Marcio Coriolano apresenta setor ao vice-presidente da República Hamilton Mourão

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Fonte: CNseg

Importância do setor de seguros e 9ª CONSEGURO foram os temas centrais do encontro

Ao participar de audiência com o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, na última segunda-feira (29), em Brasília, o presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, deu informações sobre o setor segurador e destacou sua importância como um dos setores econômicos que podem contribuir decisivamente para o crescimento do País, e esclareceu sobre a atuação da CNseg e as federações que a compõem.

Ao entregar as “Propostas do Setor Segurador Brasileiro 2019/2002” ao vice Mourão e sua equipe, Coriolano ressaltou que o setor protege pessoas, seus negócios e patrimônios e figura entre os maiores investidores institucionais no Brasil, com reservas técnicas superiores a R$ 1 trilhão. Segundo Coriolano, o vice-presidente e equipe demonstraram especial interesse pelos números do setor e pelo seguro garantia, rural e os produtos de previdência privada.

No encontro, o presidente da CNseg e a diretora de Relações Institucionais, Miriam Mara, anunciaram a 9ª CONSEGURO – a ser realizada em setembro (4 e 5), no Distrito Federal.  Marcio Coriolano convidou o vice-presidente para participar da abertura do evento, promovido pela Confederação e considerado o mais importante do setor segurador brasileiro.

Ao abordar a CONSEGURO, Coriolano reforçou o papel da CNseg de promover inciativas que contribuam para a sociedade aprimorar o entendimento sobre o setor segurador e sua participação na economia do país. Nesse sentido, apresentou o “Programa Educação em Seguros” e as diversas iniciativas que o compõem, e entregou a coletânea de livretos que integram o Programa.

SulAmérica disponibiliza solicitação de remédios via app para pacientes em tratamento domiciliar

Fonte: SulAmérica

A SulAmérica lançou neste mês mais uma funcionalidade inovadora no aplicativo SulAmérica Saúde, em que o beneficiário pode solicitar e acompanhar a entrega de medicamentos imunobiológicos e quimioterápicos orais em domicílio pelo próprio app, de forma rápida e segura. A companhia é a primeira do mercado a disponibilizar esse tipo de serviço mobile.

“A nossa nova solução é um diferencial da SulAmérica, que agrega ainda mais valor à oferta do corretor para seus clientes. Entendemos que, nestes momentos da vida do segurado, nosso propósito, corretores e SulAmérica, é oferecer segurança e tranquilidade durante todo o processo.”, destaca o vice-presidente Comercial e de Marketing da SulAmérica, André Lauzana.

O corretor que apresentar o serviço ao cliente poderá destacar a possibilidade de realização de solicitação de medicamentos elegíveis, anexando os documentos necessários diretamente via aplicativo, e também a renovação periódica do processo, que é comum nesses casos. Pelo próprio app ou por notificações via e-mail e SMS, é possível acompanhar o status de aprovação e de previsão de envio dos remédios. Atualmente, seis mil beneficiários da SulAmérica em todo o Brasil recebem medicamentos quimioterápicos orais e imunobiológicos mensalmente em domicílio.

“Trata-se de mais uma iniciativa pioneira da SulAmérica para proporcionar comodidade e tranquilidade, por meio da tecnologia, para nossos segurados, muitos deles em momento delicado de tratamento médico. A nova funcionalidade no aplicativo traz ainda mais conveniência para esses pacientes, facilitando as solicitações e o acompanhamento do processo”, afirma a diretora de Sinistro Saúde da SulAmérica, Erika Fuga.

A novidade agrega mais um diferencial ao aplicativo SulAmérica Saúde, que está disponível para download na Google Play Store (Android) e na Apple Store (iOS). Por meio dele, o segurado consegue acessar sua carteirinha virtual, aceita em toda a rede referenciada, e encontrar médicos, clínicas e hospitais por geolocalização, além de consultar remédios com desconto. Há, ainda, os serviços Médico em Casa, que permite agendar atendimento médico em domicílio para crianças de até 12 anos e idosos a partir de 65 anos, e Médico na Tela, por meio do qual pais e responsáveis podem agendar videochamadas com pediatras para orientações de saúde.

ARTIGO: A vida é feita de escolhas

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por  Walter Malieni, presidente da Brasilprev

Escolher é priorizar, é oferecer maior significado e vinculação com nossos propósitos. Escolhemos aquilo que precisamos ou queremos, tanto agora como no futuro. Do ponto de vista financeiro, as escolhas que fizer hoje refletirão na vida que você terá daqui a uns anos. E aí, se estamos falando do dinheiro que quer ter para utilizar lá na frente – obrigatoriamente vamos ter que citar a previdência privada. Porque simplesmente não há produto melhor em longo prazo. 

E já que estamos falando de escolhas, existem algumas importantes neste contexto. A primeira é conhecer expressões que podem parecer uma confusa sopa de letrinhas no início, mas que na verdade são mais simples do que parecem. 

Vamos lá, primeira etapa, você fará um PGBL ou VGBL? Isso depende muito de sua renda mensal. Sabe o Imposto de Renda (IR) que todo ano temos que acertar com o Leão? Como você declara? Se faz na Completa, o melhor produto é o PGBL, ponto. Nele é possível descontar até 12% da renda bruta anual. Sabe quando você abate aquela visita ao médico, ou o colégio das crianças? É igual. Agora, se você não declara ou faz na Simplificada, a melhor escolha é o VGBL.

O próximo passo é o regime de tributação: será pela Tabela Regressiva ou Progressiva do IR? Essa resposta tem relação direta com o seu perfil e planejamento de renda. Na tabela Progressiva o participante (pessoas que possuem previdência), no momento de utilização do dinheiro, terá retenção de 15% de imposto na fonte e compensação na declaração anual do IR com base na tabela em vigor. Mas caso seu planejamento seja de longo prazo, ou possui um plano PGBL (em que o IR vai ser aplicado a todo dinheiro lá na frente), a melhor escolha é a tabela Regressiva, pois ela inicia em 35%, mas depois de 10 anos cai para 10%. Ou seja, você ganha um benefício enorme se mantiver o dinheiro focado no seu futuro.

Em seguida, decidirá o fundo no qual seu plano será alocado: renda fixa, multimercado ou uma carteira diversificada? Aqui há um pouco mais de complexidade, mas você pode solicitar a rentabilidade histórica dos fundos e compará-los em prazo sempre superior a um ano, de preferência verificando períodos de 36, 48, ou 60 meses. Ponto de atenção: é muito importante conhecer os papéis e os riscos atribuídos a cada um dos fundos, por isso, procure se informar em relação às empresas que estão por trás da sua aplicação.

Agora, uma vantagem da previdência que não podíamos deixar passar é que você pode guardar valores que cabem no bolso mensalmente, e este pequeno mecanismo faz uma baita diferença, pois estimula a disciplina e transforma pequenas quantias em grandes projetos.

Pronto, falamos de disciplina, que unida à máxima “tempo é dinheiro” faz muito sentido quando mencionamos a previdência. E a razão é: quanto mais tempo os valores ficarem rendendo, devido a estas contribuições mensais, e com o somatório dos rendimentos ao longo destes anos, melhor será, porque mais o dinheiro trabalhará para você. 

Depois de toda essa gama de detalhes e possíveis escolhas, consultoria especializada e transparência são peças-chave nesse processo. E não apenas na hora da compra do plano, mas também durante os muitos anos de acumulação e no momento de utilização do dinheiro. Afinal, estamos falando de escolhas, e elas podem mudar com o tempo, com sua fase de vida, com suas aspirações e projetos. Nossa jornada é dinâmica, e a beleza da vida está justamente aí. 

E vale lembrar: são décadas de relacionamento entre você e a empresa que escolher, que precisa ser especialista e muito confiável. Afinal, sem confiança não há negócio. Seja forte e não se deixe levar por rumores. O que não falta são empresas oferecendo milagres. É do jogo. Mas eu prefiro acreditar que você tem bom senso para separar o joio do trigo. Aliás, para mim, o que essas empresas fazem é se aproveitar da carência de conhecimento financeiro no nosso país.  

Mas vamos às boas notícias, hoje, 13 milhões de brasileiros já deram o primeiro passo rumo a um futuro financeiro de sucesso. São pessoas que fazem parte do mercado de previdência privada aberta e que, juntas, somam mais de R$ 890 bilhões em patrimônio. Como abordei aqui, elas ainda têm muitas outras escolhas no caminho, assim como quem ainda não entrou nesse mercado. Mas acredite: seguindo o caminho certo e contando com a orientação adequada, afirmo com segurança que o sorriso de quem tiver um plano de previdência privada bem gerido será tão largo no futuro quanto a minha convicção de que não há melhor produto financeiro para objetivos de longo prazo.

Argo Seguros cresce 18% no primeiro semestre

Fonte: Argo

A Argo Seguros cresceu 18% no primeiro semestre, em comparação ao mesmo período do ano passado, com atingimento de mais de 109% das metas estabelecidas. A seguradora registrou R$ 131,5 milhões de prêmio emitido, acima dos R$ 111,5 milhões alcançados em 2018, gerando um lucro operacional recorde no semestre desde que se estabeleceu no Brasil.

Os melhores desempenhos foram conquistados em Riscos Patrimoniais – que envolve os ramos Compreensivo Empresarial, Riscos Diversos e Riscos Nomeados e Operacionais – com elevação de 51,9%; e em Transportes, que apontou um crescimento de 48,5% nos primeiros seis meses deste ano. A carteira de Garantia também foi muito bem nesse período, com aumento de 19,5%.

“O nosso desempenho está alinhado com a estratégia da companhia para os próximos anos. É crescer e obter resultados consistentes, aliando aumento de produção com crescimento de estrutura e custos sustentável, uma característica importante de nossas operações que sempre visa trazer eficiência através de automação e/ou ferramentas de distribuição digital”, afirma Newton Queiroz, CEO & Presidente da companhia.

Já os ramos que apresentaram o maior aumento em volume de prêmio emitido neste período foram os seguros de Transportes Nacional, que passou de R$ 14,8 milhões para R$ 24,9 milhões; e de Transporte Internacional, que saiu de R$ 15,1 milhões para R$ 25,2 milhões. Já o seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário Carga (RCTR-C), aumentou R$ 2,2 milhões de prêmio emitido, chegando a R$ 12,6 milhões.

“Estamos muito felizes com esse desempenho, mas acreditamos que é possível fazer ainda mais. Se algumas medidas importantes foram aprovadas pelo governo, a economia deve aquecer no segundo semestre, o que deve contribuir para impulsionar os negócios em vários ramos”, avalia Salvatore Lombardi, Head Marine Latin America.

Vale lembrar que, ainda no primeiro trimestre, a Argo Seguros já havia atingido 105% da meta estabelecida. Para manter esse ritmo, a multinacional vem implementando algumas ações, como a realização de um road show por algumas das maiores cidades do país. A próxima cidade a receber o evento será Porto Alegre (RS), no dia 10 de setembro.

Veja as startups selecionadas pela MetLife e o que elas prometem entregar

Fonte: MetLife


A MetLife anunciou nesta semana sua segunda turma composta por nove empresas selecionadas para participar do MetLife Digital Accelerator, desenvolvido pela Techstars®. Baseado na recém-construída incubadora met.X no Campus Global de Tecnologia da MetLife em Cary, Carolina do Norte, o acelerador conecta startups com líderes da MetLife e mentores da Techstars para um programa intensivo de 13 semanas focado em tecnologias de rastreamento rápido com o potencial de transformar a indústria de seguros.

“Quando trazemos essas startups para dentro da nossa companhia, nosso objetivo é identificar as possibilidades em todas as ações disruptivas”, disse o Chief Digital Officer da MetLife, Greg Baxter. “Se uma solução pode melhorar a experiência do cliente para lidar com os desafios e oportunidades do negócio, procuramos aprimorá-la. O resultado é uma colisão positiva de escala industrial e velocidade de inovação. E para uma empresa como a MetLife, a escala importa, pois é um diferencial importante para nós”.

Em 10 de outubro de 2019, as startups apresentarão formalmente suas ideias à MetLife e a outros potenciais investidores durante o evento “Demo Day”.

As nove startups e o que elas esperam entregar são:

BlockClaim (Londres, Inglaterra): Capacita as seguradoras a liquidar as reivindicações em apenas 24 horas, fornecendo informações baseadas em dados.

Bonbouton (Nova York, NY): É uma palmilha inteligente que detecta úlceras nos pés, uma causa comum de amputações relacionadas ao diabetes.

The Difference (Nova York): Fornece terapia sob demanda via telefone ou alto-falante inteligente.

Lazarus (Cambridge, MA): Utiliza o histórico de dados de saúde do paciente e machine learning para ajudar a prever o início precoce do câncer.

Omni Fund (São Francisco, CA): Usa contratos inteligentes para criar seguros autônomos que são executados com sobrecarga próxima de zero.

Slighter (Dover, DE): É um isqueiro inteligente que rastreia os hábitos de fumar e treina os usuários a reduzir gradualmente até que eles parem.

Slope Software (Atlanta, GA): Ajuda os atuários a construir e analisar modelos financeiros complexos em uma fração do tempo usando apenas um navegador da web.

Smiletronix (Barcelona, Espanha): Completa um exame de saúde bucal a qualquer hora, em qualquer lugar em menos de um minuto com seu dispositivo portátil pessoal.

Zogo Finance (Durham, NC): Paga as crianças para aprenderem finanças pessoais em parceria com instituições financeiras.

Visite o canal YouTube da MetLife Global para saber mais sobre o programa e assistir a um vídeo “Day in the Life” com 2018 participantes, cuja lista completa pode ser encontrada aqui. A MetLife está agora buscando pilotos com oito das dez empresas a partir de 2018, com seis testes já em andamento.

O programa acelerador – que mantém aplicativos abertos em janeiro – é parte da transformação digital da MetLife, que combina inteligência artificial, robótica e automação e análise de dados avançada com:

• Relacionamentos com 18 empresas de capital de risco, parcerias com empresas de tecnologia de ponta e colaborações com universidades, como a Carnegie Mellon, a Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill e o MIT Media Lab;

• Investimento de até US $ 100 milhões por meio da MetLife Digital Ventures para acelerar parcerias com empresas iniciantes alinhadas estrategicamente;

• O programa Ignition da MetLife, uma busca anual de inovação de um dia na qual 15 a 20 startups de tecnologia “datam com velocidade” mais de 200 líderes empresariais da MetLife;

 LumenLab, incubadora de empresas da MetLife baseada em Cingapura, que foca na inovação em bem-estar, riqueza e aposentadoria.

Pier e OLX fecham parceria para vender apólice de celular da Too Seguros

A startup Pier, empresa de tecnologia com foco em seguro baseado em comunidade, e a OLX passaram a oferecer seguro para celular Apple usado. A seguradora parceira , que garante toda a parte legal, é a Too Seguros, ex-Pan Seguros, informou o CEO da Pier, Igor Mascarenhas, ao blog Sonho Seguro.

A Pier recebe até 20% do valor das mensalidades pela administração da comunidade. Outros 20% são destinados à Too Seguros, que garante que os membros da comunidade que pagaram suas mensalidades e estiverem de acordo com a política de reembolso da Pier, sempre serão indenizados em caso de roubo ou furto do smartphone, mesmo se o índice de perda for superior a 60%.

“Acreditamos que a parceria com a OLX é muito positiva, pois nos permite estar mais próximos do público que compra um iPhone usado e quer proteger seu aparelho de forma rápida, transparente e descomplicada. Trata-se de algo que o mercado segurador em geral não oferece, e este público acaba ficando desprotegido”, explica.

De janeiro a maio de 2019, dos mais de 3 milhões de eletrônicos anunciados por meio da OLX, cerca de um milhão e meio eram celulares – sendo que os aparelhos são negociados com um tempo médio de cinco dias. “A nossa parceria com a Pier traz um importante complemento à experiência do usuário, que além de encontrar ofertas atraentes de iPhones usados na nossa categoria de Eletrônicos e Celulares, pode agora adquirir o seguro do seu aparelho também”, afirma Bruno Valle, diretor de estratégia da OLX.

A Pier usa a tecnologia para aceitar smartphones usados e sem exigência de nota fiscal, uma situação que costuma ser comum quando o aparelho é adquirido fora do Brasil. Outro ponto é que a startup cobre furto simples, algo que o mercado não costuma fazer e que representou 55% dos reembolsos realizados pela empresa em 2018. “Para inibir a fraude, a Pier utiliza tecnologia e análise de dados desde o momento em que aceita alguém como membro até o momento em que um pedido de reembolso é feito”, afirmou ele ao blog Sonho Seguro.

Desde janeiro de 2018 no mercado, a Pier oferece seguros apenas para Iphones e agora também passa a ampliar sua base através de Android. “Nosso objetivo é, ao longo do tempo, estar presente em todas as dimensões que necessitam de proteção na vida das pessoas. Neste sentido, uma parceria com uma empresa como a OLX nos ajuda a ampliar nossa visibilidade”, conclui Mascarenhas.

SulAmérica conclui compra da Prodent por R$ 146 milhões

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Fonte: SulAmérica

A SulAmérica, em continuidade ao fato relevante divulgado em 8 de outubro de 2018, comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, após o cumprimento das condições precedentes previstas em contrato, foi concluída em 31/07/2019 a aquisição da Prodent Assistência Odontológica Ltda (“Prodent”) pela sua controlada SulAmérica Odontológico.

O valor final da transação, de acordo com as condições previstas no contrato de compra e venda, foi de R$ 146,0 milhões, dos quais R$ 60,9 milhões pagos à vista na data de fechamento e R$ 85,1 milhões retidos e vinculados a condições previstas no contrato, com pagamento corrigido a ser realizado em até 5 anos.

A SulAmérica, maior seguradora independente e terceira maior operadora e seguradora privada de planos de saúde e odontológicos do Brasil em receitas totais,  com a aquisição da Prodent, que possuía 419 mil beneficiários ativos, de acordo com dados da ANS em Maio/2019, reforça sua posição e relevância nesse segmento, atingindo 1,7 milhão de beneficiários representando aumento de 30% da nossa base de clientes de proteção odontológica, atingindo 6% de participação de mercado em receitas.

Foram assessores da SulAmérica nesta transação o BMA Advogados e a Olímpia Partners.

ARTIGO: Tecnologia reduz índices de falha humana no setor de transportes

Por Cleber de Castro, diretor geral do Grupo Vista

Grande parte dos sinistros em seguros de transportes não são identificados a tempo, por excessiva dependência de intervenção humana, mas esta realidade pode mudar com a aplicação de soluções modernas e criadas por quem vive o setor.

Atuo há 25 anos nas áreas de Tecnologia e Seguros de Transportes, com foco no atendimento a Transportadores e Embarcadores. A experiência adquirida ao longo dos anos e o desejo de resolver problemas dos clientes para ver minha empresa e o seguro transporte no Brasil crescer me faz buscar soluções inovadoras.

O maior assalto a um aeroporto brasileiro, como o ocorrido na quinta-feira passada (25), quando os bandidos levaram 720 quilos de ouro do terminal de carga do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), foi muito bem planejado pelos bandidos e impensável de acontecer pelos segurados. Pouco se sabe ainda, mas certamente o uso mais intenso de tecnologia pode ajudar a inibir roubo de cargas como esse.

Toda empresa que opera com transportes de cargas precisa contratar uma apólice de seguro de transportes para viabilizar o negócio. Vejo que o desafio da atuação neste segmento começa quando passamos a depender da intervenção humana.

Além da apólice de seguros, para a segurança do transporte de mercadorias, a transportadora precisa contratar um conjunto básico de tecnologias: rastreadores, com todos seus sensores e atuadores; empresas de monitoramento; e, ainda, softwares de consulta e cadastro de veículos e de profissionais. Tais tecnologias liberam profissionais para se preocuparem com check-list de sensores e atuadores, transferência de sinal, macro do início da viagem, liberação para início da viagem entre outras ações.

E como certificar-se de que todas as ações preventivas e reativas serão tomadas adequadamente pelas pessoas? O excesso de intervenção humana é um dos causadores de grande parte das falhas operacionais identificadas nos sinistros, sejam elas ainda no início das viagens, com sensores e atuadores comprometidos e não identificados no check list, ou no momento real de uma ocorrência, quando o contingente de pessoas envolvidas na operação acaba não identificando a não conformidade, resultando no descumprimento das regras das apólices, e por consequência, na perda do direito à indenização.

Se formos além do básico e buscarmos a implantação de tecnologias modernas e inovadoras, desenvolvidas por quem vive o mercado de seguros de transportes, esse risco pode ser minimizado. O software Cargo Viewer permite que empresas contratem apólice de seguro de transportes (seguro de cargas) substituindo os tradicionais métodos de gerenciamento de riscos por tecnologia, potencializando assertividade, escalabilidade e economia. Junto com as cias seguradoras parceiras, estamos inovando a forma de contratação de apólices, e já estamos mudando a realidade de várias empresas.

Quem imaginou um modelo de negócio em que os segurados estão livres do tradicional cadastro de motoristas, ajudantes, proprietários e veículos; da administração de tabelas de sublimites com várias mercadorias; da obrigatoriedade de contratar gerenciadora de riscos, além da redução dos investimentos em sensores e atuadores? O PGI (Plano de Gestão Inteligente) Cargo Viewer torna isso possível. Sua tecnologia escalável simplifica os processos sem comprometer a segurança da operação. 

Pessoas devem gerenciar sistemas, os quais, cada vez mais assumirão as atividades repetitivas e aprenderão graças a tecnologia de machine learning, traduzindo-se em maior assertividade no controle de detalhes dos procedimentos, tão importantes para o negócio de transportes. É comprovadamente mais garantido.

TRF proíbe venda de seguros por associações de proteção veicular

Fonte: CNseg

Entidades não seguem legislação do setor e não têm autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para atuar no mercado

Em decisão unânime, a Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região confirmou a decisão da instâncias inferiores de suspender a venda de contratos de seguro por sete associações de proteção veicular. As entidades não tinham autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para comercializar as apólices de seguro, além de não cumprirem a legislação do setor.

Ao declarar ilegal a atuação dessas associações, a Quinta Turma acolheu os argumentos da Susep, autora das ações,  que alegou que somente sociedades anônimas ou cooperativas equiparadas a instituições financeiras podem funcionar como sociedades seguradoras.

“O grande atrativo dessas associações é o preço. Elas conseguem apresentar um preço melhor para o consumidor justamente porque elas não adotam todos os instrumentos exigidos pela lei para resguardar o consumidor. Mas, por outro lado, essas associações não deixam claro para os consumidores que as suas atuações são completamente à margem da lei, sem a fiscalização direta pela Susep e sem a garantia que ao final, caso ocorra um sinistro, o consumidor vai realmente receber a indenização devida”, explica a procuradora federal Lúcia Penna, que atuou no caso.

Além da autorização da Susep, as seguradoras devidamente registradas precisam seguir diversas exigências, como regime tributário próprio; comprovar ter recursos para desenvolver suas atividades (solvência); adoção de medidas que diminuam os riscos assumidos pelo mercado segurador, como contratação de co-seguro, retrocessão e resseguro para garantir os riscos assumidos por uma seguradora.

De acordo com a AGU, além de prejudicar os consumidores, a atuação irregular dessas associações pode desestabilizar todo o mercado de seguros, uma vez que, ao não honrar os compromissos observados pelas seguradoras, conseguem oferecer valores mais baratos em uma concorrência desleal.

E, ainda, de acordo com a AGU, além de prejudicar os consumidores, a atuação irregular dessas associações pode desestabilizar todo o mercado.

No caso julgado pela Quinta Turma, atuaram a Confederação das Seguradoras (CNseg), a  Procuradoria-Regional Federal da 1ª Região e a Procuradoria Federal Especializada da Susep, que são unidades da Procuradoria-Geral Federal (PGF), um dos órgãos da AGU. 

A Confederação das Seguradoras apoiou a Susep, na qualidade de amicus curiae, apresentando elementos suplementares que foram importantes para a decisão do Tribunal.

As insurtechs e os corretores

Fonte: Sincor-SP

Quais as inovações do mercado de seguros? Qual o papel do corretor de seguros diante da tecnologia? Essas e outras perguntas foram respondidas durante o Agenda Digital – Tecnologia no Universo do Seguro, realizado pelo Sincor-SP no dia 30 de julho, em São Paulo. Trazendo empreendedores e empresários de tecnologia e do mercado de seguros, o evento trouxe os desafios e oportunidades, além de abordar as tendências do setor.

O coordenador do Comitê de Inovação do Sincor-SP, Marcelo Blay, realizou a abertura do evento reforçando a necessidade da transformação digital na corretagem. O executivo destacou que independente das tecnologias usadas nas empresas, quem nunca deve ser esquecido é o cliente. “Não adianta ter tecnologia de ponta se não valorizar e priorizar o segurado, que quer velocidade e qualidade no atendimento. 

Não estamos sendo mais comparados com os concorrentes do nosso setor, mas sim com Netflix, Google, Apple. O consumidor quer ter a mesma qualidade no nosso atendimento, que ele tem nessas empresas”, completa.

Abordando o mercado de insurtechs no Brasil e seus efeitos na distribuição de seguros, o CEO da Insurtech Brasil, José Prado, lembrou da tendência do mercado em colocar medo no corretor de seguros. “O setor tem espaço para todo mundo. E os corretores, que lidam diretamente com o consumidor, são os mais capacitados para trazer as soluções necessárias para o mercado. Estamos falando de insurtechs, mas tem algumas soluções digitais estão vendendo os mesmos produtos que o mercado de seguros já trabalha”.

O debate “Oportunidades e desafios da tecnologia na corretagem de seguros” trouxe o portfólio das insurtechs convidadas, que ressaltaram que os corretores devem levar as demandas do setor às empresas de tecnologia, pois possuem um vasto conhecimento de mercado. “Os corretores têm que fazer conexões com as startups, pois assim podem surgir novos produtos de seguro e novas soluções para o mercado”, revela o Co-Founder & CEO da Kakau, Henrique Volpi.

“O maior desafio do mercado de seguros é descobrir quais os produtos que podem ser oferecidos em quais canais e para quais perfis de clientes. E o corretor de seguros pode ajudar nisto”, revela o Founder & CEO da Pitzi, Daniel Hatkoff.

“Por prestar consultoria, o corretor pode ser o caminho para as inovações do mercado, já que a experiência do cliente é um fator chave para o sucesso”, acredita o CEO e Co-Founder do Grupo Planetun, Henrique Mazieiro.

Já no painel “Tendências – Caminhos inevitáveis, o que está por vir”, o Founder & CEO da Creditas, Sergio Furio, falou sobre a importância da tecnologia e de soluções inovadoras. “A tecnologia traz democratização, pois tanto uma empresa pequena quanto uma grande podem fornecer soluções inovadoras, o que talvez muda é o alcance”.

O executivo ainda destacou que o consumidor mudou e está atrás de excelência e resultados assertivos. “É preciso colocar o cliente no centro, e a tecnologia está criando ecossistemas possíveis de resolver todos os problemas dele”, conclui.

Para o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, o evento foi um grande acerto da entidade, já que é preciso discutir as mudanças que afetam o mercado de seguros. “O mundo está em transformação, não só o mercado de seguros. Nós somos agentes dessa transformação, nós temos que ter a lucidez para saber qual o papel que devemos cumprir. E nossa missão, como Sincor-SP, é promover, ajudar e conduzir o corretor de seguros a essa necessária adaptação da evolução, da transformação digital”, finaliza.