Bradesco bate recorde na venda de seguro residencial
Por Denise Bueno em 16/11/2011
Tanta chuva, tanto estrago. O bom é saber que as pessoas que compraram seguro poderão ter uma ajuda com o recomeço da vida após a tragédia de perder tudo ou parte da casa com enchentes ou vendaveis que assolam São Paulo e Minas Gerais. Hoje a Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros, responsável pelos seguros patrimoniais do Grupo Bradesco de Seguros, contou à imprensa que conseguiu fato inédito: em setembro de 2011 a carteira de seguros residenciais atingiu 1,8 milhão de apólices. Nos primeiros nove meses de 2011, o faturamento desse ramo cresceu 49,2%. Ou seja, muitas pessoas passam a ter um seguro de casa!!!
“Diante dos crescentes riscos causados pelos fenômenos climáticos, focamos nesse mercado e criamos modelos de apólices mais simples e massificadas para sensibilizar os proprietários a garantir o principal patrimônio da família”, afirma Ricardo Saad, presidente da Bradesco Auto/RE, em nota divulgada. Segundo o grupo, o seguro residencial da Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros foi considerado a ‘Escolha Certa’ por levantamento realizado pela ProTeste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Na avaliação final, em que foram analisados seis perfis de propostas de seguros e algumas coberturas adicionais, a Seguradora obteve a melhor pontuação.
Cesce debate seguro de crédito diante da crise
Por Denise Bueno em 28/10/2011
A crise mundial pode gerar uma mistura explosiva para as empresas, que buscam mitigar riscos por meio do seguro de crédito, uma ferramenta de gestão e de transferência do risco de inadimplência das empresas para as seguradoras. Para falar desse assunto, a Cesce, uma das maiores seguradoras de crédito do mundo, e a Serasa Experian, realizaram em outubro o I Fórum CesceBrasil – Serasa Experian, em São Paulo. O objetivo foi discutir o cenário da Crise Mundial e a gestão de risco, analisando as perspectivas e os mecanismos de proteção para as empresas e indústria brasileira.
Maurício Molan, economista-chefe do Banco Santander, apresentou um panorama sobre a Crise Financeira Internacional. O diretor internacional do Grupo Cesce, Manuel Alves, veio ao Brasil para apresentar a experiência europeia da gestão de risco na crise e compartilhar informações estratégicas sobre os mecanismos de proteção (incluindo o seguro de crédito) utilizados pelas empresas para superar o cenário desfavorável.
Veja abaixo entrevista concedida por Manuel Alves (foto) ao Blog Sonho Seguro:
Como a crise afeta o seguro de crédito?
O segmento é afetado de forma direta e indireta pelo agravamento da situação econômica, a qual influi de forma significativa sobre as contas e a solvência das empresas. Isso acontece pois hà redução da demanda interna, o que reduz as vendas das empresas. Além disso, a presente crise pelas suas especificidades financeiras que levaram a uma forte restrição do crédito bancário incide particularmente sobre a capacidade de manutenção dos prazos de pagamento. Podemos dizer que, do ponto de vista do risco de inadimplência, a redução das vendas e simultaneamente do crédito constitui uma mistura explosiva. Por outro lado, a crise, justamente pela percepção do aumento do risco de inadimplência é também uma oportunidade para que as seguradoras de crédito possam demonstrar os benefícios do produto e para aumentar a penetração do seguro no tecido empresarial.
Que dicas temos para as empresas poderem comprar um seguro em tempos de crise com coberturas abrangentes e preços acessíveis?
Em primeiro lugar, creio que o preço do seguro de forma absoluta é pouco relevante e até enganoso. O desafio para as empresas é fazer a contabilidade entre o custo total da gestão do risco, o qual inclui os custos de análise dos seus clientes, os valores das eventuais vendas não cobradas, o custo da gestão dos processos de cobrança contenciosa, os custos do financiamento das contas de clientes e ainda as vendas que deixam de efetuar devido ao aumento da probabilidade de inadimplência e aquilo que pagam pelo seguro, mais a margem resultante do aumento das suas vendas.
A gestao de risco fica por conta da seguradora?
O que ocorre a muito curto prazo é que além da vantagem da transferência do risco, a gestão profissional e especializada efetuada pelas seguradoras reduz enormemente os valores da inadimplência dos compradores, uma vez que a seguradora aplica todo o conhecimento disponível externamente e ainda a sua informação gerada internamente com todas as apólices, para determinar um limite de risco a cada comprador e acompanha o seu comportamento ao longo do contrato de seguro, de forma muito próxima. É muito frequente que os piores pagadores se concentrem mais como clientes das empresas que não têm seguro, reduzindo as perdas daquelas que estão seguradas pelo efeito dessa gestão especializada.
O Brasil mantém seu crescimento e a inadimplência, de certa forma, sob controle. Isso faz com que os clientes aqui tenham condições diferenciadas de outros países do mundo que enfrentam crise, inclusive de risco soberano?
Com efeito, o fato de as empresas brasileiras concederem aos seus clientes em geral prazos de créditos mais curtos, bem como o bom ambiente econômico do país, reduz a disposição das companhias para utilizar esta ferramenta tal como determina que os custos de gestão sejam inferiores e o seguro possa ter um custo médio mais baixo se comparado com outros mercados. Em todo caso, a concorrência e necessidade de expansão das empresas para mercados externos ou novos setores do mercado doméstico obrigará a alterações das condições tradicionais de concessão de crédito comercial e a uma análise e vigilância mais incisiva posta à disposição das empresas através do seguro de crédito.
Acredita num aumento da inadimplência no Brasil?
Existe a perspectiva de que a baixa inadimplência do mercado brasileiro possa aumentar a curto prazo pelo simples efeito do aumento do crédito na Economia já que o Brasil registra também uma taxa de endividamento das empresas bastante mais baixa do que ocorre em outros países. A inadimplência poderia ainda aumentar mais rapidamente em caso de redução do crescimento econômico. Neste contexto, dispor de um seguro de crédito para apoiar a expansão é evidentemente uma vantagem competitiva enorme.
De que forma o rebaixamento de rating de países impacta os preços de seguro garantia praticados no Brasil?
Num mercado com características globais como o em que vivemos, os efeitos acabarão por fazer-se sentir nos mais variados aspectos e em todas as latitudes. No entanto, pode prever-se que o efeito sobre o seguro garantia no Brasil possa ser de pequeno significado. O risco mais evidente – que por enquanto não se faz sentir – poderia ser a redução das capacidades das seguradoras em assumir determinado tipo de riscos muito elevados, e que têm uma parte distribuída ao mecanismo de resseguro internacional, com intervenção em grandes grupos financeiros mundiais.
Qual a perspectiva para o seguro de crédito mundial diante dessa crise que não tem data para acabar?
Creio que o seguro de crédito tem cumprido a sua função essencial de proteção do patrimônio das empresas contra a inadimplência dos seus clientes tanto em períodos de bonança econômica como em períodos de crise. Todavia, as seguradoras não têm todas as mesmas perspectivas nem o mesmo comportamento perante a crise.
Como a Cesce se preparou para esse período recessivo ou explosivo, como citou?
No grupo Cesce, desenvolvemos mecanismos potentes de classificação e gestão do risco que permite oferecer aos nossos clientes de seguro de crédito grande estabilidade na proteção das suas vendas a crédito mesmo em períodos de crise, prevenindo perdas. Alteramos o nosso modelo de negócio exatamente para responder a essa exigência e tivemos um comportamento no período mais grave de 2008 e 2009 reconhecido pelo mercado de grande inovação e diferenciação. O nosso objetivo é que o nosso produto possa manter a sua oferta de proteção durante o período de crise sem necessidade de retirar proteção de forma quase total nos momentos em que as empresas mais necessitam dela. Queremos diferenciar-nos por oferecer uma nova concessão de gestão integral do risco e que possa aumentar as potencialidades do produto de forma a aumentar o seu interesse para as empresas.
UBF, controlada pela Swiss Re, negocia com BNDES
Por Denise Bueno em 22/09/2011
Em coquetel realizado na última terça-feira, a UBF Seguros, controlada pela Swiss Re e com participação do IFC, braço financeiro do Banco Mundial, informou a jornalistas presentes que tem tido conversas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para desenhar um seguro garantia, na modalidade complention Bond, que atenda às necessidades do banco de fomento, responsável por 70% da liberação de recursos para investimetnos em infraestruturas desenhados no formado de project bonds.
Em 2011, o BNDES já contabilizou 127 operações de Project finance, envolvendo R$ 4,3 bilhões. A expectativa da UBF é ter a apólice pronta em dois meses. Ter seguros adequados poderá ajudar a destravar a fila de linhas de financiamentos nas agendas de bancos, empresas e governos, que buscam reduzir custos e mitigar riscos para dar vazão as necessidade de infraestrutura do pais.
O evento, repleto de executivos importantes, marcou a despedida de Luiz Foz, que abraça novos desafios depois de décadas dedicadas ao setor, principalmente em seguro garantia e agronegócios, e a chegada de Filipe Bonetti (foto), que vem desenvolvendo sua carreira na segunda maior resseguradora do mundo. “As empresas europeias são de uma gentileza incalculável. Veja que bela homenagem a um executivo que deixa o grupo”, comentou um dos executivos presentes.
Além da homenagem a Foz, a UBF aproveitou para mostrar o quanto aposta no Brasil. Segundo Bonetti, a seguradora já entrou em três contas do consórcio que disputam seguros da Comperj, maior complexo petroquímico do Rio de Janeiro. Estimativas do governo apontam para mais de R$ 1,3 trilhão em investimentos necessários para infraestrutura no Brasil. Desses, quase R$ 100 bilhões para a Copa do Mundo e R$ 150 bilhões para a exploração do pré-sal. Em praticamente todos esses contratos há programas de seguros para mitigar riscos dos investidores.
Bonetti conta que o segundo semestre está mais movimentado, por conta da disputa pelos seguros de aeroportos e portos. No entanto, tudo depende da estruturação dos financiamentos das obras de infraestrutura que irão preparar o país para crescer e sediar os mundiais esportivos. Outro produto que está na prateleira visando abocanhar negócios com o crescimento sustentável do Brasil é o de garantia ambiental.
Claudio Afif volta a atuar em seguro com a Segurar.com
Por Denise Bueno em 18/08/2011
A prova de que a indústria de seguros está cada dia mais moderna é a aposta dos investidores na venda online, que há anos tenta avançar, mas acaba em “pizza” diante do lobby de corretores e seguradores inseguros com a concorrência. Agora ninguém segura mais o avanço do Brasil, que figura entre os principais indicadores de uso de mídias sociais, venda de celulares e acesso a internet, que esse novo canal de vendas.
A novidade do dia vem da segurar. com., a primeira empresa pontocom brasileira do segmento de seguro. A corretora acaba de ganhar um sócio de peso: Claudio Afif Domingos, que conseguiu criar uma das seguradoras mais modernas há mais de dez anos, a Indiana Seguros, quando tecnologia ainda era um assunto longe das prioridades do setor. Em meados de 2000, a avançada base tecnológica de venda e de pagamento de indenização despertou a atenção do Bradesco, que se tornou sócio da família Afif. Em 2008, a modernidade da companhia atraiu a americana Liberty Mutual, que comprou o controle da companhia.
Desde então, o inquieto Afif, um apaixonado pelo mercado de seguros há mais de 40 anos, vem buscando uma forma de investir no setor. E encontrou. Ele assume como Advisory Board da operadora comercial 100% online fundada pelos empreendedores José Augusto Correa, Oswaldo Romano Jr. e Rodrigo Veloso. Também fazem parte do grupo de acionistas investidores com expertise técnica do Vale do Silício e executivos da Catterton Partners, um dos maiores fundos de bens de consumo dos Estados Unidos, também fazem parte do negócio.
Segundo informações da corretora, a chegada de Afif Domingos completa o time da Segurar.com e está diretamente vinculada à estratégia da empresa de aceitar apenas investidores que tragam conhecimentos específicos e complementares ao negócio. Experiência é o que não falta ao novo conselheiro:
Além da vice-presidência da Indiana Seguros e da CNSeg (na época, Fenaseg), Afif presidiu o Sindicato das Empresas de Seguros de São Paulo e da Associação Nacional das Companhias de Seguros. Por 18 anos, Afif foi membro do Conselho Nacional de Seguros.
Frente à atual fase do mercado e ao potencial de vendas online, a entrada da família Claudio Afif Domingos no negócio é considerada estratégica pelos fundadores da empresa. “Além de contribuir com sua experiência de mercado, sua participação é vital na abordagem e diálogo com os principais grupos seguradores”, avalia Oswaldo Romano Jr., CEO da Segurar.com.
“Temos sido muito bem recebidos e estamos fechando bons negócios em praticamente todas as seguradoras para quem apresentamos nosso modelo”, revela. “Avançamos com as negociações da parte comercial e os resultados têm sido excelentes, a entrada de Claudio Afif Domingos era uma peça que nos faltava”, admite José Augusto Correa, Presidente do Conselho.
“O mercado segurador mantém, há muito tempo, uma postura conservadora na distribuição de seus produtos, não tendo como dinamizar suas vendas”, diz. Para ele, “a internet é uma realidade inegável e a Segurar.com pode ser o suporte perfeito para viabilizar esse grande avanço que é a venda online, favorecendo, inclusive, os próprios corretores que estiverem interessados em acompanhar o amadurecimento do setor”.
Por enquanto, a Segurar.com atua apenas no Brasil, mas o objetivo é estender seus serviços para a América Latina. De acordo com Romano, no início de 2012 diversas modalidades de seguros estarão disponíveis para aquisição via Internet. “A composição do time estratégico da Segurar.com é uma fase finalmente concluída, que abre caminho para aprofundar nossas ações de marketing e parcerias”, comenta Romano, em nota divulgada.
Generali tem novo presidente
Por Denise Bueno em 16/08/2011
Desculpem a falta de tempo. Mas para pelo menos registrar as mudanças na Generali, segue a íntegra do comunicado oficial divulgado pela subsidiária brasileira de uma das maiores seguradoras da Itália.
Comunicado oficial
Doutor em Economia e Comércio pela Universidade de Roma, Claudio Mele assumiu a presidência da Generali Brasil Seguros com o desafio de reposicionar a seguradora no mercado de seguros. “A prioridade é a retomada do crescimento nas principais capitais do País, bem como a interiorização de suas atividades, com ênfase na otimização das operações e nos serviços oferecidos tanto para os corretores de seguros quanto para os segurados”, explica o executivo ao falar sobre a nova estratégia de atuação da companhia, onde já trabalhou antes de assumir o comando do Escritório Regional da Generali para a América Latina, cargo que acumulará com a nova função.
Faz parte ainda desse processo de reorganização da companhia a criação do Conselho de Administração, cuja presidência foi entregue ao experiente José Alves, que agrega 37 anos de experiência exercidos em cargos de liderança em diversas empresas do Grupo, como atualmente na Generali Portugal, onde permanecerá na presidência também do Conselho de Administração.
Outro ponto importante dentro do novo modelo de gestão da companhia é a nomeação de Mário Jorge Cruz diretor Comercial e de Marketing. Ele assume respondendo por todas as sucursais e filiais da companhia, além de conduzir a gestão de marketing, a organização comercial e a central de atendimento. Administrador de empresa pós-graduado em Gestão Estratégica de Marketing pela Fundação Getúlio Vargas, Mário Cruz atua há mais de 25 anos no mercado segurador, na direção tanto de áreas técnicas quanto comerciais de seguradoras nacionais e multinacionais. Ele ingressou na Generali Brasil em 1996.
Com as mudanças já feitas e em andamento, Claudio Mele afirma que a Generali pretende continuar exercendo papel ativo de agente do processo de evolução da economia brasileira, acrescentando que o propósito é manter a companhia rumo ao crescimento, sem descuidar da rentabilidade. Segundo ele, a companhia concluiu um plano de ação voltado para os próximos três anos, cujo objetivo central e elevar o nível tecnológico de suas operações. E reitera que o foco é a expansão nas principais capitais do País e a interiorização. “Nessa linha, a companhia esta investindo na qualificação da prestação de serviços oferecidos a segurados e corretores de seguros, assim como no aperfeiçoamento das plataformas operacionais e de produtos direcionadas para o segmento corporativo, para as pequenas e médias empresas (PMEs) e para seguros massificados”, complementa Mário Cruz.
Nessa caminhada, Claudio Mele acrescenta que os colaboradores também terão papel de destaque, no trabalho em equipe, na dedicação ao atendimento personalizado e no aperfeiçoamento do processo de relacionamento com os corretores de seguros. “O Corretor é nosso principal canal de distribuição. Ele ocupa papel de extrema relevância no avanço da Generali e na conquista de um lugar de maior destaque no mercado”, conclui o executivo.
Câncer do ator Reynaldo Gianecchini traz à tona o risco de doenças graves
Por Denise Bueno em 11/08/2011
O diagnóstico de câncer linfático do ator Reynaldo Gianecchini, aos 38 anos, no auge da carreira, deve desencadear uma grande procura por um seguro até então pouco conhecido dos brasileiros. O seguro de vida, com cobertura para doenças graves. Em caso de diagnóstico de alguma doença listada no contrato, o titular recebe em vida um valor determinado para poder usar como quiser, seja na busca pela cura, seja na realização de sonhos ainda não conquistados.
Mas não é fácil conseguir essa cobertura, conta o life planner da Prudential, subsidiária de um dos maiores grupos dos Estados Unidos, especializada em vida. É preciso fazer uma série de exames medicos para detectar doenças pre-existentes. Só depois de ter certeza de que a pessoa não está doente, é que a seguradora aceita o cliente. “Temos de zelar pela rentabilidade da companhia para que ela possa honrar todos os seus compromissos no longo prazo”, defende o profissional de vendas da Prudential, uma das poucas seguradoras que oferecem a cobertura no Brasil.
O Itaú também oferece a cobertura aos clientes Personalitte. Para mulheres, o produto determina apenas cobertura de um valor em vida para diagnóstico de cancer na mama ou no útero. Outro dia minha gerente me mandou uma cotação. O seguro de Vida Mulher, com capital de R$ 142,5 mil, para morte natural e invalidez por acidente e de R$ 60 mil para diagóstico do cancer feminino, custa R$ 120 por mês, para um mulher de 46 anos.
O seguro de vida no Brasil apenas engatinha. No acumulado do ano, o segmento soma faturamento de R$ 7,7 bilhões, crescimento 24,69%. Mas quem tem puxado as vendas é o seguro para acidentes ou morte em viagens e também aquele conhecido como prestamista, que paga a dívida da pessoa em caso de falecimento. Pouco a pouco, tanto as pessoas passam a ter mais interesse por deixar uma renda para a família se reestruturar na perda do mantenedor financeiro como as seguradoras passam a ofertar produtos completos, como o da Prudential.
Índice de propensão à fraude contra seguros caiu de 41% para 24% nos últimos seis anos
Por Denise Bueno em 09/08/2011
*matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)
O índice geral de propensão à fraude contra seguros no Brasil caiu de 41% para 24% nos últimos seis anos. A queda de 17 pontos porcentuais foi constatada em uma pesquisa nacional encomendada pela CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização) e divulgada nesta terça-feira (9 de agosto), no Rio de Janeiro, no Seminário de Prevenção e Combate à Fraude contra o Seguro no Brasil.
“Fizemos em dois momentos (2004 e 2010) um amplo levantamento que indica a propensão do consumidor brasileiro às fraudes em seguros. A proposta do seminário é produzir uma ampla discussão, com a participação de representantes dos mercados segurador e financeiro, sociedade civil e academia para analisar esses dados”, explica Julio Avellar, superintendente-geral da Central de Serviços e Proteção ao Seguro da CNseg.
De acordo com o levantamento encomendado ao Ibope, o índice “não fraudaria o seguro de forma alguma” subiu de 55% em 2004 para 73% em 2010. Já o porcentual de entrevistados que considerava fácil fraudar o seguro caiu 12% em relação à primeira pesquisa, de 37% em 2004 para 25% em 2010. Na qualitativa, os segurados entendem que deve ter ocorrido um aumento das fraudes em seguros nos últimos anos. Apesar disso, há a percepção de que atualmente as empresas do setor utilizam processos e instrumentos mais sofisticados para a detecção e combate à fraude nos seguros.
A pesquisa qualitativa foi aplicada com 12 grupos de discussão, entre 22 e 29 de novembro de 2010, no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Goiânia e Porto Alegre. O levantamento quantitativo foi feito de 7 a 23 de dezembro de 2010 e aplicou 2004 entrevistas. A margem de erro da pesquisa é de 2% e o intervalo de confiança, 95%. “A pesquisa chegou a algumas conclusões: há desconhecimento em relação às punições, a facilidade e a impunidade são fatores de motivação, 4 em cada 10 segurados mostram-se propensos às fraudes e os mais propensos à fraude são os jovens”, resumiu Avellar.
Na pesquisa qualitativa, a percepção é de que as fraudes acontecem em todas as esferas sociais. Mas predomina a ideia de que há maior concentração de fraudes entre pessoas de classes mais altas – maior conhecimento e poder de articulação e menor temor quanto às possíveis punições. Para os entrevistados, pessoas com menor poder aquisitivo têm a dignidade como seu principal patrimônio, são mais temerosas quanto às punições e só se arriscariam em caso de extremo desespero. Esse perfil é confirmado na quantitativa.
De acordo com 61% dos entrevistados, todos os clientes são prejudicados pelas fraudes em seguros; 20% apontaram a seguradora como a maior prejudicada; e para 14%, ambos – a sociedade e a seguradora – são prejudicados. Apenas 1% apontou que nenhum é prejudicado. Para 43% dos entrevistados, os prejuízos são repassados integralmente aos clientes, por meio do aumento dos preços dos seguros; para 39%, os custos são absorvidos em parte pelas seguradoras, e repassados em parte aos clientes, via preços; e 6% disseram que os prejuízos são absorvidos totalmente pelas seguradoras.
Na pesquisa, 52% dos entrevistados afirmaram que denunciariam a fraude contra o seguro caso ficassem sabendo; 36% disseram que não denunciariam caso ficassem sabendo; e apenas 1% disse que já denunciou.
Existem várias medidas de proteção ao seguro, disciplinadas por lei, que visam ao controle e ao desestímulo às fraudes no Brasil. A CNseg mantém relação de cooperação com órgãos policiais e judiciários e parcerias com o poder público (Disque Fraude em Seguros em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, que recebem denúncias anônimas). No Rio de Janeiro, atende pelo número 2253-1177 e nos demais Estados pelo nº 181 (chamada nacional).
Além disso, as seguradoras mantêm canais de denúncia e os órgãos de polícia são os destinatários desse tipo de comunicação. A administração pública e a CNseg mantêm projetos que também se prestam a esse fim, a exemplo do Sistema Nacional de Identificação de Veículos em Movimento (SINIVEM), que auxilia o mercado segurador, a Receita Federal e a Polícia Rodoviária Federal, na identificação de veículos com possíveis irregularidades, através do monitoramento de algumas rodovias nacionais que permitem o acesso a outros países.
Havendo dolo, ou seja, se qualquer desses atos for intencionalmente praticado com vistas à obtenção do resultado ilícito, o responsável poderá responder criminalmente, estando sujeito a uma pena de um a cinco anos de reclusão e multa, além das sanções cíveis, exclusivamente em razão da fraude contra o seguro.
Os tipos mais comuns de fraudes:
1. Emprestar a carteirinha de convênio médico para outra pessoa utilizar
2. Obter mais de um recibo para um mesmo procedimento médico
3. Fazer uma cirurgia plástica, aproveitando-se de um outro procedimento cirúrgico
4. Combinar um superfaturamento de orçamento nas oficinas de conserto de veículos
5. Omitir fatos na vistoria do veículo
6. Falsificar os dados da ocorrência do sinistro seja em caso de roubo, incêndio ou colisão
7. Contratar o seguro de vida, omitindo o fato de que possui doença pré-existente
8. Contratar o seguro de vida, utilizando-se de informações falsas passadas por médicos em atestados de saúde
9. Simular acidente ou a própria morte
10. Atear fogo ao próprio negócio para receber o dinheiro do seguro
11. Utilizar de “notas frias” para reclamar prejuízos
12. Declarar perdas inexistentes
13. Utilizar falsa declaração de roubo Quantificação da Fraude em Seguros
A CNseg também anunciou os resultados do levantamento de Quantificação da Fraude em Seguros, que apontou o impacto da fraude para o mercado segurador e para a economia brasileira. O diagnóstico abrangeu todos os segmentos de seguro – com exceção de Saúde, Previdência Complementar Aberta e Capitalização – e 53 seguradoras, que representam 86% do total de prêmio ganho (líquido, livre de despesas) pelo mercado de seguros em 2010.
A pesquisa apontou que os sinistros com suspeita de fraude somaram cerca de R$ R$ 1,9 bilhão, o que representa 9,1% do valor total dos sinistros do universo pesquisado (R$ 20,9 bilhões). Fraudes detectadas somaram cerca de R$ 370 milhões e as comprovadas, R$ 290 milhões, representando respectivamente 1,8% e 1,4% do valor total de sinistros (R$ 20,9 bilhões). “As fraudes impactam diretamente no bolso dos segurados. Ou seja, a fraude contamina o preço do seguro e a atuar na redução das fraudes é agir em favor do segurado”, afirma Avellar.
Raios elevam pedidos de indenizações, afirma corretora
Por Denise Bueno em 04/08/2011
Raios em São Paulo elevaram em 82% o volume de pedidos de indenização na corretora Vila Velha Seguros, responsável por administrar o seguro de cerca de 12 mil edifícios em São Paulo. Em 2010 foram 107 casos, em 2011 o número de pedidos de indenização para seguradoras passou para 195, somente no 1º trimestre. Os danos causados por vendavais também tiveram um aumento considerável: 41 sinistros, no 1º trimestre de 2010, contra 59, no mesmo período de 2011.
Para o diretor da área de Condomínios da Vila Velha Seguros, Ivanor Montanhana, esses resultados refletem nas taxas de seguros. “Acompanhamos a todo o momento as condições climáticas, pois isso influencia diretamente no valor do prêmio dos edifícios. Além disso, não há nenhum outro fator – como falta de manutenção periódica – que indique este tipo de aumento nos sinistros”, informa o executivo em nota divulgada.
Segundo o estudo da corretora, reclamações originadas por vendavais (ventos com velocidade acima de 60 km p/h) tiveram um aumento de 44% se comparado ao primeiro semestre de 2010. Mas nem todos os sinistros podem ser creditados a variações bruscas do clima. Um exemplo são os danos elétricos causados pelas chuvas. No primeiro trimestre deste ano foram 172 ocorrências, contra 160 sinistros no mesmo período de 2010.
Os principais equipamentos danificados nos edifícios no primeiro trimestre do ano foram: elevadores, bombas de água/recalque, portões de garagem e circuitos internos de filmagem. O Seguro de Condomínio garante o conserto ou ressarcimento desses tipos de sinistros, mas é preciso lembrar que em edificações com mais de 12 metros de altura o uso de para-raio é obrigatório.
Segundo informações do Inpe, a urbanização tende a concentrar os raios em razão do alto índice de poluição atmosférica. A incidência de raios em São Paulo chega a 17 por quilômetro quadrado ao ano, enquanto atinge 15 na Flórida e no norte da Itália, respectivamente as áreas de maior ocorrência na América do Norte e na Europa. Os raios provocaram 230 mortes entre 2000 e 2009 no Estado de São Paulo. Uma forma de minimizar os prejuízos econômicos decorrentes de raios e tempestades, como os provocados pela queda de árvores em São Paulo, é o plantio de árvores mais resistentes.
Fifa e governo confiam no sucesso da Copa 2014
Por Denise Bueno em 29/07/2011
* a jornalista viajou a convite da Liberty Seguros, seguradora oficial da Copa 2014
Se depender dos membros do governo brasileiro e da Federação Internacional de Futebol (Fifa), bem como dos patrocinadores, a Copa do Mundo de 2014 será uma oportunidade e tanto do mundo conhecer um novo Brasil. “O sucesso deste evento é certamente uma amostra do que o Brasil vai oferecer ao mundo nos próximos anos”, disse Ricardo Teixeira, o presidente do comitê organizador da Copa, durante coletiva de imprensa na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, palco do sorteio das eliminatórias, evento que será visto por mais de 600 milhões de pessoas neste sábado, a partir das 15 horas.
O clima de insegurança que cercava boa parte dos integrantes da FIFA semanas atrás em razão do atraso de boa parte das obras de infraestrutura necessária para preparar o país para o maior evento esportivo do mundo virou para um céu de brigadeiro durante o evento que dá o pontapé inicial na Copa 2014 no Brasil. “É importante ressaltar que as 12 cidades-sede já estão com suas garantias financeiras aprovadas pela FIFA. Todos os projetos estão aprovados. Os cronogramas estão dentro dos prazos estabelecidos com o Comitê Organizador. E continuamos trabalhando em silêncio, como sempre fizemos, para oferecer uma Copa do Mundo da FIFA de excelente qualidade”, afirmou Ricardo Teixeira durante coletiva. Boa parte dessas garantais veio da indústria de seguros local e internacional.
O ministro do Esporte, Orlando Silva, sentado ao lado de Teixeira, disse ser natural a preocupação da federação com o cumprimento do cronograma de entrega das obras. “Todos no governo estão conscientes dos desafios que o país tem para superar e empenhados em mostrar ao mundo o que estamos construindo. Temos muitas melhorias a fazer em infraestrutura e estamos focados em oferecer as melhores condições durante o mundial da Fifa”.
Entre os principais desafios, o ministro citou os aeroportos, uma vez que são doze cidades num país continente, o que estimula a mobilidade por meio do transporte aéreo. O ministro afirmou que o tema transporte está na pauta do governo como prioridade, citando a criação do Ministério da Aviação Civil, o projeto de concessões dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Viracopos e a mudança no comando da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
Após a coletiva de imprensa, os políticos, membros da Fifa e jornalistas de várias partes do mundo se dirigiram para o local onde foram montados os estandes das doze cidades sedes e também dos patrocinadores, entre eles a Liberty Seguros, a seguradora oficial da Copa 2014, para conhecerem mais detalhes sobre o esforço de todos para que o mundial seja realmente um sucesso.. “Todos desejam que a Copa 2014 seja um sucesso e com certeza será. A equipe Liberty trabalha para garantir a segurança e a realização deste que é o maior evento esportivo do mundo”, diz Luis Maurette, presidente da Liberty Seguros.
Corretoras Aon e JTL apresentam bons resultados
Por Denise Bueno em 29/07/2011
A Aon Corp divulgou lucro líquido de US$ 258 milhões no segundo trimestre do ano, bem acima dos US$ 153 milhões do mesmo período do ano anterior. No semestre, o lucro avançou 52%, para US$ 504 milhões. O faturamento avançou 48% no segundo trimestre, para US$ 2,8 bilhões. No semestre, 47%, para faturamento de US$ 5,6 bilhões. A área de gerenciamento de risco, comissões e fees representou US$ 3,3 bilhões do faturamento total.
É preciso lembrar que o grupo adquiriu a Hewitt Associates, por US$ 4,9 bilhões, em 2010, o que ajudou a melhorar o resultado do período. Nesta semana, a Aon adquiriu a Westfield Financial Corporation e sua subsidiária, a Ward Financial Group, e se consolidou como a maior corretora mundial, atuando em 120 países e responsável pelo maior volume de prêmio emitidos mundialmente, de US$ 80 bilhões.
A corretora Jardine Lloyd Thompson (JLT) divulgou lucro antes dos impostos de £ 76,4 milhões no primeiro semestre deste ano, 9% acima do resultado obtido no mesmo período do ano passado. O faturamento da corretora avançou também 9%, para £ 411,3 miihões.




