Liberty Seguros lança nova cobertura Proteção Pequenos Reparos em parceria com a Autoglass

Fonte: Liberty

Com o objetivo de entregar soluções cada vez mais completas para seus segurados e expandir a gama de ofertas para corretores, a Liberty Seguros anuncia, em parceria com a Autoglass, sua nova cobertura para clientes do setor auto: a Liberty Proteção Pequenos Reparos.

O lançamento está disponível para segurados com planos Auto Perfil e Auto Exclusivo e aqueles que contratarem as assistências Vidro Completo ou Vidro Completo com Teto Solar. Esta é uma excelente alternativa para casos de pequenos e médios danos à lataria dos veículos que não atingem o valor da franquia do seguro. A cobertura garante a mão de obra envolvida na reparação e, se necessária a troca de qualquer peça, a compra é custeada pelo segurado, que pode ser feita junto a ampla rede de oficinas referenciadas da Autoglass.

A Proteção Pequenos Reparos não terá limite no tamanho dos amassados por peça ou na quantidade de peças a serem reparadas, sendo cobrada uma franquia única por evento.

“A Liberty Seguros trabalha para sempre oferecer aos seus clientes os produtos mais completos e inovadores que atendam às suas necessidades e aos corretores, opções que ampliem suas carteiras e seus negócios”, afirma Mario Cavalcante, diretor de Massificados da Liberty Seguros. “Com a nova cobertura de pequenos e médios reparos, passamos oferecer um serviço especializado para sinistros mais brandos e confiamos na efetividade da Autoglass para esses casos”, completa.

Kuantta Consultoria confirma 4º Workshop Corretor do Futuro – A Fórmula do Sucesso

“É muito importante mantermos o evento, mesmo que não presencial em função da pandemia”, diz o idealizador da Kuantta Consultoria, Arley Boullosa

Com o tema “Covid-19 e a Transformação do Mercado de Seguros”, a Kuantta Consultoria vai realizar o workshop em formato de live, no segundo semestre, nos dias 25 e 27 de agosto, das 10h às 18h, com convidados e palestrantes que vão discutir nos painéis assuntos ligados à recuperação do setor durante a pandemia e compartilhar conhecimento com os corretores de seguros, em relação a como manter o negócio durante um período delicado. 

Para o idealizador da Kuantta Consultoria, Arley Boullosa, o workshop tem como objetivo proporcionar conhecimento aos participantes e auxiliá-los de forma objetiva na condução da sua corretora e na administração não só do seu negócio, mas também da sua carteira de clientes durante as transformações ocorridas com a pandemia. “É muito importante mantermos o evento, mesmo que não presencial em função da pandemia. Queremos levar informações relevantes para os corretores e estamos formatando um novo modelo com convidados que possam mostrar para os corretores que caminho é preciso seguir, para recuperar os danos causados pela crise gerada pelo covid-19 e consequente crise econômica”, explicou.

O organizador do evento é professor, palestrante, diretor comercial da Moby Corretora de Seguros, idealizador da Kuantta Consultoria, é membro do Comitê de Inovação da PFJ Assessoria e Corretora de Seguros e Diretor de Ensino do Sincor-RJ. Iniciou sua carreira no mercado de seguros na Bradesco Seguros, tendo passagem pelas seguradoras AIG e Allianz Seguros. É especialista em tecnologia, estratégia empresarial e venda de seguros de automóveis pela internet.

Seguro que substitui o fiador deve sofrer com inadimplência de aluguéis pelo Covid-19

Até 2019, o produto era vendido como o salvador da patria dos locatários e locadores

Enquanto os executivos da Europa e dos Estados Unidos perdem o sono com discussões judiciais sobre lucro cessantes, o assunto desta semana no Brasil é o seguro fiança locatícia. Apesar das imensas diferenças entre produtos, valores e países, a dúvida é a mesma: as seguradoras vão pagar?

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) não se preocupa com lucro cessante, pois pouco se vende aqui no Brasil. Em 2019, as vendas somaram R$ 314 milhões, com R$ 226 milhões retidos em pedidos de indenizações. Poucas companhias atuam neste segmento, como Mapfre, AXA XL, Sompo, Tokio Marine, Porto Seguros e AIG. As seguradoras afirmam que o empresariado brasileiro não tem cultura de comprar cobertura que indeniza a empresa o lucro perdido diante de uma perda coberta pela apólice principal, geralmente por acidentes como incêndio, raio ou explosão. Já os empresários afirmam que o custo desta cobertura é elevado.

Nos Estados Unidos e países da Europa, a cultura de seguros com lucro cessante chega a casa do bilhão de dólares. Tanto que virou o epicentro das entrevistas sobre seguros. A discussão ganhou até um tom de “se obrigarem a pagar por coberturas excluídas no contrato o setor corre um risco sistêmico de insolvência”, afirmou o CEO da Chubb, Evan Greenberg, em recente entrevista para tevês americanas. Já há registro de centenas de processos jurídicos de clientes exigindo o pagamento de lucros cessantes, ou business interruption, nome como é conhecido lá fora.

No Brasil, dois produtos já tiveram soluções simples. O seguro de vida, mesmo com cláusula de exclusão de pandemia, está sendo pago porque assim decidiram primeiro as seguradoras e depois os órgãos reguladores, como Susep, Procons e Senacon. A decisão das seguradoras foi embalada pela compaixão e também tecnicamente. Como as pessoas estão sendo enterradas às pressas, sem o resultado do exame, em qualquer pais do mundo, dificilmente se conseguirá provar a causa da morte. E mesmo que tenha a comprovação de Covid-19, o custo da judicialização e da crise reputacional não compensaria.

Em saúde, o tema tem sido tratado pela Agência Nacional de Saúde (ANS). Também neste caso está tudo caminhando. Uma onda que já começou fora do Brasil é a solicitação do reembolso do seguro de carro, uma vez que as pessoas não estão usando neste período de quarentena e, portanto, o risco não existe. Assim como as seguradoras aumentam o preço quando o risco sobe, os clientes acreditam que a premissa reversa tem de valer para eles. Aqui o debate ainda é superficial.

Já o seguro fiança locatícia e também os títulos de capitalização até fevereiro vendidos como o salvador da pátria das imobiliárias e dos locatários sem fiador estão tirando o sono de alguns poucos executivos. Em 2019, foram vendidos R$ 510 milhões e provisionados para possíveis indenizações R$ 123 milhões em seguro fiança locatícia. Salvo algum engano nos dados da Susep, a Porto Seguro é a grande líder, com R$ 411 milhões em vendas, seguida pela Pottencial Seguros, com R$ 28,4 milhões.

Ninguém quer falar do assunto. Isso porque a inadimplência dos aluguéis cresce a cada dia. E junto com ele, as medidas provisórias em debate no Congresso que visam proteger os inquilinos ganham força. Em live realizada pela CNseg, a confederação das seguradoras, o presidente da Federação Nacional de Títulos de Capitalização (FenaCap), cantou a bola: “Este produto pode vir a ser um problema. Vamos ver como fica”, comentou.  

O setor de Títulos de Capitalização cresceu 13,8% em 2019, acumulando uma receita global de R$ 23,9 bilhões. Os títulos de capitalização da modalidade tradicional continuam sendo o carro-chefe do setor, o garantia de crédito, que substitui a figura do fiador nas transações de aluguel de imóveis foi um dos destaques do ano. Junto com filantropia premiavel, passaram a responder por 12% da arrecadação. No títulos de capitalização, a seguradora, em tese, perde apenas a rentabilidade que teria com o dinheiro aplicado no titulo pelo locatário, que é do locador em caso de problemas do não pagamento do aluguel.

O blog Sonho Seguro procurou o advogado Cássio Amaral, especializado em seguros e sócio do escritório Mattos Filho, e perguntou: isso pode explodir? “Sim, pode”, respondeu. “A maioria não tem cláusula de pandemia. As seguradoras possuem cláusulas que contemplam até exclusão por caso fortuito e força maior. A pandemia é uma força maior, mas será difícil aplicar tal exclusão, tendo em vista que a fiança locatícia é um contrato acessório ao contrato de locação. O que acontece no contrato de locação deve ser respeitado pela fiança”, explicou.

O projeto 1179/2020 está na Câmara e deve ser aprovado em breve.  Ele cria um regime jurídico especial durante o período de calamidade pública (PL 1179/2020). A proposta muda temporariamente regras sobre contratos, direito de família e relações de consumo. Os deputados avaliam agora as propostas de mudança do texto principal. O texto impede, até 30 de outubro de 2020, a concessão de liminares para despejo de inquilinos por atraso no pagamento de aluguel. A suspensão abrange tanto imóveis comerciais quanto os residenciais e atinge todas as ações ajuizadas a partir de 20 de março, data em que foi publicado o decreto que reconheceu o estado de calamidade pública no país.

Boa parte dos contratos de seguro fiança locatícia e também o titulo de capitalização garantia de crédito tem prazo de carência para serem requeridos pelo beneficiário da apólice. Geralmente três meses. A briga jurídica entre locatários e inquilino pode se arrastar. Mas o apelo de venda do seguro é que o produto cobre as perdas enquanto o jurídico resolve quem é que tem razão. Sendo assim, temos aqui mais um desafio para os executivos do mercado de seguros se debruçarem.

A Susep informou que já solicitou às seguradoras dados específicos sobre sinistros relacionados à pandemia de Covid-19, que serão enviados periodicamente enquanto perdurar o estado de calamidade pública. Os primeiros dados começaram a ser recebidos no início de maio e possibilitarão o acompanhamento do nível de cobertura do setor. “A Susep mantém a sua atividade de acompanhamento do mercado supervisionado. Esta atuação permite à autarquia a adoção de novas medidas que julgar necessárias para assegurar a estabilidade do setor e um adequado atendimento aos consumidores”, informou.

ANS monitora impactos da Covid-19 no setor de planos de saúde

custo da saude

Boletim divulga dados assistenciais e econômico-financeiros de amostra de operadoras e apresenta reflexos da pandemia na saúde suplementar


Fonte: ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lança um boletim informativo com o monitoramento específico que vem realizando junto ao setor de planos de saúde durante a pandemia do novo coronavírus (COVID-19). O material contempla informações assistenciais e econômico-financeiras de uma amostra de operadoras médico-hospitalares que responderam a Requisições de Informações feitas pela ANS, mostrando os impactos da Covid-19 na saúde suplementar. São analisados dados sobre ocupação de leitos, custos de internação, fluxo de caixa das operadoras e inadimplência no setor. O objetivo do Boletim Covid-19 é subsidiar a análise qualificada da Agência Reguladora sobre o tema, contribuindo para a tomada de decisões no enfrentamento da pandemia, bem como apresentar à sociedade informações importantes para a compreensão do cenário no mercado de planos de saúde.

A maior parte das informações apresentadas resulta de dados enviados pelas operadoras de planos de saúde em atendimento a Requisições de Informações feitas pela ANS e de dados extraídos do Documento de Informações Periódicas (DIOPS), por meio do qual as operadoras encaminham, trimestralmente, suas informações econômico-financeiras. Também foram usados outros dados de envio obrigatório aos sistemas de informação da Reguladora. A solicitação foi encaminhada a 109 operadoras que atendem 80% do total de beneficiários do setor. É importante observar que os dados assistenciais e econômico-financeiros analisados consideram diferentes números de operadoras respondentes, em razão da natureza das informações solicitadas.

Ocupação de leitos – Para monitorar o impacto da pandemia no atendimento assistencial prestado pelos planos de saúde, foram coletadas informações de 45 operadoras que dispõem de rede própria e que fazem parte da amostra selecionada (mencionada acima). O objetivo foi verificar as principais tendências em relação à utilização de serviços de saúde hospitalares, que representaram 32,69% das despesas assistenciais no ano de 2019, frente ao atual contexto da pandemia, e avaliar as implicações diretas no setor de saúde suplementar.

O boletim traz gráficos que mostram a evolução da taxa de ocupação de leitos nos meses de fevereiro, março e abril de 2019 e 2020, comparando-os quanto à evolução da taxa de ocupação de leitos referentes à Covid-19 com demais procedimentos. Há, ainda, informações que mostram o impacto dos custos com internação, verificado pela comparação entre custos médios de internações por Covid-19 e outras internações (clínicas e cirúrgicas), e a evolução do número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) nesse período.

Pelos números compilados é possível verificar que a taxa média da ocupação de leitos nos três meses de 2020 apresentou queda em relação ao mesmo período do ano passado. Já a taxa mensal de ocupação de leitos relativos à Covid-19 em relação a outros procedimentos passou de 9% em fevereiro para 47% em abril. Também houve aumento do número de internações de SARS em relação aos números do ano passado, com curva ascendente também nos meses analisados deste ano. 

Fluxo de caixa e inadimplência – Nos dados econômico-financeiros, foram consideradas informações de 99 operadoras para o estudo de fluxo de caixa e de 102 operadoras para o estudo de inadimplência (as demais operadoras não submeteram informações no prazo de elaboração desse boletim). Os gráficos trazem informações que mostram movimento de entrada (recebimentos) e saída (pagamentos) de recursos em um dado período – que representa o capital de giro e a liquidez mais imediata das operadoras analisadas; a evolução dos pagamentos efetuados pelas operadoras pela utilização dos serviços de saúde pelos beneficiários (índice de sinistralidade do caixa), antes e após o início da pandemia da Covid-19; e análise da inadimplência, verificada pelo não pagamento de obrigações no prazo estabelecido, observando-se os pagamentos recebidos e os saldos vencidos ou a vencer.

Os dados de 2020, que refletem a pandemia, mostram baixa variação do índice de sinistralidade de caixa e aquém do que observado no último trimestre de 2019. Quando comparados com dados de 2019, percebe-se uma tendência de variação sazonal dos índices do setor. Além disso, a pouca variação também pode ser explicada pela característica do ciclo financeiro do setor, no qual os planos efetuam o pagamento de prestadores semanas após o atendimento médico. Ou seja, as contas pagas até abril podem corresponder a procedimentos relativos aos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano, e ainda podem não ter sido impactadas pela Covid-19. Cabe ressaltar, também, que o possível efeito da queda do número de atendimentos verificados nos dados assistenciais poderá se refletir nos valores de caixa nos próximos meses, caso o cenário seja mantido.


Os dados relativos à inadimplência, por sua vez, também mostram que não houve variação significativa em 2020 no comparativo com 2019, e o índice tem se mantido em 13% nos meses de fevereiro, março e abril de 2020.


O Boletim Covid-19 ficará disponível na página específica sobre Coronavírus no site da ANS

Comportamento de ladrões de veículos muda durante pandemia, constata empresa de rastreamento

Incidência de furto dá um salto de mais de 10 pontos percentuais e sexta e sábado deixam de ser dias mais perigosos

Fonte: Tracker

O Grupo Tracker, maior empresa de rastreamento e localização de veículos do Brasil, que vem fazendo levantamentos quinzenais sobre a incidência de roubo e furto de automóveis, caminhões e motocicletas durante a quarentena da Covid-19, constatou uma mudança de comportamento dos bandidos, na pandemia.

Comparando o modus operandi dos criminosos entre os dias 15 de março e 10 de maio de 2020 com o mesmo período do ano passado, a companhia apurou um aumento de 18% nos furtos, com queda nas abordagens a mão armada. Nestas oito semanas, 58,47% das ocorrências foram roubos e 41,53% furto. No mesmo período de 2019, foram 68,84% de roubos e 31,16% de furtos.

“Como o roubo é um delito de oportunidade, quanto menos exposição de veículos nas ruas, menores as oportunidades de praticar essa modalidade. Por isso, os bandidos acabam optando pelo furto, um delito com uma pena mais branda”, analisa o coordenador do Comando de Operações do Grupo Tracker, Vitor Correa.

Mudança também na preferência do dia da semana para agir. Entre 15 de março e 10 de maio de 2019, de cada 10 eventos, três eram na sexta-feira. Durante a quarentena esse índice caiu para 13,12%. Sábado que registrou 17,07% dos eventos em 2019, durante a quarentena representa 9,04%.

“Não percebemos uma variação significativa nos horários das ocorrências. Durante a pandemia 16% delas são entre 7h e 9h da manhã, 43% entre 10h e 16h, 12% entre 17h e 19h e os outros 29% são entre 20h e 6h da manhã. Nas outras semanas correspondentes de 2019 foram registrados 13% dos roubos e furtos entre 7h e 9h da manhã, 37% entre 10h e 16h, 14% entre 17h e 19h e os 36% restantes entre 20h e 6h da manhã”, conta Correa.

Roubo e furto caíram na última quinzena

O Grupo Tracker manteve o comparativo de roubo e furto de veículo durante a quarentena, comparando quinzenas, e constatou uma ligeira queda de 2,2% nas ocorrências – considerando todas as categorias: leves, pesados e motocicletas – entre 26 de abril e 09 de maio, contra as duas semanas anteriores, de 12 a 25 de abril. 

Pela primeira vez em seis semanas, o número de caminhões roubados e furtados caiu 2,9%, em todo o país. Também tiveram queda os eventos com carros/pick-ups/SUVs (0,8%) e com motocicletas (35,7%). 

No Estado de São Paulo, a queda global (todos os segmentos) foi de 1,71%. Caminhões registraram redução de 4,2% e motos de 46,2%. Mas o segmento carros/pick-up/SUV registrou aumento de ocorrências de 7,7%. 

Já o Estado do Rio de Janeiro registrou alta no índice de roubo e furto pela segunda quinzena consecutiva. A alta global foi de 25,93%. O segmento caminhões permaneceu estável e motos registraram crescimento de 100% nas ocorrências.

Mapfre anuncia queda nos seguros “não vida” contratados no Brasil e Espanha

Fonte: Agência EFE

A crise provocada pelo novo coronavírus fez com que a Mapfre registrasse em abril queda no setor de seguros “não vida” no Brasil e na Espanha, de cerca de 4%, conforme divulgou a própria companhia nesta segunda-feira.As baixas mais significativas diante da pandemia da Covid-19 foram verificadas no braço brasileiro da companhia, nos seguros de veículos, de 32%.

Por outro lado, a matriz indica que, na Espanha, embora tenha ocorrido diminuição nos seguros “não vida” e veículos, houve compensação com aumento nos ramos de seguridade de residências, comunidades e empresas. No Brasil, a emissão de novos seguros em moeda local caiu cerca de 4%, com registro de baixa de 32% para veículos. Por outro lado, a emissão de seguros agrícolas, por riscos industrias e de riscos gerais subiu.

No balanço pela crise do coronavírus, a Mapfre informou que nos Estados Unidos, a emissão de novos seguros para veículos não sofreu variações significativas na comparação com meses anteriores.

No Brasil, a taxa de sinistro em abril no setor de veículos, agências bancárias e seguros de vida, o que por sua vez, foi compensado por um aumento na taxa de acidentes nas agências de risco simples e nos seguros agrícolas.

A situação é semelhante a que aconteceu na Espanha, em que vigoraram regras de confinamento mais rígidas, o que levou a um alto grau de redução nos acidentes de carro, assim como na área de saúde, pelo adiamento de tratamentos e cirurgias não urgentes.

A Mapfre anunciou que adotou medidas de apoio aos colaboradores, clientes e fornecedores, para minimizar os riscos de contágio e, em contrapartida, manter os volumes de atividade nos negócios e a atenção com a qualidade no atendimento ao cliente.

Apenas na Espanha, a companhia divulgou ter apresentado gastos de 27,4 milhões de euros (R$ 172,5 milhões) relacionados com a Covid-19, em grande parte, com seguros para pequenas e médias empresas e autônomos.

Nos Estados Unidos, foi colocado um prática um programa de ajuda financeira aos segurados, que representa 15% do prêmio mensal, em abril e maio, e que terá impacto total de US$ 33 milhões (R$ 192,1 milhões). 

Estudo da Capgemini traz 10 tendências do mercado segurador em 2020

Com o advento do COVID-19, a “mentalidade mellennial” transcendeu a barreira da idade e fez com que o digital seja utilizado em larga escala na pesquisa e aquisição de seguros

A maior ameaça as seguradoras tradicionais são as Big Techs. Esta e outras noves tendências constam do Insurance Report 2020 realizado pela consultoria Capgemini, que entrevistou 8 mil clientes de seguros em 22 países, entre eles o Brasil, e 150 executivos seniores de seguros dos principais companhias do setor em 29 mercados que representam as regiões das Américas (América do Norte e América Latina), EMEA (Europa, Oriente Médio e África) e Ásia Pacífico (incluindo o Japão).  

“O ambiente competitivo e em rápida mudança de hoje foi inexoravelmente alterado pela pandemia do COVID-19. A adoção digital entre gerações e o impacto sem precedentes da pandemia são razões convincentes pelas quais as seguradoras estabelecidas precisam transformar seus modelos operacionais”, disse Anirban Bose, CEO da Unidade de Negócios Estratégicos de Serviços Financeiros da Capgemini e membro do Conselho Executivo do Grupo. “O jogo final será se tornar a seguradora que oferece experiências hiper-personalizadas para poder competir de frente com a BigTechs. Tem que haver uma razão para os consumidores optarem por ficar com as seguradoras e a hiper-personalização pode ser essa a razão”.

Com divulgação mundial, o vice-presidente da área de Seguros da Capgemini, Roberto Cicccone, detalhou o estudo nesta manhã trazendo um recorte da pesquisa para o Brasil. A pesquisa constatou que todo mundo é digital desde o início da pandemia no mundo, segundo pesquisa realizada entre janeiro a março deste ano. Ciccone contou que a busca por seguros deu salto de 10%. Antes da quarentena, a procura na web por seguro saúde tinha um percentual de 32% dos entrevistados e pulou para 41% de janeiro a março deste ano. Em saúde, os indicadores de busca mudaram de 35% 45% e de seguros gerais de 34% para 44%. Já no Brasil os números são menores, dada a cultura de se fazer o seguro por meio dos corretores e também por ainda ser baixo o volume de informações divulgadas pelas seguradoras na internet, comentou o consultor.

Enquanto os consumidores estão recorrendo a sites de comparação e sites da empresa para coletar informações sobre apólices, menos de 30% das seguradoras pensam que seus sites são úteis para compartilhar informações sobre apólices e apenas 37% dizem que sites de comparação ajudam a educar os clientes. As seguradoras podem considerar investir em canais on-line que capacitam os clientes a tomar decisões com o clique de um botão. Sem opções de engajamento omnichannel ininterruptas, as seguradoras tradicionais enfrentam perdas: 75% dos clientes trocariam de seguradora se o serviço de apólice não estivesse disponível em todos os canais.

“A forma como as seguradoras devem trabalhar é com a criação de ecossistemas abertos. Os dados do titular da apólice podem ser capturados usando uma variedade de fontes, dentro do âmbito dos regulamentos de privacidade de dados. Ao aderir aos ecossistemas de APIs abertas, as seguradoras poderiam entender melhor quando os consumidores podem precisar de um novo produto”, comentou.

No entanto, compartilhar informações tem sido o grande desafio do mercado segurador no Brasil. Porém, com a regulamentação das apólices eletrônicas em curso pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que esta em fase de escolha de certificadoras, o compartilhamento será automático, uma vez que o órgão regulador e as certificadoras terão acesso aos dados no primeiro passo para o Open Insurance.

Mas tal resistência não vem apenas de seguradoras. Os bancos também reclamam com o Banco Central. Em entrevista para a revista Veja da semana passada, o presidente do Bradesco, Octavio Lazari, comentou sobre a regulamentação do open banking, em que o cliente pode carregar seu histórico bancário de uma instituição para outra. “Não vejo isso como uma questão urgente. Talvez pudesse ficar para o próximo ano”, comentou. Segundo ele, é preciso corrigir assimetrias, porque os bancos pagam 90% dos investimentos para construir histórias, enquanto todos os menores e as fintechs vao usufruir o beneficio sem ter nenhum custo”.

A Susep deve trabalhar com tres certificadores e a previsão é de que o custo para as seguradoras sejam próximo de zero, uma vez que com os dados processados será possível criar muitos outros produtos e serviços. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já deu o sinal verde para a B3 atuar como registradora de operações de seguros, resseguros, capitalização e previdência complementar. Desde 2018 a bolsa tem uma equipe dedicada ao setor e já dispõe desistemas desenvolvidos para atender as demandas das seguradoras.

Outro ponto a ser definido será como as APIs poderão atuar. Uma vez que todas as APIs estão na nuvem, significa que uma seguradora poderá contratar os serviços de prestadores de qualquer ponto do planeta. “Certamente a regulamentação definirá a forma”, disse o consultor ao blog Sonho Seguro. Outra dúvida é se no pós pandemia as operações serão mais locais e menos globais, dependendo dos efeitos causados na economia de cada pais.

Ciccone também acredita num uso maior dos serviços das insurtechs pelas seguradoras. Porém, as novatas sofrem com financiamentos e aporte de capital neste momento da pandemia, com inadimplência em alta e crédito caro. “Elas podem agilizar muito o processo digital das companhias. Se por um lado elas precisam de recursos, por outro as seguradoras precisam agilizar muitos processos para não perderem boa parte de seus clientes para as Big techs”, avaliou.

Veja as 10 principais tendências:

  • Big Techs ameaçam as seguradoras
  • Com o advento do COVID-19, a “mentalidade mellennial” transcendeu a barreira da idade e fez com que o digital seja utilizado em larga escala na pesquisa e aquisição de seguros. 
  • Entre os consumidores da Geração X e os consumidores mais velhos, que estão diariamente online e realizam transações móveis, como compras ou pagamentos de contas esse número mais que dobrou, passando de 30% em 2018 para 64% em 2020
  • O apetite pelos seguros ofertados pelas Big Techs está acelerando rapidamente: enquanto apenas 17% dos participantes da pesquisa do World Insurance Report 2016 disseram que considerariam comprar seguro de uma Big Tech, o número mais que dobrou para 36% em 2020.  
  • As seguradoras tradicionais devem apostar na hiper-personalização – oferecer os produtos certos, no momento certo e por meio dos canais certos  
  • Mais de 50% desejam um seguro com base no uso, pois oferece hiper-personalização e valor ao dinheiro, mas apenas metade das seguradoras oferece esse tipo de opção.  
  • Ao agregar ecossistemas de API aberta, as seguradoras poderiam entender melhor os consumidores e quando eles podem precisar de um novo produto, sugere o relatório.
  • Algo como 75% dos clientes afirmaram que trocariam de seguradora se o serviço de apólice não estivesse disponível em todos canais.
  • As Big Techs estão coletando dados em tempo real por meio de assistentes de voz, roupas inteligentes e outros dispositivos de IoT e chatbots interativos, enquanto apenas 38% das seguradoras capturam dados de dispositivos IoT em tempo real e 33% dos dados é por meio de linguagem natural.
  • As seguradoras pioneiras estão aumentando a colaboração com InsurTechs maduras para desenvolver soluções inovadoras.

Rede Lojacorr Consórcios fecha 1º quadrimestre com R$ 10,3 milhões de produção

Meta anual da empresa é de 46 milhões até o final do ano, mesmo com a pandemia

Fonte: Lojacorr

Dados compilados pela Rede Lojacorr Consórcios informam que a empresa fechou o 1º quadrimestre com R$ 10,398 milhões de produção no País. A empresa, administrada pela BR Consórcios, faz parte da Rede Lojacorr, maior rede de corretoras de seguros independentes do Brasil. 

A meta anual está prevista em R$ 46,2 milhões, mesmo com a pandemia. Em 2018, a Lojacorr realizou R$ 28.219.587,05 em vendas de Consórcio, já em 2019 houve um crescimento de 31% com o total de vendas de R$ 37.035.401,33, encerrando o exercício com mais de 700 cotas vendidas, resultado creditado a 220 corretoras da Rede.

De acordo com Geniomar Pereira, diretor Comercial da Rede Lojacorr, estão sendo feitos esforços diários para minimizar os impactos causados pelo coronavírus. O empenho está sendo intenso para potencializar os resultados nesse período de crise econômica. “Estamos conseguindo reverter um cenário de queda na produção, investindo em públicos de poupadores, acreditando no perfil de público usuário do sistema de consórcios”.

A ABAC – Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios no Brasil divulgou que o impacto no sistema foi sentido mais a partir da segunda quinzena de março. O acumulado trimestral em relação a 2019 registrou alta de 9,7%, com evolução de 653,50 mil (jan-mar/2019) para 717,20 mil (jan-mar/2020).

José Roberto Luppi, diretor comercial da BR Consórcios, parceira da Rede Lojacorr, o sistema de consórcios é um mercado em potencial, inclusive porque em épocas de recessão, pode servir como um dinheiro poupado para outro fim que não o de início do consórcio, ou seja, a carta de crédito pode ser usada como dinheiro na mão. 

De acordo com Luppi, existe hoje, no Brasil, cerca de sete milhões de consorciados (ABAC), sendo que a população ativa no País gira em torno de 100 milhões de habitantes. Isso quer dizer que apenas 7% da população possui algum tipo de consórcio e, mesmo que a modalidade do consórcio já exista há 60 anos, a cultura ainda é desconhecida. “Isso porque o brasileiro continua não poupando e pensando pouco no futuro. A partir do momento em que ele passa a conhecer as vantagens do sistema, passa também a ser um potencial comprador, da mesma forma que o consumidor de seguro”, explica. 

Normalmente, é preciso ter disciplina para poupar recursos e garantir um futuro melhor. “O consórcio é uma ferramenta como um ‘personal trainer’ de suas finanças, pois força a separação de parte do orçamento para uma poupança, garantindo assim um futuro financeiro mais saudável. Ao final, o consorciado estará de posse do tão sonhado bem. Além do que, no caso de imóveis, poderá proporcionar uma renda extra através da locação do imóvel”, exemplifica.

Cinco estratégicas para o setor de seguros no mundo pós-crise

A PwC identificou alguns pontos considerados prioritários e que podem ajudar o setor de seguros a emergir da crise mais forte do que antes

Fonte: PwC Brasil

A COVID-19 mudou o mundo em questão de semanas. Conforme os meses passam, o foco das seguradoras se volta para o período pós-quarentena. Quando os governos iniciarem a flexibilização das restrições, o setor terá que preparar as companhias para a retomada das operações neste cenário de “novo normal”. Isso engloba determinar os impactos provocados pela pandemia nos médio e longo prazos e repensar as estratégias.

A resposta a estas questões exigirá análises e dependerá da própria natureza das seguradoras. A PwC identificou alguns pontos considerados prioritários e que podem ajudar o setor de seguros a emergir da crise mais forte do que antes, independentemente da linha de negócios oferecida aos clientes.

A pandemia aumentou a urgência destas ações como forma de manter a competitividade e a relevância no mercado. “A COVID-19 antecipou o futuro. Os planos que estavam previstos para daqui a cinco anos, foram antecipados para agora. Todo o mercado teve que se adaptar e não foi diferente com as seguradoras”, diz Carlos Matta, sócio da PwC Brasil e líder do setor de seguros.

São elas:

1) Realinhar a estrutura de custos e focar na produtividade – Desde a crise global de 2008, a maioria das seguradoras buscou reduzir custos, embora nem sempre com resultados positivos. Com a crise da COVID-19, o foco deve ser a eficiência e a produtividade. Para isso, é necessário pensar a médio e longo prazo, certificando que eventuais economias de curto prazo – como reduzir gastos ou interromper investimentos – não prejudiquem a capacidade de se operar e grande escala no futuro.

2) Impulsionar a transformação digital de forma a criar uma seguradora altamente digital – Embora a maior parte das seguradoras já tenha iniciado um processo de transformação digital, as operações na indústria vêm sendo ainda guiadas por um excesso de processos e pessoas, fluxo de trabalhos manuais, tecnologia fragmentada e dificuldades em aproveitar ao máximo as informações disponíveis (BIG Data). A criação e implantação de uma agenda digital tornará a seguradora mais ágil e adaptada aos novos tempos como foco relevante na experiência dos clientes de forma superior – com vendas ativadas digitalmente, envolvimento online real time com o consumidor e mais agilidade e satisfação dos segurados na resolução de sinistros.

3) Criar novos fluxos de receita – Após a pandemia, é provável que o cenário seja de competição por uma parcela maior em um mercado eventualmente reduzido e altamente competitivo, bem como carteiras menores de consumidores e empresas. Com isso, encontrar novas oportunidades de gerar receita torna-se crucial para crescimento. Um caminho é pensar em produtos e serviços que reflitam as necessidades que vêm se desenhando hoje. Alguns exemplos: seguro baseado em uso, maior proteção contra perda laboral, riscos financeiros, além de segurança cibernética para exercer o trabalho remoto inevitável e que será aplicado daqui para frente de forma relevante.

4) Preparar sua força de trabalho para o novo mundo – A quarentena forçada pela COVID-19 obrigou as empresas a reavaliarem seus processos e formas de trabalhar. Em quaisquer dos cenários do “novo normal”, é necessário garantir que os profissionais tenham as habilidades adequadas e vontade de abraçar as mudanças do mundo digital. O isolamento demonstrou que as empresas que já contavam com um processo de transformação digital em desenvolvimento saíram em vantagem em meio à crise. Assim, é necessário pensar não apenas num possível aprimoramento, mas sim em um processo complexo e holístico de upskilling digital, promovendo o desenvolvimento de habilidades e competências voltadas para o trabalho e o investimento em um ambiente de aprendizagem constante. Esta iniciativa exige comprometimento significativo por parte de todas as áreas envolvidas – a começar pelas lideranças das companhias.

5) Reforçar a eficiência do capital e da marca – Após as tensões imediatas de capital e liquidez provocadas pela crise, será importante manter o foco na gestão do impacto do gerenciamento de capital de longo prazo (com taxas de juro mais baixas), custo de hedge mais elevados, maior volatilidade e inadimplência do mercado e eventual aumento das taxas de impostos.

“Com a perspectiva de uma recessão global, a possível recuperação da economia se torna mais difícil e as perspectivas de crescimento são menores. Com a pandemia, é essencial atuar de forma rápida, correta e humanitária, demonstrando agilidade, empatia e habilidade em resolver as questões se colocando no lugar do outro, a fim de atrair novos clientes e fidelizar os antigos. Nesse novo mundo, um serviço lento, burocrático e impessoal não terá lugar”, conclui Carlos Matta.

Fórum do sandbox gera 40 respostas aos comentários recebidos

sandbox seguradoras susep

Questões abordaram temas relacionados ao edital do Sandbox

Fonte: Susep

O Fórum do Sandbox Regulatório chegou a um total de 40 perguntas respondidas pelas equipes técnicas da Superintendência de Seguros Privados (Susep) durante o período de abertura à participação – de 4 a 8 de maio. As questões abordaram diversos temas relacionados ao edital, como: atendimento, etapas do sandbox, riscos e projeções financeiras. É possível consultar as respostas e os depoimentos sobre a iniciativa por meio do endereço https://www.sandbox.susep.gov.br/.

A Susep promoveu o fórum para esclarecimento de dúvidas sobre o Sandbox Regulatório, que constitui um ambiente regulatório experimental, no qual as companhias participantes possuem, por um prazo determinado, condições especiais, limitadas e exclusivas para operar.

O Edital do Sandbox está suspenso devido à pandemia causada pelo coronavírus (Covid-19) e o estado de calamidade pública estabelecido no país. A nova data de vigência do edital será informada oportunamente, de acordo com os desdobramentos de cenários que a autarquia segue monitorando.