Seguradores gostam de propostas de Alckmin
Por Denise Bueno em 28/07/2010
O plano de governo de Geraldo Alckmin, candidato pelo PSDB ao governo de São Paulo, agradou os executivos do mercado de seguros presentes ao evento promovido nesta quarta-feira, 28 de julho, pelo Sindicato Profissional de Corretores e Seguradores do Estado de São Paulo (Sincor-SP) e Sindicato das Seguradoras, Previdência e Capitalização do Estado de São Paulo (Sindseg–SP).
O ex-governador de São Paulo, acompanhado de seu vice, Guilherme Afif, citou em seu discurso o apoio dado durante o período que esteve à frente do governo à indústria de seguros. Alckmin destacou que São Paulo foi o primeiro Estado a apoiar o seguro rural para o pequeno agricultor com subsídios. Também citou a iniciativa da inclusão de seguro de vida para os policiais civis e militares durante seu governo entre 2001 e 2006.
“Este é um setor que gera emprego, renda, oportunidade e contribui para o desenvolvimento sustentável da economia do Brasil. Vamos de mãos dadas neste promissor crescimento do país, de São Paulo e do setor de seguros”, disse o candidato a mais de 500 pessoas que compareceram ao almoço, com uma presença significativa dos principais líderes da indústria de seguros.
Durante seu discurso, Alckmin citou parte de seu plano de governo, onde estão previstos investimentos significativos em segurança, educação, melhorias de estradas, ferrovias e até mesmo em oleodutos para fazer o transporte de subprodutos do petróleo por um sistema mais barato e seguro para todos. “Só de tirar os caminhões que transportam estes materiais é um ganho e tanto para as seguradoras”, comentou João Francisco, presidente da HDI.
Luis Maurette, presidente da Liberty, também gostou do que ouviu do candidato. “Todos os benefícios que ele pretende em termos de segurança são de vital importância para o mercado de seguros”, comentou. “Quanto mais segurança a população tiver, mais barato custará o seguro. E se o preço for menor, muito mais gente poderá ter proteção”, analisou Pedro Purm, presidente da Zurich Seguros.
Para Renato Campos, diretor da Escola Nacional de Seguros (Funenseg), o interesse de Geraldo Alckmin pela educação é de grande importância para o setor. “Assim como o Brasil precisa investir em educação para ter mão de obra mais especializada, o setor de seguros também precisa. Ter o apoio dos candidatos é importante para desenvolvermos novas parcerias”, disse Campos.
Patrick Larragoiti, presidente do Conselho da SulAmérica, foi um dos que não escondeu grande satisfação quando o candidato ao senado, Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB, disse que ele, e também Alckmin, são totalmente contra a iniciativa do governo federal em criar uma seguradora estatal. “O mercado de seguros já deu muitas provas de que tem capacidade suficiente para atender às necessidades de proteção dos investimentos”, disse Faria em meio a aplausos. “Faço minhas as palavras do nosso governador”, acrescentou.
Geraldo Alckmin também afirmou que vai analisar todas as cadeias produtivas paulistas e, se preciso, reduzir impostos. Foi ele quem comandou a redução da carga tributária de diversos produtos em São Paulo, como as alíquotas da indústria têxtil (de 18% para 12%) – hoje a alíquota está em 7% -, e do álcool (de 25% para 12%). Outro ponto positivo na área de tributação destacado pelo candidato foi a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) dos produtos à base de trigo (farinha, pão, biscoito, macarrão). “O Estado está com uma economia muito dinâmica, tem crescido acima do PIB nacional. Vamos analisar todas as cadeias produtivas, a questão da competitividade. Se preciso vamos reduzir mais os impostos”, afirmou.
Os anfitriões do evento, Mário Sérgio de Almeida Santos, presidente do Sincor SP, e Mário Batista, do Sindseg-SP, agradeceram a presença dos candidatos do PSDB e também o empenho do candidato a deputado federal José Carlos Stangarlini, que há anos tem intermediado o relacionamento entre o setor e o governo estadual.
Stangarlini foi deputado estadual de 1999 a 2007, período em que foi diretor regional da União Nacional dos Legislativos Estaduais-UNALE. Como parlamentar na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo representou com destaque o Mercado de Seguros aprovando leis e medidas importantes para o segmento.
Como deputado federal Stangarlini pretende apresentar novos projetos e dar continuidade aos engavetados na câmara. “Pretendo fazer o que for viável e possível de acordo com as necessidades e urgência. Para isso, é necessário estabelecermos um diálogo. As portas do meu gabinete está aberta a todos”, conclui.
Brasil Alemanha, um boom de negócios*
Por Denise Bueno em 30/05/2010
* a jornalista viajou para a Alemanha a convite da Allianz Brasil
24 horas no dia parece ser pouco para os executivos da Allianz, maior seguradora da Europa, quando o assunto é o Brasil. “Ser presidente da Allianz Brasil é a maior oportunidade que tenho na vida”, diz o chileno Max Thiermann (foto), que há sete anos comanda a subsidiária brasileira e em junho completa 21 anos dedicados ao grupo alemão.
Uma das mais recentes conquistas da equipe Allianz Brasil foi realizar as palestras do segundo dia do Encontro Brasil Alemanha 2010 no Allianz Arena, considerado um dos melhores estádios do mundo. “Esta é uma oportinidade única para todos que nunca vieram aqui antes”, comemora Daniela Satake, executiva de comunicação e relações institucionais da Allianz Brasil.
Assim como Max Thiermann estão outras centenas de executivos alemães e brasileiros. Pelos menos os 700 que estavam reunidos no antigo palácio real Residenz em Munique, Alemanha, neste domingo demonstraram enorme desejo de contribuir pela prosperidade da relação Brasil Alemanha. “Em 2008 tivemos 20 delegações empresariais no Brasil. Em 2010 já são mais de 40”, disse Weber Porto, presidente da Câmara Brasil Alemanha de São Paulo em seu breve discurso durante o jantar Premio Personalidade Brasil Alemanha 2010.
São mais de 1,2 mil empresas alemãs no Brasil, empregando 250 mil pessoas. Nos últimos dez anos, elas investiram mais de US$ 10,3 bilhões no Brasil e nos primeiros quatro meses deste ano o volume já chega a US$ 5,8 bilhões, informou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, homenageado como a personalidade do ano. “A Alemanha é o maior investimento estrangeiro no Brasil e o quarto considerando-se todos os países do mundo”.
Do lado da Alemanha, o homenageado por contribuir para o estreitamento das relações dos dois países foi Bernd Pfaffenbach, secretário do Ministério da Economia e Tecnologia da Alemanha. “O Brasil passou pela crise de forma muito melhor do que a Alemanha. Os bancos brasileiros pouco sofreram devido ao conservadorismo das aplicações e pelas rígidas regras de controle”, comentou.
Pfaffenbach disse estar disposto a continuar seus esforços para que os dois países permaneçam nesta trilha de prosperidade, ampliando as discussões em âmbito mundial. “Vamos retomar as discussões Mercosul e União Europeia que estavam paradas há seis anos”, afirmou, recebendo uma onda de aplausos da platéia.
Em negócios, a Alemanha contabilizou mais de 14 bilhões de euros em 2009. Este valor representa 40% do volume comercial que a Alemanha tem na América Latina, sendo o Brasil o maior mercado. “As empresas alemãs já representam 10% do PIB do Brasil”, acrescentou o ministro. “O Brasil atrai as empresas alemãs como um imã”, disse o presidente da Câmara de Munique.
Este clima de otimismo deverá perdurar por um bom tempo. Estima-se que a Alemanha será responsável por aproximadamente 40% do investimento previsto de US$ 50 bilhões necessários para deixar o Brasil pronto para a Copa e para as Olimpíadas. E a Alemanha tem experiência nisto.
Preparou o país para a Copa de 2006, onde somente com os ingressos das 64 partidas de futebol arrecadou 9 bilhões de euros. Cerca de 3,4 milhões de turistas gastaram 800 milhões de euros no país e outros 6 milhões de euros em diárias de hotel. No Brasil, temos 12 estádios que precisam ser preparados.
“Construir um novo talvez seja mais interessante do ponto de vista de investimento como a Allianz fez no Allianz Arena, com o uso do nome por 30 anos”, opina Max Thiermann. Isso se investir na imagem do nome for o mais importante para o investidor, como fez a seguradora na Alemanha.
‘São muitas oportunidades e elas estão em todos os setores da economia brasileira”, repete o presidente da Allianz Brasil, patrocinadora máster do Encontro Brasil Alemanha 2010. “E a Allianz vem se preparando há anos e está preparada para captar essas oportunidades e para criar novas frentes que tornem a relação entre os dois países ainda mais estreita”.
Encontro Brasil Alemanha começa dia 30
Por Denise Bueno em 25/05/2010
Primeiro gostaria de pedir desculpas aos internautas por ficar sem atualizar o blog diariamente nos últimos dias. Mas esta semana foi corrida demais para deixar tudo pronto para embarcar dia 26 para Munique, Alemanha. Vou cobrir o Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2010, que acontece de 30 de maio a 1 de junho, cujo tema neste ano é “Parceria Brasil-Alemanha: Inovadora, Sustentável e Bem-Sucedida”.
A Allianz é a patrocinadora master e me convidou para divulgar as notícias do evento. A agenda é repleta de encontros, que deverão fortalecer ainda mais os negócios entre os dois países. Serão realizados painéis sobre os temas infraestrutura, portos, indústria automotiva, energia renovável, petróleo e gás, Copa 2014 e Jogos Olímpicos de 2016. Nem tudo é tão sério. Está na programação partidas de futebol no Allianz Arena (foto), onde tenho certeza que o time feminino brasileiro dará um show.
A Alemanha já tem cerca de mil empresas atuando em São Paulo e quer agora ampliar seus investimentos para outros estados brasileiros, principalmente no que diz respeito a tecnologia para os estádios brasileiros. Tendo o Allianz Arena, considerado o melhor estádio do mundo, os alemães têm muito a contribuir com o Brasil, que se prepara para sediar a Copa em 2014.
O Encontro Econômico Brasil-Alemanha é realizado anualmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e sua congênere alemã, Bundesverband der Deutchen Industries (BDI) para celebrar a relação comercial dos países. Em 2009, as exportações brasileiras para a nação germânica somaram US$ 6,17 bilhões, enquanto as exportações alemãs foram de US$ 9,8 bilhões.
A abertura do evento acontece no domingo, durante jantar onde serão homenageados com o Prêmio Personalidade Brasil-Alemanha 2010 o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e Bernd Pfaffenbach, secretário do Ministério da Economia e Tecnologia da Alemanha.
Tenho certeza de que descobrirei muitas notícias lá que contribuirão para estreitar ainda mais o relacionamento entre os dois países também na indústria de seguros. Assim espero. E que tudo dê certo em inglês, pois em alemão só sei guten tag (bom dia), dank (obrigado), rabatt (desconto) e Schuhgeschäft (loja de sapato). Ah, e das auto (o carro), da propaganda da VW.
Zurich promove seminário internacional no Guarujá
Por Denise Bueno em 04/05/2010
A Zurich promove no dia 6 de maio uma conferência internacional no Brasil, o Zurich Corporate Conference. O evento, para 150 convidados, entre eles jornalistas, será realizado no Sofitel Jequitimar Guarujá e vai abordar as tendências e oportunidades do mercado segurador brasileiro, principalmente na área de seguros de grandes riscos.
Segundo o CEO da Zurich Brasil, Pedro Purm, afirmou em nota, o mercado segurador brasileiro vive um momento único. “A economia está em expansão e a cultura do seguro também. Eventos extraordinários como o Pré-sal, a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016, por si só, geram grandes oportunidades”, afirma. No Zurich Corporate Conference, queremos discutir com clientes e corretores as principais demandas, ao mesmo tempo em que vamos apresentar a experiência internacional do Grupo Zurich.
A primeira palestra do dia será “Brasil nos próximos anos – uma visão sócio, política e econômica”, tendo como palestrante Fábio Silveira, economista da RC Consultores. Luiz Barreto, da OCS, corretora cativa do grupo Odebrecht, fará a palestra “Demandas de uma multinacional brasileira”. O tema “Soluções diferenciadas oferecidas pelo mercado segurador” será abordado por executivos estrangeiros da Zurich: Emanuel Balts, Chief Underwriting Officer Engineering Lines Global Corporate, e Nathan Espen, Global Construction Business Development.
“O seguro garantia, crédito doméstico e riscos político – viabilizando o crescimento do Brasil” é tema da palestra de Sean McGroarty, Vice President Emerging Markets nos EUA, e de Eduardo Pitombeira, diretor de linhas financeiras no Brasil. Marcelo Mansur, do escritório de advocacia Mattos Filho, falará no evento sobre “Regulação de sinistros e litígios no mercado aberto”, juntamente com David Colmenares, executivo da Zurich Argentina. O “Gerenciamento de riscos – perspectivas nacional e internacional” ficará a cargo de Alvaro Trilho, gerente de risco da Votorantim, e Hanspeter Frei, Head Global de Risk Engeneering, que atua na matriz da Zurich.
RIMS 2010 começa neste domingo em Boston
Por Denise Bueno em 24/04/2010
Estou em Boston, Estados Unidos, a convite da AON Brasil. O objetivo desta viagem é difundir a indústria de seguros mundial e assim contribuir para que indivíduos, empresas e governo tenham mais informações deste mercado que movimenta mais de US$ 4 trilhões em prêmios anualmente para garantir contratos comprados por indivíduos, famílias, empresas e governos, que buscam no setor formas de mitigar os riscos da sociedade moderna.
Neste ano, o governo do Chile já recebeu indenização de um fundo de catástrofe comprado junto às resseguradoras para ajudar a recuperar o país diante de perdas tão inesperadas e volumosas. No Chile, as perdas econômicas superam os US$ 30 bilhões. Além do governo, a população também já recebe das seguradoras a indenização para retomar a vida. A estimativa é de que as indenizações de seguros somem algo próximo de US$ 7 bilhões. Já no Haiti, infelizmente, o seguro é pouquíssimo contratado. No Brasil, o custo das seguradoras com as chuvas no Rio de Janeiro foi estimado em R$ 60 milhões pelo Sincor-RJ.
Como risco é uma palavra comum a todos no mundo hoje, nada melhor do que discutir quais são os riscos da sociedade moderna, como as mudanças climáticas influenciam a vida das pessoas e o que o setor de seguros tem feito e planeja fazer para minimizar os efeitos da natureza, quais as lições que podemos tirar da crise, quais as soluções que as corretoras, seguradoras e resseguradoras têm para proteger a sociedade.
Todos esses assuntos e como a sociedade pode comprar essas proteções de uma forma mais adequada ao perfil de risco e por um preço mais acessível é o objetivo da RIMS Annual Conference Boston 2010, que tem como principal público os gerentes de riscos das maiores empresas do mundo.
O evento começa no domingo, 25, com atividades sociais. De segunda, 26, a quinta, 29, são dezenas de palestras diariamente, com os mais renovados especialistas e executivos do mundo. Para assisti-los, mais de 10 mil participantes reunidos no Boston Convention & Exhibition Center.
O Brasil não pode ignorar esses debates, uma vez que após dois anos de abertura do resseguro é afetado pelas tendências do mercado internacional. Toda e qualquer movimentação global traz influências para os negócios a partir de agora. Ainda mais que já está provado que o país não é mais imune a catástrofes naturais e pode ter perdas significativas se os projetos de infraestrutura não decolarem ou se não tiverem um bom gerenciamento de risco e garantias. Veja só a Copa 2014. Já temos mudanças a vista em razão da falta de tempo de preparar o país para o sucesso.
Diante desde panorama, a AON quer levar a seus clientes, fornecedores e parceiros no Brasil as principais tendências desta indústria. Ter uma população mais consciente dos riscos e de como pode comprar esses riscos ajudará a fazer com que o Brasil cresça de forma sustentável. Para isso, o grupo me contratou para levar informação a todos que não puderam vir. Espero poder ajudar a divulgar o setor com esta cobertura, que começa amanhã. Agora vou comprar a listinha de pedidos da filhota e de alguns amigos. See you.
Bradesco presta homenagem a Ayrton Senna
Por Denise Bueno em 22/03/2010
A Bradesco Seguros e Previdência, patrocinadora da CicloFaixa de Lazer de São Paulo, patrocinou no domingo, dia 21 de março, evento para comemorar os 50 anos do piloto Ayrton Senna, caso estivesse vivo. O evento contou com Viviane Senna, irmã do piloto e presidente do Instituto Ayrton Senna, ao lado do diretor-presidente da Bradesco Capitalização, Norton Glabes Labes, e do secretário de Esporte e Lazer da Prefeitura de São Paulo, o deputado Walter Feldman, que deram algumas pedaladas no Ibirapuera.
O Bradesco lançou um sorteio. Quem postar a melhor frase em homenagem ao piloto no endereço da internet www.senna50.com.br até o dia 27 vai concorrer a um capacete do piloto, avaliado em R$ 16 mil. Mas tem coisas que não preço. Como ter uma lembrança de quem nunca é esquecido.
O comércio em volta da CicloFaixa também jamais esquecerá o Bradesco. Quem anda pela pista vê a melhora nos bares, restaurantes, padarias e bancas de jornal. Isso que eu chamo de empreendedorismo. Com um atitude tão simples como a CicloFaixa, ajudar tantas pessoas ao mesmo tempo. Sem demagogias: Parabéns Norton e Bradesco!
Começam os debates sobre resseguros no Rio
Por Denise Bueno em 04/03/2010
Teve início há pouco o II Congresso Internacional sobre Resseguros, o Brazilian Reinsurance Conference, no Rio de Janeiro. Cerca de 300 profissionais estão se acomodando no auditório para assistir a abertura do evento. José Carlos Cardoso, diretor-presidente da Scor Global P&C no Brasil, uma das principais patrocinadoras do evento, fará a abertura do encontro, passando a palavra para o Secretario de Finanças do Estado do Rio de Janeiro, Joaquim Levy.
Após o discurso do secretário, que abordará os investimentos do governo para fazer do Rio de Janeiro a capital latina do resseguro, Pierre L. Ozendo, Chairman & CEO, Swiss Re America Corporation, abordará o resseguro como um instrumento financeiro para aliviar o balanço das seguradoras de aumento de capital, uma vez que ao transferir parte do risco para uma resseguradora as exigências de capital baseado em risco diminuem.
O painel seguinte, previsto para as 9h40, reunirá resseguradores, para um breve balanço dos quase dois anos de abertura do setor. Estarão presentes Alberto de Almeida Pais, vice- presidente do IRB-Brasil Re, Benjamin Gentsch, da, SCOR Global P&C, Mark Byrne, president da FlagstoneRe, Paulo Pereira, president da ABER & responsável pela operação da TRC no Brasil; Rolf Steiner, executive da Swiss Re; e Mark Geske, atuário da Transamerica Re.
Em seguida será a vez dos CEOs de seguradoras dizerem o que clientes e seguaradoras esperam dos resseguradores. Estão confirmados no painel Akira Harashima, da Tokio Marine, Luis Maurette, da Liberty, Frederico Baroglio, da Generali, Antonio Trindade, do Itaú, Arthur Santos, da Mapfre, Marcos Couto, da ACE, com José Rubens Alonso, consultor da KPMG, como mediador.
SulAmérica e Prudential são premiadas
Por Denise Bueno em 13/11/2009
A Revista Carreiras, editada pelo Valor Econômico, trouxe duas seguradoras entre as melhores empresas na gestão de pessoas. A Prudential levou a premiação na categoria entre 100 a 500 funcionários e a SulAmérica acima de 4 mil empregados. Um ganho e tanto para a imagem do setor.
ACE disputa contratos da Copa 2014
Por Denise Bueno em 01/09/2009
A realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014 tem movimentado a indústria de seguros local. Segundo projeções de executivos do mercado, com investimentos previstos em mais de R$ 100 bilhões em obras de infraestrutura, que podem gerar algo próximo de R$ 1 bilhão em prêmios de seguros, as seguradoras treinam suas equipes de vendas para conscientizar os investidores da existência do seguro como um mitigador de riscos.
Entre elas, a ACE, com faturamento global superior a US$ 19 bilhões, busca se posicionar para abocanhar parte dos seguros do mundial. “A ACE está presente em 50 países e com negócios em 140 nações. Nessas condições, a empresa está continuamente envolvida com seguros e resseguros de grandes eventos”, diz Marcos Couto, presidente do grupo no Brasil.
No Brasil, por exemplo, ela foi responsável pela proteção securitária do histórico show dos Rolling Stones na praia de Copacabana, que reuniu mais de um milhão de pessoas em um acontecimento que considerou uma ampla variedade de riscos. Alguns shows memoráveis que lotaram estádios brasileiros tais como os do U2, Banda RDB e outros também contaram com a proteção da ACE. Da mesma forma, o carnaval do sambódromo de São Paulo diversas vezes contratou o seguro da companhia. Veja a seguir a entrevista:
Sonho Seguro: Como a ACE esta se preparando para atender a demanda de seguro para a Copa de 2014?
Marcos Couto - A ACE espera ter uma grande participação nos investimentos que serão realizados ao longo dos próximos anos para a realização da Copa. Estamos planejando junto com nossos escritorios regionais uma estratégia para atender as diversas demandas que surgirão em vários segmentos de seguros, entre eles os Riscos de Engenharia, Garantia e Responsabilidade Civil, entre outros.
SS – Que tipo de produtos acredita que terá maior procura?
MC – Acreditamos que os Riscos de Engenharia e o Garantia e os de Responsabilidae Civil serão os mais disputados, pois estas modalidades de seguro estarão diretamente ligados aos investimentos que serão realizados tanto pela área pública com o privada. A alta movimentação de publico gerará também uma demanda por seguro viagens e assistências, além das necessidades proprias da rede hoteleira em estar protegida contra possiveis acontecimentos com seus hospedes, durante a realização do evento.
SS- Quais seguros o grupo tem interesse em oferecer para garantir a realização deste evento?
MC – Na área de garantia, poderemos oferecer os seguros de performance tradicionais e sabemos que a demanda principal se dará na área de construção. Entre os principais produtos a serem oferecidos são seguro garantia em suas quatro versões: licitante; executante; adiantamento de pagamento; e de perfeito funcionamento.
SS – Esses seguros serão comprados por qual tipos de empresas?
MC – Estes seguros podem ser oferecidos para construtoras, fornecedoras de equipamentos e prestadores de serviço, lembrando que para os dois últimos não possuímos as restrições que temos para construtoras . Normalmente os seguros de Garantia, como o proprio nome diz, estão muito ligados a fatores que visam garantir a execução de obras e sua entrega no prazo, e a consequente realização do evento.
SS – E quais outros seguros serão demandados com a Copa?
MC – Os seguros de Responsabilidade Civil também serão muito importantes devido a grande quantidade de obras, e transito de pessoas antes e durante a realização da Copa. Os principais produtos serão para os contrutores, para hoteis, por exemplo. Também acredito que haverá grande demanda pelo Responsabilidade Civil Profissional e Responsabilidade Civil Geral e outros seguros destinados ao público também serão oferecidos, como seguro viagem, Acidentes pessoais com assistencia etc.
SS – Em quais eventos mundiais o grupo ACE participou e com quais tipos de apólice?
MC – A ACE por ter atuação mundial certamente já participou de vários outros eventos de Grande porte a nível local e mundial, seja como seguradora ou ressseguradora, tais como Formula 1, grandes shows de renomados artistas, etc. e que geram uma movimentação grande de pessoas e investimentos, que por sua vez beram necessidades adicionais de seguros.
Começa hoje o 45º Congresso do IIS na Jordânia
Por Denise Bueno em 08/06/2009
Começou hoje o 45º Congresso Anual do International Insurance Society (IIS), em Amman, Jordânia, com a presença de 500 profissionais de seguradoras procedentes de 50 nações. Serão três dias de debates sobre os principais temas que envolvem a indústria de seguros em todo o mundo, como situação política e cultural em todo o mundo, regulamentação dos mercados financeiros e crescimento econômico. No último dia, a ideia é tentar traçar um cenário da indústria de seguros pós-crise.
Hoje, dia 8, a abertura do evento contou com a presenta da rainha Rania Al Abdullah, acompanhada de Brian Duperreault, presidente e CEO da Marsh & McLennan Companies, Bassel Hindawi, diretor geral da Comissão de Seguros da Jordânia, e de Patrick Kenny, president e CEO do IIS.
Pela manhã, ainda estão previstos debates sobre a reformulação do sistema financeiro no pós crise, com a participação de Geoffrey Bell, diretor do grupo americano Thirty, Nikolaus von Bomhard, presidente da Munich Re, Bijan Khosrowshahi, presidente da Fuji Fire and Marine Co. e Prem Watsa, presidente e CEO da canadense Fairfax Financial Holdings.
Na parte da tarde, os debates ficarão concentrados na criação de uma agenda para o setor, tendo como palestrantes Peter Braumüller, presidente do International Association of Insurance Supervisors (IAIS), Roger Sellek, diretor da AM Best, Donald Stewart, CEO da Sun Life Financial e Muhammad Tariq, sócio da área de seguros da KPMG.
O ISS foi fundado em 1965 como uma corporação sem fins lucrativos. O objetivo é fomentar debates mundiais entre os executivos de seguros e assim ajudar a criar uma cultura dinâmica da atividade seguradora em todo o universo. Atualmente, o ISS tem mais de 1 mil associados entre empresas e indivíduos de 92 países.
Uma comitiva da CNSeg, liderada pelo presidente João Elisio Ferraz de Campos, participa do evento. O grupo brasileiro conta ainda com a participação do diretor da Escola Nacional de Seguros, Renato Campos Martins Filho, e da diretora de Assuntos Institucionais e Resseguros da CNSeg, Maria Elena Bidino, e do consultor jurídico da entidade, Salvador Cícero Velloso Pinto. João Elisio participa do encontro como representante máximo do mercado segurador brasileiro, segundo informou a CNSeg.
Além de participar ativamente dos debates, João Elisio terá reuniões particulares com os dirigentes da Samsung Fire e Marine, Donggu Shin, e da Korean non-life Insurance, Daesub Chi. E com o novo presidente e CEO da ISS, Michael J.Morrissey, com quem, entre outros assuntos, discutirá os preparativos para o próximo seminário, que será realizado em 2011, no Rio de Janeiro.
Mais informações podem ser obtidas no www.issonline.com




