar a relação entre segurados, corretores, seguradoras e resseguradoras observada durante os quatro dias do evento. É sabido que muitas vezes o gestor de seguros é um profissional à parte da administração. Com as crises, no entanto, ele passa a ocupar um lugar de destaque dentro do organograma e tende, cada dia mais, a reforçar a importância da indústria de seguros e seus diversos instrumentos de proteção para os dirigentes das corporações.
Para que possa aproveitar esta oportunidade, o gerente de risco conta com a colaboração do corretor na busca de produtos e serviços que se enquadrem nas necessidades das corporações. “Nosso diferencial é esse. Assessorar o cliente na busca de um produto que ele realmente precisa junto às seguradoras e resseguradoras. Um seguro sob medida, pois cada cliente é único”, diz Jorge Gonzalez Cale, diretor executivo da Aon Risk Services para a América Latina.
Realmente cada cliente tem uma prioridade. Para uns, a crise financeira é um grande temor. Para outros, as catástrofes. O consenso é que todos estão mais conscientes de que ninguém está livre de riscos. O ambiente regulatório e o político lideram a lista de prioridades dos gestores de risco, com 73% das respostas. Ter de arcar com responsabilidade civil em razão de novas regras, encontrar coberturas amplas dentro do preço esperado, desastres naturais, retenção de talentos e ter tecnologia de ponta são as outras preocupações que têm consumido a maior parte do tempo dos gestores de riscos.
Este é o resultado do estudo da Zurich Financial Services, realizado juntamente com o Ceres. A pesquisa Climate Change Risk Perception and Management: A Survey of Risk Manager (Mudança Climática Percepção do Risco e Gestão: Um Estudo de Gerentes de Risco) foi realizada com 200 gestores de riscos para saber como a mudança climática é percebida pelas empresas, sendo 70% com faturamento acima de US$ 50 milhões por ano e 34% acima de US$ 1 bilhão.
A mudança climática é a principal entre os riscos emergentes por afetar diversos tipos de riscos, como o político, de danos físicos, de regulamentação, de imagem, o risco legal e também a própria forma de competição entre as empresas. Por isso, o tema tem sido estudo por grandes grupos em todo o mundo. “Os gestores de riscos das empresas desempenham um papel crucial para ajudar as seguradoras compreenderem de que forma as mudanças climáticas afetam as companhias e o que elas têm mudado na rotina para mitigar riscos”, diz o presidente da Ceres, Mindy Lubber.
Isso explica o conteúdo das mais de 120 palestras. Boa parte delas trazia detalhes do programa Enterprise Risk Management (ERM), lições da crise, seguros financeiros, sugestões de como aprimorar a administração do programa mundial e o cenário atual da indústria. Porém, nada foi mais polêmico do que as comissões contigenciadas, ou seja, valor pago pelas seguradoras aos corretores como uma forma de bonificação pelo desempenho da carteira de clientes.
A direção da RIMS é totalmente contra a prática deste tipo de bonificação. As seguradoras eximem-se da discussão. “Este é um assunto para ser tratado entre corretores e clientes”, diz Edmund Kelly, CEO da Liberty Mutual. Gregory Case, presidente da Aon Corp, defende a transparência. “Este assunto gira em torno do valor que a Aon gera aos clientes, que pagam por este diferencial. Aplaudimos os esforços pela transparência e estamos certos de que podemos ir além do que já fomos até hoje neste sentido. O importante é que cleintes entendam pelo que estão pagando e o valor do trabalho que entregamos a ele”.
No cenário mundial, o céu era de brigadeiro para os gestores de risco até abril. O preço do seguro apresenta queda no mundo todo. “Nem se acontecer uma catástrofe, com US$ 50 bilhões em perdas seguradas, a tendência de queda de preço deverá se reverter”, exagera Even Greenberg, CEO mundial da ACE, para expressar a abundância de capital que a indústria de seguros construiu nos últimos anos de taxas elevadas e coberturas restritas.
Apesar de a indústria de seguros estar capitalizada, para se conseguir um bom contrato é preciso fazer a lição de casa. “A crise nos trouxe muitos ensinamentos, principalmente que ninguém está imune de perdas e que a globalização tornou os programas mundiais de seguros muito mais abrangentes e complexos”, diz Janice Ochenlowski, da Jones Lang LaSalle Incorporated, durante a palestra Effective Global Risk Programs: The Impossible Dream? (Programa Global de Riscos, um sonho impossível?).
Segundo ela, para ter um efetivo programa mundial é preciso entender as culturas e fazer isso localmente. “Há muitas diferenças no marco regulatório de cada país e isto precisa ser respeitado”, reforça Andrew Mackinnon, executivo da Zurich. “Para isto acontecer, a comunicação é a palavra chave em qualquer programa, principalmente nos globais”, acrescenta Clyde Ebanks, executivo da Aon e mediador do painel.
Como disse o presidente da RIMS, Terry Fleming, “o mundo está assustado com tantos riscos emergentes e olha para a indústria de seguros a espera de um conselho”.
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Aon cria espaço “Brasil Room” em evento internacional
Por Denise Bueno em 17/06/2010
*A jornalista viajou a convite da Aon Brasil
A Aon Brasil, em conjunto com os líderes da Aon na America Latina, idealizou e organizou uma sala de encontros, chamada de “Brazil Room”, com o objetivo de transmitir em primeira mão a seus clientes e prospects presentes ao evento, informações atualizadas sobre o mercado de seguros brasileiro. Os clientes tinham muita curiosidade para entender mais deste país que virou moda no mundo, diz Christopher Wellington, diretor da Aon Gobal Client Network.
Segundo Fernando Pereira, vice-presidente e CCO da Aon Brasil, os visitantes tinham grande curiosidade sobre às oportunidades e diferenciais do mercado brasileiro após as recentes mudanças, como a abertura do mercado de resseguro, que atraiu ao país mais de 75 resseguradores em dois anos, e as consolidações de seguradoras, como Itaú Unibanco com Porto Seguro, Mapfre com Banco do Brasil, Marítima com Yasuda, Zurich com Minas Brasil entre outros. “Eles também queriam saber mais sobre o país escolhido para sediar a Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016 e também um forte candidato a ser a quinta maior economia do mundo nos próximos anos”.
O “Brazil Room” também serviu como um espaço para discussão entre executivos e gestores de riscos de empresas internacionais que planejam investir ou ampliar suas operações no país. Os que já estão instalados no Brasil aproveitaram a oportunidade para discutir sobre os riscos a que estão expostos e quais os impactos das mudanças regulatórias dentro do programa mundial. “O número de visitantes ao Brazil Room superou em muito a nossa expectativa, o que nos mostra o acerto desta iniciativa e a importância de se criar um espaço específico para divulgar o mercado brasileiro de seguros, com seus desafios e oportunidades singulares”, diz Fernando Kolling, diretor comercial internacional.
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ERM, um aliado do gestor de riscos
Por Denise Bueno em 17/06/2010
* A jornalista viajou a convite da Aon Brasil
Uma mensagem que ficou clara em boa parte das palestras do evento promovido pela Risk & Insurance Management Society (RIMS), em Boston, em abril deste ano, é que os riscos podem ser gerenciados e reduzidos com a ajuda de programas de fácil compreensão. E quem não se preocupar em conhecer os riscos a que está exposto e buscar soluções para mitigá-los ou neutralizá-los poderá pagar um preço elevado.
O Enterprise Risk Management (ERM) tem sido uma das principais ferramentas para ajudar a previnir os riscos apontados como decorrentes da globalização. Poucas empresas tinham aderido ao programa, desenvolvido por diversas empresas no mundo, entre elas a Aon, até pouco tempo atrás. Segundo Laurie Champion, diretora da área Global Risk Consulting da Aon, o ERM tem sido cada vez mais procurado pelas grandes empresas, ansiosas por reduzir os riscos trazidos com a globalização da economia.
Pete Fahrenthold, presidente da comissão de ERM da RIMS e diretor de gestão de risco da Continental Airlines, comentou durante o lançamento de um estudo sobre ERM, que os gestores de riscos precisam analisar atentamente os riscos emergentes para garantir que a corporação terá longevidade, sem estar exposta a perdas ocasionadas em setores ou partes do mundo que sequer fazem parte da cadeia de produção da companhia.
As características dos riscos emergentes foram identificadas no novo estudo divulgado pela RIMS no evento. Entre elas o relatório cita o alto grau de incertezas gerado com o aquecimento global, pandemias, terrorismos e riscos financeiros. Exemplos dos riscos emergentes não faltam. Entre eles temos as complexas operações financeiras, principalmente as conhecidas como subprime, que derrubaram as economias ao redor do mundo em setembro de 2008 até a erupção do vulcão Eyjafjallajokull, na Islândia, evento que causou o maior caos aéreo do mundo no mês de abril.
Afinal, quem poderia imaginar que o simples fato de ter deixado de colocar uma tampa no poço de petróleo operado pela British Petroleum (BP) causaria o naufrágio da plataforma Deepwater Horizon, mataria 11 pessoas e ainda causaria o maior vazamento de óleo da história da indústria petrolífera, trazendo impactos no preço do seguro ao redor do mundo. “Muitos exemplos recentes mostram que os riscos emergentes precisam ser mensurados para tornar as operações menos suscetíveis a acidentes”, diz Champion.
Segundo a Aon, alguns princípios básicos podem ajudar na avaliação dos resultados do ERM. “Apesar de num primeiro momento parecer complexo, o ERM existe para facilitar o dia a dia da corporação”, diz Tom Wimberly, executivo da Aon Solutions. O primeiro de todos é o envolvimento e comprometimento do Conselho de Administração com o programa. Isso porque o ERM busca desenvolver uma cultura que incentiva a participação e responsabilização de todos os níveis da organização. Sem isso, o sucesso do programa fica comprometido.
Com a adesão dos diversos níveis hierárquicos da companhia, a geração de valor do programa logo será percebida, principalmente no que diz respeito à transparência da comunicação para formar uma base de dados capaz de agilizar as decisões, o planejamento e a estruturação dos negócios. Esta base é formada pelo levantamento de riscos do negócio em si, dos fornecedores e dos riscos atuais da economia globalizada.
Com o levantamento, o gestor de risco pode mapear os riscos e criar soluções, minimizando os impactos para a corporação, protegendo os ativos e a imagem da organização”, diz Wimberly. Outro benefício gerado pelo ERM, segundo os técnicos, é o melhor uso de capital, protegendo áreas mais expostas e otimizando recursos antes alocados de forma inapropriada ao risco.
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Empresas buscam contratos milionários*
Por Denise Bueno em 12/05/2010
matéria produzida com exclusividade para o especial Infraestrutura, do jornal Valor Econômico, publicado dia 12 de maio de 2010*
O risco de uma crise no mercado de seguros mundial, em consequência da turbulência financeira iniciada na Grécia e que já atinge outros países europeus, começa a ser alvo de atenção das principais seguradoras e compradores de seguros no Brasil. A criação da seguradora estatal Empresa Brasileira de Seguros (EBS) pelo ministro da Fazenda Guido Mantega aconteceu exatamente um dia antes de um forte estresse vivido pelo mercado financeiro mundial. No dia 6 de maio, investidores do mundo todo se assustaram com a queda de 9% na Bolsa de Nova York, durante o dia. No final do pregão, porém, a principal bolsa do mundo amargou uma baixa de 3,2%.
As seguradoras são investidoras institucionais e recebem valores, chamados de prêmios, para garantir pagamentos futuros em caso de perdas de seus clientes. Enquanto essas perdas não ocorrem, as companhias de seguros e de resseguros aplicam os recursos no mercado financeiro. Se o mercado financeiro apresentar perdas, elas também terão prejuízos. A Munich Re, maior resseguradora do mundo, já deu sinais de preocupação. Na sexta-feira, dia 7, afirmou a investidores que talvez não consiga atingir o lucro líquido alvo de € 2 bilhões em 2010, mesmo tendo superado a expectativa do primeiro trimestre, em razão da turbulência financeira.
A incerteza dos mercados aliada a um elevado volume de indenizações pagas com o terremoto no Chile, tempestades na Europa e afundamento da plataforma Deepwater Horizon, alugada pela Brithsh Petroleum da Transoceanda, no Golfo do México, com danos recordes ao meio ambiente, faz com que o cenário realmente seja preocupante para um governo que precisa garantir mais de R$ 1 trilhão em investimentos em infraestrutura do país, como prevê o Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC-2).
Ao criar a EBS, o governo brasileiro quis evitar o risco de passar novamente por um grande aperto como o vivenciado em setembro de 2008, ápice da crise financeira mundial com a falência do banco de investimento Lehman Brothers e a quase derrocada da AIG, até então a maior seguradora do mundo. O susto veio quando todas as garantias para a concretização do “project finance”, com crédito de R$ 6,2 bilhões, da Usina Santo Antonio, com prazo de 25 anos, estavam negociadas e com a crise vários seguradores e resseguradores foram obrigados e sair do contrato ou reduzir a participação em razão da crise. Principalmente a AIG, socorrida pelo Tesouro americano com US$ 180 bilhões, e que tinha uma fatia significativa no acordo da terceira maior hidrelétrica do mundo no Rio Madeira.
De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a EBS não concorrerá com o mercado, porque a concessão de seguro garantia ocorrerá sempre em consórcio com o setor privado. A seguradora estatal será a responsável por administrar os fundos garantidores do governo e também a concessão de seguros não cobertos pelo mercado. Sendo uma seguradora, os recursos dos fundos serão ampliados, uma vez para cada real de risco assumido pela seguradora pode garantir vários mil reais em volume de empréstimos.
A EBS será usada pelo governo caso haja necessidade. Se a atual turbulência financeira for superada, a indústria de seguros tem farta oferta de capital para o Brasil. Estão presentes no país praticamente todas as maiores seguradoras e resseguradoras do mundo. Todas elas disputam os contratos milionários dos investimentos em infraestrutura que suportarão o crescimento da economia do Brasil e também que visam preparar o país para ser o anfitrião da Copa em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016.
São várias frentes de negócios. Desde o seguro que garante que o consórcio vencedor do leilão irá honrar o preço ofertado até o atraso no início de funcionamento de uma hidrelétrica, por exemplo. A Liberty International Underwriters (LIU), divisão de riscos especiais da Liberty Seguros, foi a vencedora da licitação para a emissão da apólice de seguro de transporte de parte das turbinas e subestações relacionadas, que serão usados na construção da hidrelétrica de Jirau, uma das maiores obras do PAC.
A apólice, com prêmio no valor de US$ 1,1 milhão, terá vigência de dois anos e dez meses e prevê cobertura de US$ 335 milhões para danos ocorridos no deslocamento de 18 turbinas e subestações fabricadas na China e Coréia, respectivamente. A apólice contempla uma cobertura adicional de R$ 286 milhões para o caso de atraso no início das operações de Jirau decorrente de problemas no transporte dos equipamentos desde o fabricante até o local de instalação no Rio Madeira.
“Este tipo de cobertura não era aceito pelo Instituto Brasileiro de Resseguros (IRB) antes da abertura do mercado. Neste programa, incluímos esta nova cláusula que é amplamente aceita no mercado internacional e traz novas garantias para as empresas envolvidas no projeto”, diz Paul Conolly, diretor da LIU, que projeta crescimento de 46,5% em grandes riscos em 2010.
Segundo o suíço Emanuel Bats, responsável pela carteira de seguro de riscos de engenharia da Zurich, o grupo atende 134 das 225 construtoras globais, entre elas as principais brasileiras. Luciano Calheiros, diretor da área de seguro patrimonial da Zurich, afirma que há capacidade suficiente no Brasil para investimento de qualquer porte. “Temos US$ 140 milhões em capacidade para contratos de risco de engenharia, o suficiente para garantir a perda máxima de um projeto com investimentos de R$ 1 bilhão”, diz. Em seguro garantia, a capacidade é de US$ 500 milhões e em transporte de grandes equipamentos a Zurich tem US$ 90 milhões por embarque.
A agressividade espanhola tem rendido contratos para a Mapfre, entre eles o da Transnordestina, ferrovia com mais de 1,8 mil quilômetros no Nordeste do país. Nos contratos de seguros envolvendo Copa e Olimpíada, a expectativa da Mapfre é de que o setor terá uma receita extra de R$ 1 bilhão em contratos diversos. “Nos preparamos para ter no mínimo uma fatia de 10%”, diz Octavio Bromatti, diretor de grandes riscos da subsidiária da Mapfre, maior grupo segurador da Espanha e da América Latina em riscos patrimoniais.
Felipe Smith, diretor-técnico da Tokio Marine, está de olho no mercado de petróleo e gás. A expectativa é de que os investimentos atinjam R$ 295 bilhões entre 2010 e 2013, de acordo com projeções do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Só para embarcações são R$ 18,2 bilhões do BNDES”, afirma. A canadense Fairfax começou operar no Brasil no inicio deste ano e conta com quase 40 profissionais para desenvolver negócios corporativos.
Entre as resseguradoras, a subsidiária local da alemã Munich Re fechou o contrato de resseguro para as seguradoras ACE, RSA e Allianz, que juntas dão coberturas para proteger a Impsa dos riscos de construção de 10 instalações eólicas em Santa Catarina, com ativos segurados que superam US$ 1 bilhão, segundo Christian Garbrecht, executivo responsável por desenvolvimento de negócios da Munich Re.
Entre os corretores de seguros e de resseguros a briga promete ser intensa. “Temos mais de 900 projetos de infraestrutura com investimentos de US$ 3 bilhões até 2030″, diz Marcelo Elias, diretor de infraestrutura da Marsh Brasil e América Latina. A Aon investe na captação dos negócios entre os clientes mundiais e no Brasil aposta no treinamento. “Fizemos mais de 15 mil horas de treinamento e mandamos mais de 20 técnicos para serem treinados no exterior”, acrescenta Fernando Pereira, da concorrente Aon.
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Oito fatos marcantes do grupo Aon
Por Denise Bueno em 18/03/2010
A Aon, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, divulgou alguns fatos interessantes sobre a importância do grupo no mundo de seguros. Uma divulgação interessante para o público em geral. No Brasil, a Aon foi quem pagou, de uma única vez, a maior indenização. Trata-se do cheque de quase meio bilhão de dólares entregues a Petrobras em razão do afundamento da P-36, em 2001.
1. Há uma chance de 1 em 2 de que o seu celular foi produzido por um cliente da Aon
2. Clientes da Aon são responsáveis pela fabricação de 70% dos mais vendidos medicamentos no mundo
3. No Reino Unido, mais de 5 bilhões de litros de leite por ano são fornecidos por empresas seguradas através da Aon
4. A subsidiária da Aon do Reino Unido administra a previdência de mais de 1,5 milhões de pessoas – que é mais do que a soma das populações de Glasgow,Sheffield e Bradford
5. Em 2009, a Aon estruturou o seguro de cinco filmes vencedores do Oscar na premiação anual da Academia. No total, a Aon fez o seguro de 16 dos 26 filmes que concorreram ao Oscar.
6. A Aon tem a maior quota do mercado mundial de seguros espacial
7. Uma em cada 2 bananas no mundo é transportada por uma empresa com seguro estruturado pela Aon
8. Sete entre as 10 maiores companhias aéreas do mundo são clientes da Aon
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Aon prevê taxa estável para seguro aéreo
Por Denise Bueno em 19/02/2010
A Aon divulgou ontem um estudo sobre as taxas de seguros que envolvem o setor aéreo. A pesquisa afirma que as taxas de seguros para aeroportos, fabricantes e operadores de controle aéreo recuaram 2% em 2009. O número de passageiros recuou 3,5% em 2009, apesar do mês de dezembro ter registrado alta de 4,5% comparado com 2008. A Aon acredita que os preços para este nicho de clientes deverão se manter estável, com viés de baixa.
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Aon mantém faturamento estável em 2009
Por Denise Bueno em 05/02/2010
O grupo Aon Corp., dono de uma das maiores corretoras do mundo, manteve o faturamento estável em US$ 7,5 bilhões em 2009. O lucro líquido, no entanto, apresentou queda de 49%, passando dos US$ 1,4 bilhão obtidos em 2008 para US$ 747 milhões em 2009, segundo balanço divulgado hoje. A divisão de seguros registrou alta de 3% no faturamento, para US$ 6,2 bilhões. O resultado do quarto trimestre de 2009, de US$ 198 milhões, foi significativamente melhor do que a perda de US$ 6 milhões em 2008.
Segundo Greg Case, presidente da Aon, os resultados do quarto trimestre refletem o desempenho operacional sólido, apesar das difíceis condições econômicas e um declínio de 63% do lucro com investimento. “Nossos executivos têm feito um excelente trabalho de apoio aos nossos clientes em todo o mundo. Começamos 2010 bem posicionados na indústria de seguros”, comenta na nota divulgada.
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Aon adquire corretora especializada em garantia
Por Denise Bueno em 08/12/2009
A Aon Risk Services adquiriu a Allied North America, uma das mais importantes corretoras de seguro garantia e construção dos Estados Unidos. Bill Marino, atual presidente da Allied assumirá a divisão de negócios após a finalização do negócio. Detalhes da compra não foram divulgados. Steve McGill, presidente e CEO, disse que o acordo reforça a forte posição do grupo no setor de construção.
Segundo divulgou em nota Gregory C. Case, presidente da Aon Corp., a compra aumenta a capacidade mundial do grupo em ofertar melhores soluções para este segmento de negócios. De acordo com dados divulgados na mídia internacional, a combinação das duas empresas vai gerar uma carteira com mais de US$ 3 bilhões em volume de prêmios e mais de 750 profissionais em 26 escritórios espalhados pelo mundo.
O novo parceiro de negócio da Aon agrega mais de 3 mil contratos e projetos, com taxa de retenção de 97%, atuando nas mais diferentes linhas de negócios, como parcerias público privadas, riscos de construção, residencial e serviços especializados.
A Allied North America tem sede em Jericho, Nova York. Foi fundada em 1979, focada no segmento de construção. Com mais de US$ 850 milhões em prêmios em 2008, é a 17ª maior corretora independente nos EUA de ramos elementares, segundo o Insurance Journal.
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